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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Caças a jato de 5° geração

Quando no fim dos anos 80 foi divulgada a utilização de aviões 'invisíveis' pela USAF o mundo ficou chocado com a supremacia norte americana no setor de combate aéreo. Notícias sensacionalistas logo o apelidaram de "avião invisível" como o da Mulher Maravilha (desenho animado dos anos 70/80), porém o bombardeiro Lockheed F-117 Night Hawk (foto acima) não era nada disso como a mídia passava.
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F-117 Night Hawk

Além de sua baixíssima carga de armas, o F-117 sofria de uma série de problemas por se tratar de uma aeronave completamente nova. Mesmo uma série de acidentes não impediram que o mesmo fosse testado em combate, para determinar a eficiência da 5° geração em situação real de guerra.
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Bem a estréia na guerra é uma questão de opinião... muitos creditam os feitos do F-117 como inatingíveis por qualquer outro avião de mesma função, outros pensam como a USAF, foi abatido ? (imagem acima), não é 'invisível' e sim furtivo. Se não cumpre seu papel, deve ser desativado, assim em 2008 o F-117 recebe sua aposentadoria definitiva.
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Northrop B-2 Spirit
Os problemas continuaram com o B-2, de 1989... O bombardeiro estratégico stealth da USAF é dentre todos o avião mais caro do mundo, seu valor unitário em 1997 era de aproximadamente 737 milhões de dólares, ou seja, cerca de 2,5 B-1B Lancer ou três Tupolev Tu-160 (bombardeiros estratégicos). O avião que necessita ser mantido em hangares com atmosfera controlada, pode ser atualmente detectado por caças como o Sukhoi Su-35S a mais de 190 km de distância. Caro, difícil de ser operado e visível a radares de baixa frequência, o B-2 teve sua produção encerrada no ano 2000. Somente 21 foram construídos, sendo que um caiu (foto acima), um foi severamente danificado por incêndio e um é utilizado como plataforma de testes.
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Lochkeed Martin F-22 Raptor
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O acerto da tecnologia stealt veio somente em dezembro de 2005, quando a USAF recebeu seus primeiros F-22 Raptor:
O programa que durou 15 anos e teve um gasto de 66,7 bilhões de dólares foi o segundo projeto militar mais dispendioso em toda a História, resultou em 187 caças operacionais em 2012. Em prática o Raptor veio para substituir o F-15 e o F-15E, porém sua produção chegou somente a um décimo da produção dos F-15, e hoje, três anos após o encerramento de sua produção, o F-15 ainda continua a ser fabricado. Os EUA alegam que a produção do Raptor foi encerrada devido aos altos custos, porém especulações dizem que a aeronave pode ter apresentado algum problema. O fato é que em teoria, hoje, o Raptor é praticamente imbativel em um combate aéreo.
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Sukhoi T-50
A proposta russa de um avião de 5° geração veio só em 2002, isto é, 12 anos após o início do projeto do Raptor. Seguindo o cronograma russo, o T-50 hoje conta com 5 protótipos e a previsão de entrada em serviço para o ano de 2016. O T-50 se assemelha em categoria e desempenho ao Raptor americano, porém seu design não possui tanta furtividade em favor de um melhor desempenho. A Rússia toca junto com a Índia o programa T-50 que custou cerca de 8 a 10 bilhões de dólares, sendo que após sua conclusão, tanto a Marinha como a Força Aérea Indiana receberão suas versões.
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Lockheed Martin F-35 Lightning II

O controverso Lochkeed Martin F-35 Lightning II é o mas recente avião de 5° geração a entrar em testes nos EUA. Sua proposta é a substituição dos caças F-16, F/A-18 e AV-8B inicialmente e futuramente, se o programa der certo, também substituirá o F-15C/E e o F/A-18E/F. Devido a uma série de problemas mecânicos e eletrônicos, o avião está absurdamente atrasado nas entregas, seu valor atual é muito maior que o estimado inicialmente e o avião não possui um desempenho muito bom se comparado a um simples F-16.
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Tecnicamente o F-35 não foi projetado como o Raptor, ou seja ele não foi projetado para ser um super caça. O F-35 foi projetado para ser uma opção de custo acessível e preencher a função de três caças distintos, o F-35A substituiria o F-16 na USAF, o F-35B (foto acima) substituiria o AV-8B Harrier nos USMC e o F-35C substituiria o F/A-18C/D dos 'supercarriers' da USN. Assim o mesmo avião também não teria uma RCS tão baixa como o Raptor e sua tecnologia poderia ser repassada a países aliados e da OTAN que utilizassem algum dos outros modelos de 4° geração que os EUA exportam.
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Acima, um F-35 e um Raptor em vôo.
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Após o último incidente de incêndio no motor, a frota de 100 caças F-35 dos EUA está atualmente limitada a velocidades de até mach 0,91 (1.113 km/h), ou seja, muito baixa para um caça. Dentre as características do F-35 estão a sua vantagem a furtividade e seu tamanho compacto, como desevantagens, o F-35 é caro demais, não apresenta um desempenho digno de caça e tem muitos problemas. O cronograma da homologação oficial do F-35 segue com atrasos e mentiras por parte do fabricante.
Chengdu J-20
 Em 2011 a China deixa vazar fotos do seu novo caça de 5° geração, o Chengdu J-20. Curiosamente essas imagens apareceram após uma série de especulações sobre a transferência de dados secretos do programa F-35 à China. Dados são estimados do avião, que tem cerca de 21 metros de comprimento e assemelha-se ao Mig 1.44, projeto russo do ano 2000 abandonado em favor de um avião de 5° geração (T-50). Por ser um avião grande, pode se dizer que ele será um caça do tipo 'superioridade aérea' como é o Raptor e também será o T-50.
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Shenyang J-31

O mais recente avião de 5° geração é o chinês Shenyang J-31, um avião com 16,9 metros de comprimento com design semelhante ao F-22 Raptor. O J-31 provavelmente será um caça de médio porte, similar ao F-35 Lightning II em categoria de peso, mas pelo design, como do Raptor, desenhado para ser um caça puro, deve ter um desempenho superior ao norte americano.
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Outros países:
Sabe-se que muito se fala mas pouco se faz no que se refere ao desenvolvimento de um caça de 5° geração. Depois da brincadeira iraniana Qaher-313, alguns projetos reais começam a tomar algum formato agora em 2014.
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O desenvolvimento de aviões de combate de 5° geração ainda é praticamente exclusiva dos EUA, da Rússia e da China. Outros países como o Japão, pretendem ainda projetar seu próprio caça de 5° geração, apesar da encomenda dos F-35 Lightning II:
Acima a concepção artística do futuro Mitsubishi ATD-X.
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Sukhoi HAL FGFA
Após a conclusão do programa PAK-FA para a VVS (Força Aérea Russa), o Sukhoi T-50 será também produzido pela HAL Hindustan Aeronautics Limited sob licença da Rússia. O avião será idêntico ao T-50, porém adaptado as necessidades da Força Aérea e da Marinha Indiana.
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Mikoyan LMFS
É provável que o futuro programa de um caça leve de 5° geração russo tenha como base o Projeto 1.44 abandonado no ano 2000. Contudo a empresa Mikoyan, em baixa desde a queda da URSS, tem ainda que batalhar muito com seus Mig-29 de 4,5° geração antes de tentar dar esse pulo.
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Outros programas de caças de 5° geração são desenvolvidos por outros países mas sem perspectiva ainda de um avião real a ser comentado.
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