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quinta-feira, 5 de março de 2015

A-4 Skyhawk

 Acima o Douglas A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil, usado pela US Navy entre 1956 a 2003. O bombardeiro embarcado de 3° geração foi atualizado em 1977, quando ainda eram do Kuwait e ainda hoje passam por uma atualização com aparelhagem eletrônica israelense.
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Muitos aviões de combate antigos ainda estão em serviço no mundo todo, não é só o Brasil que mantém caças antigos, a muito aposentados em seus países de origem. Certamente um caça de 3° geração hoje não pode enfrentar um de 4°, mas pode ser atualizado para a 4° geração e assim estarem mais próximos de seus prováveis adversários.
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Nossos 23 aviões de ataque A-4, conhecidos aqui como AF-1 Falcão foram adquiridos do Kuwait após a reorganização de sua força aérea, devido à Guerra do Golfo. Os aviões antigos do Kuwait foram substituídos por caças multifuncionais F/A-18 Hornet, iguais aos usados pela US Navy.
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Acima os A-4 Skyhawk aposentados por Israel. Esses aviões serviram na linha de frente a Força Aérea Israelense de 1966 a 2013.
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Diferentemente do Northrop F-5, o avião de ataque tático A-4 Skyhawk foi largamente empregado pela US Navy, além de países que realmente necessitavam de um bom avião, como Israel em seus conflitos com os países árabes. O A-4 foi produzido de 1954 a 1979, somando um total de 2960 unidades.
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 Acima os A-4 de treinamento, usados pela Marinha dos EUA (USN) até 2003 como avião oponente na formação de pilotos de combate. O A-4 deixou os super porta aviões da USN em 1998, mas hoje ainda é plenamente operacional no Brasil e na Argentina, usado também como treinador em Israel e pela Força Aérea de Singapura.
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O Brasil usa o A-4 para sua função primordial, ou seja, um avião de ataque embarcado, assim como é o Dassault Super Etendard da foto acima. Esses aviões agem como se fossem os atacantes multifuncionais atuais, porém não podem entrar em combate aéreo devido a falta de um radar próprio (ou multifuncional) além de serem aeronaves subsônicas.
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Alguns A-4 da USN foram testados com os mísseis antinavio Harpoon (acima), com capacidade muito superior ao famoso Exocet francês, usado pela nossa Marinha mas famoso pela Guerra das Malvinas em 1982, quando foi empregado pela Argentina contra a Royal Navy durante o conflito.
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A Argentina modernizou recentemente seus A-4, que agora recebem o nome de Fightinghawk pois receberam um radar Westinghouse AN/APG-66(V)2A, similares aos utilizados nos primeiros F-16. Esse radar dá ao A-4 argentino a capacidade de localizar alvos aéreos.
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Nosso AF-1M (acima), o A-4 modernizado com aparelhagem eletrônica israelense de última geração. Esse equipamento envolve a instalação do radar IAI Elta ELM-2032 (abaixo) e a modernização total do cockpit.
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Os AF-1M terão a capacidade de portar o nosso novo projeto, o MAN-1, abaixo, um míssil antinavio guiado por radar ativo, de desempenho sim ilar ao Exocet, que está atualmente em desenvolvimento pela Avibrás e mais algumas empresas.
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   Nosso cronograma prevê o MAN-1 para testes em 2017 e operacional em 2018 a 2019.
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Em teoria, esses avanços tecnológicos instalados em nossos AF-1 o deixarão compatíveis eletrônicamente a caças embarcados de 4° geração, como os Harrier II abaixo, utilizados pelos Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) desde 1984 até hoje.
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O AV-8B Harrier, acima, e o A-4 Skyhawk, são os únicos aviões de combate embarcados subsônicos em uso no mundo hoje. Esse tipo de caça subsônico já foi largamente empregado por várias nações, mas recentemente os modelos supersônicos vem sendo preferidos, daí todo o programa do F-35 Lightning II.
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Abaixo segue a tabela de alguns dados do A-4 em comparação a outroa aviões de asa fixa embarcados.

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