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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mikoyan MiG-23

O Mikoyan MiG-23 (acima) foi um caça/bombardeiro desenvolvido na segunda metade dos anos 60, pela URSS para suceder o MiG-21.
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Na época, além dos mísseis, radar e alcance, a velocidade era um fator de extrema importância num combate, assim o MiG-23 foi projetado para atingir altas velocidades com o uso de apenas um motor.
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Os caças monomotor são mais fáceis e bem mais baratos de serem produzidos, além de um menor custo operacional e um menor tempo para a realização de reforma/revisão.
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A grande desvantagem do monomotor é exatamente o desempenho, pois um motor limita o tamanho do avião e consequentemente reduz a quantidade de combustível. Se um caça tem um motor grande e possante, tem que ter muito combustível para alimentá-lo.. dois motores de média potência, trabalhando com 50% de seu rendimento máximo, torna-se muito mais econômico que utilizar-se só um de alta potência, daí o Rafale, o Typhoon e o MiG-29.
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O conceito utilizado no MiG-23 para a utilização de apenas um motor e continuar com uma boa velocidade foi o emprego das asas de geometria variável, que reduzem as distâncias de pouso e decolagem, economizam muito combustível e reduzem o atrito com o ar em altas velocidades.
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Entretanto a asa de geometria variável tem também seus problemas, como o aumento dos custos, tempo de produção, manutenção, etc e tb a redução da capacidade de manobra do caça.
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Assim o MiG-23 (no meio da foto acima) manobra muito menos que um caça de asa fixa, como os caças tradicionalmente usados.
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Mesmo assim entre 1967 a 1985, a URSS produziu 5.047 unidades dos caças MiG-23, que englobavam versões de treinamento, de uso próprio e para os países do Pacto de Varsóvia e versões de exportação, com radares e armas inferiorizados, além de protótipos como um de decolagem STOL com motores no centro da fuselagem (foto abaixo).
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O MiG-23 deixou as linhas de frente na Rússia com o fim da URSS, porém ainda é largamente usado pelo mundo.
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Com o fim da URSS a Rússia deveria se concentrar em manter os melhores caças, assim os modelos mais antigos e de funções secundárias, como os MiG-23 foram abandonados as centenas nas bases russas... até hoje cerca de 500 aviões desses permanecem aprodrecendo no tempo por todo território russo.
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Muitos países do antigo bloco socialista herdaram uma grande quantidade de MiG-23 do Pacto de Varsóvia, como por exemplo a República Checa (acima):
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Hungria.
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Alemanha Oriental
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 Alguns desses MiGs foram vendidos para particulares e são ustilizados como aviões de demonstração em show aéreos. Só nos EUA existem 11 MiGs-23 de propriedade particular.
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 No período pós soviético, a Rússia ofereceu uma atualização do MiG-23, que consistia na adoção de novas armas, com o míssil ar-ar R-77 guiado por radar ativo e um novo radar similar ao do MiG-29. Alguns países utilizam-se dessa versão atualmente.
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 O MiG-23 básico era armado com seis mísseis, dois R-24R guiados a radar semi ativo e 4 R-60 guiados por infra vermelho. Os mísseis R-24R, montados na raiz das asas do MiG-23 foto acima não são mais utilizados atualmente pela Rússia, mas ainda podem estarem sendo usados por alguns países que herdaram os MiG-23 da URSS.

O R-24R (acima) é similar ao Sparrow usado ainda hoje pelos EUA, inclusive pq ambos possuem o mesmo tipo de orientação (semi-ativa) e o mesmo alcance (50 km).
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Os MiG-23 exportados (acima) eram montados com um radar diferente, similar ao do MiG-21 (mais antigo) e utilizava-se de apenas quatro mísseis K-13, também bem mais antigos e com alcance significativamente inferior.
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 Muitos dos usuários do MiG-23 substituiram o míssil montado sob a fuselagem por um casulo lançador de foguetes, como desse avião na imagem acima.
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A foto acima é um print de tela de um vídeo onde um MiG-23 da Força Aérea Síria dispara esse tipo de foguete de ataque ao solo em direção a posições dos rebeldes da FSA.
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O MiG-23 padrão foi criado para ser um caça puro, assim ele não utilizava-se de nenhuma arma de ataque ao solo, isso foi um dos grandes motivos de sua substituição por novos caças multifuncionais.
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Existiu uma versão de ataque, o MiG-23BN com o da foto acima, porém esse modelo logo deixou de ser fabricado com o início da produção do MiG-27.
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Hoje quem opera o MiG-23 é a Força Aérea Angolana, com 26 unidades ativas, o Congo com 2 aviões, a Etiópia, com 10 usados somente para ataque ao solo, Kazaquistão 3 unids, Líbia 5, Coréia do Norte 56, Sri Lanka 1 para treinamento, Sudão 3, Cuba 24 e a Síria, o maior usuário com 95 aviões MiG-23 (acima).
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 Os MiGs-23 sírios (acima) ficaram famosos ultimamente devido à grande quatidade de vídeos amadores feitos durante a Guerra Civil no país, que já se extende a mais de dois anos.
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 O avião é largamente empregado pela SAAF em missões de ataque ao solo com foguetes ou como bombardeiro. Em um dos vídeos é possível ver até um MiG-23 sendo abatido por artilharia anti aérea.
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Acima um MiG-23 da Coréia do Norte.
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Abaixo, a tabela comparativa com alguns dados do MiG-23 e de outros caças similares em função e de mesma época.
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Um comentário:

  1. Belas imagens,talvez se com o fim da CCCP tivessem modernizado o MiG 23,até mesmo talvez uma versão do mesmo com asas em delta como os mirages teria sido vantajoso em vista do mesmo ser mono motor e com tanques alciliares claro alem da sonda de reabastecimento.

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