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domingo, 21 de dezembro de 2014

Guerra anti submarina (ASW)

1. O que é ASW ?
ASW, ou Anti Submarine Warfare, sigla em inglês que comumente é usada para definir a "guerra anti submarina". A sigla ASW aparece no que se refere a uma função específica, que é a detecção, rastreamento e destruição de um submarino hostil, seja no campo de formação de pessoal, tipos de armas, missões e técnicas de de combate.
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Acima, o SSN Greeneville da Classe Los Angeles utilizado pela US Navy. O Greeneville nunca foi usado em combate, mas já matou 9 civis, dentre elas quatro crianças, quando afundou "acidentalmente" o navio pesqueiro japonês Ehime Maru em 2001.
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Hoje quem desenvolve os melhores sistemas ASW são os grandes fabricantes, ou seja, os EUA e a Rússia. Outros países que também possuem experiência em contrução e utilização de submarinos, como a França e a Inglaterra, também desenvolvem e utilizam uma gama de aparelhos ASW. Países como a Alemanha, que domina a metalurgia a séculos e é a nação mais tradicional na construção de submarinos em todo o mundo, constrói o Tipo 209 (IKL 540), que é o submarino mais usado atualmente pelas nações equipadas com esse tipo de arma.
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O Tipo 209, acima, usado pelo Brasil, definitivamente não é um caçador, porém existem sim submarinos caçadores, mas de propulsão nuclear.
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A Guerra Anti Submarina pode ser executada também por helicópteros, submarinos e mais dificilmente por navios.
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 Mesmo os poderosos destróieres soviéticos anti submarino (acima) da Classe Fregat (Projeto 1155), conhecidos por aqui como "Udaloy", não são páreos para os obsoletos Los Angeles da US Navy, assim, esse tipo de navio, ainda usado pela Rússia, teve sua produção encerrada em dezembro de 1991 com o fim da Guerra Fria. 
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Esses navios possuem cerca de 20% a mais de potência que os similares ocidentais de mesma tonelagem, essa garantia a mais lhe dá uma habilidade superior de manobra e desempenho em quaisquer situações de mar, porém seus mísseis Metel não possuem tanto alcance quanto os Harpoon disparados pelos SSN norte americanos.
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Os Fregat são equipados também com um possante e enorme sonar de proa, que pode ser visto perto de um homem, na doca seca (parte sem pintura), além de um outro rebocável, e principalmente, dois helicópteros Kamov Ka-27.
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Hoje os navios mais recentes são os "Porta Helicópteros", como o Hyuga da Marinha Japonesa acima. Esse tipo de navio só é usado pelo Japão, devido a ameaça constante dos mini submarinos norte coreanos. Para os demais países, a utilização de um sistema de armas específicos em um único navio é desnecessário e caro demais.
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2. Caçados
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Definido quem caça e com que caça, vamos a quem é caçado então. Os "caçados" são os submarinos que eventualmente possam a causar alguma ameaça a soberania de uma nação. Dentre eles podemos citar:
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2.1 Mini Subs
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Os submarinos são as armas de guerra mais difíceis de serem detectadas, pois para isso utilizam-se da maior área disponível para se esconder em todo globo terrestre, os oceanos. Com 71% da área superficial de todo planeta, os oceanos abrigam não só peixes e baleias, mas também uma série de "presas" bem mais difíceis de serem capturadas, como os mini submarinos abaixo:
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Além dos tradicionais modelos soviéticos ainda em serviço pelo mundo afora, o Ocidente vê-se hoje ameaçado por novos modelos até então inexistentes durante o período da Guerra Fria, como os Mini Submarinos (acima). O Ghadir, iraniano, acima tem 29 metros de comprimento e um deslocamento máximo de 120 toneledas. Mesmo pequenos e lentos (11 nós), esses submarinos podem transportar e disparar dois torpedos de 533 mm, que colocariam um super porta aviões da USN à deriva !
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Modelos similares são usados para o transporte de drogas pelos cartéis da Colômbia, como esse da imagem acima, com 30 metros de comprimento.
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A Coréia do Norte utiliza-se de cerca de 50 a 60 mini submarinos como esse da foto, com cerca de 130 toneladas, capturado pela Coréia do Sul para patrulhar suas águas, bisbilhotar águas alheias e até, como já ocorreu, afundar navios sul coreanos.
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2.2 Varshavyanka
  Abaixo o submarino russo diesel elétrico Rostov on Don da classe Varshavyanka, lançado em junho de 2014. A classe Varshavyanka de 3.900 toneladas é produzida pela Rússia desde o fim da URSS. O modelo deriva da Classe Paltus soviética, porém possui um novo sistema de armas que lhe possibilita a execução de tarefas de patrulha, caça a outros submarinos, navios e ataque ao solo.
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Hoje os submarinos Varshavyanka são usados por 8 nações e depois do Tipo 209 alemão é o submarino mais vendido pelo planeta.
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Um submarino atual padrão, como os Tipo 209 não possui armas de ataque ao solo como os Varshavyanka, pois além de torpedos, podem transportar uma série de mísseis cuzadores, além de permanecerem submersos por mais de 30 dias.
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O Varshavyanka (acima) pode carregar até 18 mísseis Klub e dispará-los em sequências de 6 e 6 pelos seus tubos de torpedo. Um ultra moderno submarino nuclear da Marinha dos Estados Unidos, como a Classe Virgínia (em produção atual), pode transportar até 24 Tomahawk e dispará-los em sequencias de 12 em 12.
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 O míssil Klub (acima) tem um desempenho e função similares ao norte americano Tomahawk. Esse tipo de arma é altamente eficaz contra alvos em solo, como foi mostrado ao mundo nas Guerras do Golfo e do Afeganistão, esse míssil do tipo "cruise" era indisponível até a alguns anos atrás para países além da Rússia, dos EUA e da Inglaterra.
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Tanto o Tomahawk (acima) como o Klub podem transportar pesadas ogivas de 400 kg a distâncias de 900 km ou mais, podendo serem disparados com o submarino em imersão.
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2.3 SSNs submarinos nucleares de ataque
Praticamente impossíveis de serem caçados dentro dágua, os SSN, submarinos nucleares de ataque, são um problemaço para todas as nações no planeta, pois somente seis países em todo o mundo os possuem. Quem tem o SSN vence a guerra, como ocorreu nas Malvinas em 1982. É praticamente impossível um navio, mesmo que equipado para tal, derrotar um SSN em combate.
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Dentro dágua, submarinos nucleares como o K-335 Guepard da foto acima, mais silenciosos que os americanos, podem perseguir adversários por debaixo dágua por até 100 dias ! Manobráveis e rápidos, os submarinos da Classe Shchuka-B (Projeto 971), conhecidos como "Akula" no ocidente, possuem as mesmas capacidades dos caçadores Seawolf da USN, porém transportam uma carga ainda mais letal, os torpedos supercavitantes Shkval.
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2.4 SSBNs
Essa arma naval de destruição em massa é atualmente posse de 5 nações, ou seja, quem controla o planeta, são elas: EUA, Rússia, China, Inglaterra e França... quem tem o SSBN dita as regras, quem não tem obedece... O SSBN é o mais dífícil alvo de se caçar, pois ele sempre se encontra dentro de águas protegidas, tanto por outros submarinos, navios, aviões e sistemas de defesa costeiro.
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Os Los Angeles, projeto dos anos 70, foram desenvolvidos para caçarem submarinos soviéticos como os Kalmar (acima) da Classe 667BDR, tradicionais nos anos 80, durante a Guerra Fria. O míssil usado pelo Kalmar não tinha alcance o suficiente para atingir a região central dos EUA, se fosse disparado de águas seguras. Assim o barulhento SSBN soviético teria que adentrar em águas internacionais, povoadas pelos numerosos Los Angeles.
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 Hoje somente três Kalmar estão em serviço na Frota Russa do Pacífico, seus alvos deixaram de ser o centro do continente norte americano para ser as bases e estaleiros da USN na costa oeste americana e bases no meio do Pacífico.
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Acima um SSBN da Classe Delfin, sucessor do Kalmar, dispara um míssil Sineva, que transporta até seis ogivas nucleares, cada uma com rendimento de 150kt (cerca de 10 vezes a bomba de Hiroshima) a distâncias de até 11.500 km, o que lhe dá a garantia de operar em águas protegidas mantendo qualquer cidade dos EUA sob alcance.
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3. Localização de alvos submarinos
Hoje os melhores localizadores de submarinos são os aviões de patrulha oceânica, em seguida helicópteros e depois outros submarinos. Navios normalmente só transportam um equipamento ASW para defesa e não propriamente dita uma localização ou caça.
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 A principal vantagem dos submarinos é a furtividade, bem diferente dos navios que ficam expostos na superfície. Para sua caça é necessário a sua localização e identificação, para isso hoje são utilizadas várias formas, como a busca visual (acima), escuta de sinais de comunicações (envio e recebimento), emissões de ondas de radar, calor, sonar ativo, etc. mas as principais são a localização acústica e a localização magnética.
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3.1. Localização acústica
Todo submarino produz som, e devido à maior densidade da água, dentro dela o som se propaga em uma velocidade muito maior e a uma distância também maior que no ar, assim todo submarino pode ser localizado pela sua assinatura acústica.
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 Para isso pode são utilizados "escutas" ou "sonares passivos" que selecionam o ruído dos hélices de navios na superfície e de adversários submersos. Essas escutas podem ser montadas em navios, podem ser até rebocadas por esses para evitar a vibração de seus próprios hélices, em submarinos em sondas submergíveis, usadas por helicópteros e sonobóias, lançadas por aviões.
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Acima um sonar rebocável é carregado em um navio da Marinha Russa.
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3.2. Localização magnética
 Acima o Kostroma, um dos submarinos de titânio usados pela Marinha Russa.
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O casco de todos submarinos do mundo, exceto meia dúzia de submarinos de titânio russos, são confeccionados em aço carbono. O aço carbono é altamente emissor de magnetismo, ficando atrás apenas da magnetita, que é o próprio ímã.
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O MAD, do inglês "magnetic anomaly detection", ou detecção de anomalias magnéticas é um termo para designar uma série de sensores montados em algumas aeronaves com a finalidade de detectar um magnetismo diferente na água do mar, mesmo que realizada sobre essa.
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O MAD do P-3 Orion é montado em sua cauda, mantendo-o longe de peças de aço, componentes estruturais inevitáveis em sua fuselagem de alumínio. O MAD é sensível ao magnetismo o suficiente para que uma peça mesmo que submersa possa dar uma resposta, rapidamente identificada como um submarino ou um objeto qualquer com a utilização de um sonar ativo ou uma sonobóia.
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3.3. Sonar ativo

O sonar ativo é usado somente em casos extremos, de combate ou quando uma aeronave lança um emissor dentro dágua. A grande desvantagem do uso do sonar ativo é que o seu adversário também fica sabendo de sua localização, assim você tem que ser mais rápido ou atingir uma distância maior com seu tiro, para só assim tomar vantagem do uso desse tipo de localização.
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Parece ruim em termos a utilização de um sonar ativo, porém sua resposta é bem mais rápida e precisa que as anteriores. Se tiveres em um submarino com uma arma mais rápida, como os Shkval, o sonar ativo torna-se um sistema letal de detecção. 
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4. Rastreamento
 A destruição de um submarino causaria um eventual problema diplomático entre os países envolvidos em questão, assim durante a época da Guerra Fria, foram desenvolvidas possantes máquinas de rastreamento, como os Tupolev Tu-142 utilizados hoje pela Rússia e pela Índia, que podem tranportar cerca de 16 toneladas de sonobóias e voar ininterruptamente por mais de 28 horas se reabastecido em vôo.
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4.1 Sonobóias e redes de escuta submersa
Acima o Ilyushin IL-38 da Marinha Russa lança uma sonobóia.
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A sonobóia é um sonar autônomo lançado por uma aeronave em um local onde se suspeita haver um submarino. A finalidade principal da sonobóia é fornecer a aeronave uma localização exata do submarino.
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 Alguns modelos são mais econômicos, como o sonar de imersão, mas esse não pode ser utilizado por aviões. Acima um Kamov Ka-27 desce um sonar de imersão.
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 Tanto as sonobóias como os microfones submersos, aliados a sistemas eletrônicos, formam uma rede de escuta que monitora a cada momento tanto a localização das escutas como a posição do submarino, facilitando assim seu rastreamento ou destruição.
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 5. Armas
 
Dentre as armas de caça ASW temos hoje os torpedos e as cargas de profundidade, ou "bombas submarinas". Alguns poucos países ainda utilizam-se de minas navais, mais prejudiciais a navios mercantes e civis que a submarinos militares. 
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 Os primordios da guerra anti submarina vem da Primeira Guerra Mundial, se intensificando durante a II Grande Guerra e aperfeiçoando-se durante a Guerra Fria até os dias de hoje.
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 Por exemplo até o início da 2° Guerra Mundial, a mais tradicional arma usada na Guerra ASW era a mina subaquática (acima). Hoje minas modernas e inteligentes podem liberar um mini torpedo automaticamente quando um submarino inimigo passar próximo dela.
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Hoje a mina inteligente lançadora de torpedo CAPTOR (foto acima), usada pelos EUA, pode ser lançada de um Boeing B-52H dentro de águas territoriais russas protegidas. O B-52 Stratofortress pode transportar até 20 toneladas dessas minas e lançá-las a mais de 7 mil kilômetros de sua base.
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5.1 Torpedos
 Tradicionalíssimos na caça de submarinos, hoje são produzidos por vários países, mas dentre eles os mais notáveis são:
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VA-111 Shkval
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Dentre todas armas ASW a mais temida é o VA-111 Shkval, o torpedo supercavitante soviético, que ainda é usado pela Marinha Russa. O Shkval tem um alcance relativamnete curto (15 km) se comparado ao Mark 48 norte americano (50 km), usado pela USN e pelos seus aliados, porém o Shkval pode atingir velocidades de até  370 km/h e o Mark 48 apenas 100 km/h.
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Spearfish torpedo
O torpedo pesado Spearfish de fabricação inglesa é hoje o mais possante dentre todos torpedos convencionais, ele pode atingir em teoria velocidades de até 150 km e atingir alvos a 54 km de distância.
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5.2 Mísseis e foguetes
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Devido ao curto alcance dos torpedo, as grandes potências resolveram dar uma ajua a eles, os carregando até o alvo. Carregar um torpedo ? Sim, em um míssil ou foguete ! Parte do trajeto percorrido pelo lento torpedo dentro dágua é efetuado pelo míssil, em vôo acima do nível do mar.
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O complexo Metel soviético (acima), é um dos mísseis ASW mais comuns. Um míssil cruzador com alcance de até 50 km carrega um torpedo até seu objetivo. O Metel voa a cerca de 15 metros acima do nível do mar a 1.000 km/h, dando assim uma vantagem ao navio sobre o submarino. O problema é que na época em que o Metel foi desenvolvido na URSS, os submarinos americanos ainda não disparavam o Harpoon. Hoje o Metel contra qualquer submarino que possa disparar um Exocet ou um Harpoon é totalmente ineficaz.
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ASROC
Quando em meados dos anos 70 a URSS começou a empregar mísseis antinavio que possuíam a capacidade de lançamento submerso, a USN necessitou de uma arma capaz de transportar as cargas de profundidade além das proximidades do navio. Assim foi criado o ASROC, do inglês: anti submarine rocket, um foguete capaz de ser lançado por navios e carregar uma carga de profundidade até a 19 km do ponto de disparo. Uma versão aperfeiçoada surgiu posteriormente com a capacidade de trasportar internamente um pequeno torpedo, que se utilizado com o Mark 46 norte americano, pode aumentar o alcance do ASROC em 12 km.
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Hoje os lançadores óctuplos do ASROC (acima) não são mais usados pela USN, que utiliza-se de um novo modelo de ASROC com alcance de 22 km e que pode ser disparado pelo sistema VLS padrão norte americano/OTAN. Os outros países que utilizam-se do sistema ainda usam o modelo inicial de 19 km de alcance + o torpedo Mark 46 com 12 km de alcance (31 km no total).
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Até o final dos anos 80, os EUA utilizaram-se de um foguete ASW lançado por submarino (imagem acima), que possuia um alcance de 55 km e podia carregar uma carga de profundidade nuclear. Essa arma foi desativada com o fim da Guerra Fria e por ser suspeita do naufrágio do SSN-593 Thresher, causando a morte de 129 pessoas, porém armas similares são usadas até hoje pela Rússia.
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O Veter, ou Vodopad, acima é hoje a arma ASW de maior alcance dentre todas disponíveis no mundo. O foguete tem condições de voar até cerca de 100 km de distância, e lá o mesmo libera um torpedo ou uma carga de profundidade nuclear.

Essa arma já foi responsável pela morte de 116 submarinistas russos com o fatídico "naufágio do Kursk". Mesmo assim grande parte dos navios de superfície e submarinos russos a utilizam devido a seu longo alcance.
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6. Caçadores
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Essa ilustração de 1943 mostra a tripulação de um destróier americano atacando um submarino alemão.
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Em 70 anos, o alcance dos disparos de um submarino deixou de ser corpo a corpo para ter dimensões globais. Acima é possível visualizar em vermelho o alcance maior dos mísseis russos, se disparados pelos SSBN dentro de suas áreas de segurança, e em ciano, os Ohio da US Navy, com mais mísseis de menor alcance, podem disparar de áreas seguras como o Havaí e o Atlântico Norte, protegido pelas forças da OTAN.
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Esse significativo aumento de distância de tiro e o avanço dos submarinos forçou ao mundo a desenvolver novos caçadores de submarinos.
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6.1 SSNs caçadores
São as "caninanas" do oceano, ou seja, se compados a cobra brasileira caninana que se alimenta de outras serpentes, existem hoje submarinos especializados na caça de outros submarinos.
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Acima o super caçador de submarinos, o SSN Jimmy Carter da USN, o monstro de aço com 138 metros de comprimeto e um deslocamento subaquático de 12.100 toneladas é equipado com 8 tubos de torpedo de 660 mm a meia nau, para dar espaço a um grande sonar passivo no nariz.
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Os SSN da Classe Virgínia (acima), são os mais modernos submarinos de ataque da USN, esses subs possuem capacidade para ataque ao solo com seus mísseis Tomahawk e a de combater outros submarinos com seus torpedos Mark 48. Os Virgínia substituem os Los Angeles que já estáo obsoletos perante as mais novas inovações da Marinha Russa.
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O submarino nuclear de combate Classe Antey (abaixo), é característico somente da Marinha Russa, sendo que seu único propósito é a destruição das forças tarefa da USN. O armamento principal dos Antey são 24 mísseis antinavio Granit, cada um com alcance de cerca de 650 km.
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Além disso os Antey podem se defender dos ataques de outros submarinos utilizando-se de armas com o míssil Veter/Vodopad, os torpedos supercavitantes Shkval além do torpedo padrão russo de 533 mm. O Antey é dotado de 6 tubos de torpedo, sendo que quatro são de 533 mm e dois de 650 mm, ao todo cada Antey pode transportar mais de 100 armas anti-submarino, sendo mísseis, torpedos ou minas.
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 Acima o K-119 Voronezh, da Classe Antey, baseado na Frota Russa do Mar do Norte, durante uma operação de resgate a um barco de pesca naufragando nas águas turbulentas do Mar de Barents.
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Apesar de imensos (23.400 toneladas), os Antey são mais rápidos que os SSN Los Angeles da USN, impossibilitando assim sua perseguição por qualquer um dos 40 Los Angeles atualmente ativos na USN. Assim os EUA também contam com uma frota imensa de helicópteros e aviões para o complemento da missão de busca desses monstros que permanecem por mais de 100 dias submersos.
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Contruídos desde os anos 80, os SSN de titânio são os caçadores mais temidos do planeta, pois não são detectados pelo "MAD". Sua produção vem desde os anos 80, porém se encerrou em 1993 com a crise que se abateu sobre a Rússia após a queda da URSS. Somente quatro foram produzidos e três permanecem em serviço para fazer frente aos três Seawolf da USN.
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Na tabela abaixo os dados de alguns dos submarinos nucleares de ataque:
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6.2 Aviões
 O avião de patrulha oceânica é o melhor caçador de submarinos que existe. Ele pode executar rapidamente missões de busca e rastreamento em uma grande área, devido a sua maior velocidade e alcance que os helicópteros. Além da vantagem de estarem praticamente imunes a um contra ataque.
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Acima o caçador de submarinos da Aviação Naval Russa, o Ilyushin IL-38 e um torpedo de 400 mm, uma de suas armas ASW. O IL-38 é o equivalente do norte americano P-3 Orion.
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 Acima o Lockheed P-3 Orion da FAB. O quadrirreator turbohélice é derivado do saudoso Electra que fazia a nossa ponte aérea Rio-São Paulo nos anos 80. O Orion é o avião ASW mais numeroso em serviço no mundo hoje. Cerca de 300 estão em serviço em 20 nações, sendo que seus principais usuários são os EUA (154 unidades) e o Japão (101) unidades.
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Os Boeing P-8 Poseidon é a atual mais avançada plataforma aérea de ASW existente, ele é um avião de patrulha oceânica completo, capaz de localizar navios e submarinos, e destruí-los caso seja necessário. No último dia 04/01/2014 o 13° P-8 foi entregue a USN de uma encomenda de 122 unidades a substituir os P-3 Orion.
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O mais capaz dentre todos caçadores aéreos é o Tupolev Tu-142MZ da AVMF, sua capacidade de carga de armas é de cerca de 15 toneladas, ele pode voar até 12 mil km sem reabastecimento em vôo ou pode permanecer em patrulha por 28 horas se reabastecido em vôo. A partir de bases no Extremo Oriente Russo esses aviões podem monitorar os SSBN da Classe Ohio se próximos ao Havaí, assim como os baseados na Região de Arkhangelsk podem monitorar as operações submarinas da OTAN no Atlântico Norte.
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6.3 Helicópteros
Pequenos, de fácil operacionalidade e baratos, os mais numerosos caçadores de subamrinos hoje são os helicópteros. O helicóptero em si tem características diferentes do avião, pois apesar de transportar menos armas, de seu alcance mais curto e velocidade menor, o helicóptero pode ser embarcado em praticamente qualquer embarcação grande.
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O Sikorsky MH-60 Seahawk (acima) de fabricação americana e o Lynx de fabricação inglesa (abaixo) são dois modelos tradicionais de ASW e ambos são utilizados pela Marinha do Brasil.
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Para a caça dos pequenos mini submarinos Doghae norte coreanos, a Coréia do sul utiliza-se de aviões P-3 Orion e dos helícopteros Westland Lynx (acima). Ao todo, a frota de submarinos norte coreana é de 72-73 unidades, contando com os diesel elétricos de fabricação chinesa e soviética, a Coréia do Sul se defende com 23 Lynx e 16 Orion.
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Do lado oriental e russo, o modelo padrão é o Kamov Ka-27/28 (acima). Com hélices contra rotativas coaxiais, o esquisito helicóptero aproveita 100% de sua potência para içar pesadas cargas, assim ele é dentre todos caçadores um dos mais capazes, além de possuir um tamanho compacto que cabe no hangar de quase qualquer navio de guerra, por menor que seja.
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7. Dificultando a caçada
Com tantos caçadores, armas e tecnologias ASW, novos métodos de defesa também foram empregados nos novos modelos de submarinos.
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Os grandes SSBNs da Guerra Fria, como os Ohio norte americanos e os Delfin russos, lentos e indefesos não são fabricados a mais de 18 anos, no lugar deles um outro tipo de SSBN está aparecendo:
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7.1 Multifuncionalidade
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Até o fim da Guerra Fria os submarinos possuíam funções específicas, sendo que os SSN menores escoltavam os grandes SSBNs em suas missões. Hoje um SSBN como o francês Le Triomphant acima pode executar ambas missões, tanto que o mesmo Le Triomphant colidiu-se com o SSBN inglês Vanguard quando o perseguia em missão secreta no Atlântico norte em fevereiro de 2009. Esse tipo de SSBN rápido, silencioso, bem armado e manobrável provavelmente será a nova tendência dentre as potências nucleares, pois além dos franceses, os russos também utilizam-se do conceito em sua nova classe Borei.
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O Borei, possui 16 tubos de míssil balístico contra 24 do Ohio norte americano, porém um Borei é mais rápido e mais capaz em uma caçada que um SSN Los Angeles. Hoje três Borei estão em serviço na VMF, dos 10 encomendados.
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7.2 Silêncio
Sem a cara opção de voltar a produzir submarinos grandes com casco de titânio, a Rússia tenta novos sistemas de propulsão, como no Alrosa (abaixo).
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Os propulsores mais silenciosos já estão sendo testados e usados por vários países fabricantes, incluindo os novos motores a reação AIP, que não necessitam de ar para a queima de combustível fóssil, como os diesel elétricos, assim o submarino convencional passa mais tempo submerso.
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7.3 Combinação de fatores
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Hoje a tendência na construção de novos SSNs está em desigualdade entre as nações que os produzem. Os EUA, apostam nos Virgínia, sucessores dos obsoletos Los Angeles, ou seja, submarinos medianos, capazes de efetuar missões de ataque ao solo e caça a outros submarinos. A Rússia por sua vez aposta na Classe Yasen, superior em desempenho e armas aos Seawolf norte americanos.
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O SSN K-560 Severodvinsk da Classe Yasen (acima) sem dúvidas é muito mais capaz que quaquer SSN norte americano, mas a Rússia prevê 12 desses modernos SSGNs enquanto os EUA pretendem ter 30 dos Virgínia. Hoje a USN conta com 11 Virgínia e a VMF com apenas um Yasen.
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8. Brasil
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Se comparada as outras marinhas de todo mundo, a Marinha Brasileira é relativamente fraca em relação ao tamanho da área defendida e ao potencial econômico do país, somos realmente deficientes em todos setores, exceto no que se refere a sistemas ASW, que temos a mesma aparelhagem que a OTAN e países aliados aos EUA possuem.
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Usamos na Marinha Brasileira o torpedo padrão norte americano Mark 48 de 533 mm (acima) que é o mesmo usado pelos SSNs Virgínia e pelos outros países da OTAN. O Mark 48 é usado nos cinco submarinos Tipo 209, que podem transportar até 14 torpedos cada.
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Os caçadores embarcados são os helicópteros Westland Lynx e o Sikorsky MH-60 Seahawk, já que o Grumman S-2 Tracker acima, será provavelmente convertido em AEW. Nosso porta aviões São Paulo tem a capacidade de transportar até 17 desses helicópteros, caso seja necessário em uma missão ASW.
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Os helicópteros Lynx e Seahawk da Marinha do Brasil utilizam-se dos torpedos Mark 46, de 324 mm. Temos um total de 14 navios de superfície, sem contar o NAe São Paulo que podem transportar esses helicópteros. 
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Dentre esses 14 navios temos três grandes fragatas britânicas Tipo 22, como a Rademaker acima. Cada fragata Tipo 22 pode transportar dois helicópteros Lynx.
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As fragatas Niterói acima e as corvetas das classes Inhaúma e Barroso transportam um helicóptero.
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O vídeo acima mostra o lançamento de um ASROC em 2008 por um navio da Marinha do Brasil.
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 Já recebemos 9 dos 12 patrulheiros P-3 Orion, que estão sendo reformados na Espanha.
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 Futuramente ainda teremos os submarinos diesel elétricos Scorpène de fabricação francesa, que assim como os Tipo 209, podem fazer frente aos outros diesel elétricos usados pelas marinhas do Cone Sul.
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9. Links

Um comentário:

  1. no video que se refere a marinha do Brasil, pude notar a presença de aviões, vc sabe quais são?

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