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sábado, 18 de outubro de 2014

Caças a jato de 3° geração

A 3° geração de aviões de combate é marcada pelo desempenho, ou seja, na 3° geração foram-se criadas as mais fantásticas máquinas de combate aéreo de toda a História da Aviação. Protótipos como o Lockheed YF-12 (acima) podiam atingir velocidades de 3330 km/h.
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No auge da Guerra Fria, entre os anos de 1960 e 1970, as duas grandes potências militares EUA e URSS se superavam a cada nova peça no tabuleiro do combate aéreo:
 A-4 Skyhawk da marinha do Brasil.
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A utilização de uma grande frota de super porta aviões fez com que a US NAVY utilizasse de uma varieadde distinta de aviões, sendo alguns pequenos, baratos, robustos e eficazes como o A-4 Skyhawk (acima), outros grandes e complexos, como os bombardeiros nucleares supersônicos embarcados A-5:
 Ao todo forma produzidos 2960 A-4 Skyhawk e 156 A-5 Vigilante (acima).
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Na Europa os modelos de 3° geração embarcados vieram com o Sea Harrier, usado pela Royal Navy na Guerra das Malvinas em 1982. Esses aviões ainda estão em serviço na Marinha Indiana (foto acima).
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O bombardeiro naval Super Etendard francês (acima) também foi um avião usado no conflito Falklands/Malvinas de 1982, porém pelo lado argentino.
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A Força Aérea francesa também inovou entrando na 3° geração com o Mirage F1 (foto abaixo):
O F1 difere-se de todos outros Mirages por não possuir asa em formato 'delta', característica dos modelos Mirage.
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A sueca Saab e seu design diferente, com o 37 Viggen (foto acima). O Saab 37 Viggen foi o primeiro caça a jato operacional a utilizar-se de canards.
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O bombardeiro Mitsubishi F-1 acima, também é um caça de 3° geração.
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Ainda usado pelo Equador, pela Colômbia e pelo Sri Lanka, o caça israelense Kfir (acima) é um modelo de 3° geração baseado no Mirage III de segunda geração.
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O sul africano Atlas Cheetah (acima) também é um caça de 3° geração baseado no Mirage III. O avião já foi utilizado pela África do Sul e pelo Chile e hoje ainda é empregado pela Força Aérea Equatoriana.
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 A cópia chinesa do Mig-21 soviético, o Shenyang F-7 (J-7) da foto acima, mostra a variedade de armas que os aviões de terceira geração podem transportar. Essa característica tornou-se comum na terceira geração devido ao desenvolvimento de armas específicas como bombas guiadas, mísseis ar-terra guiados, mísseis infra-vermelho, mísseis ar-ar semi ativos, etc.
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Com o sucesso do Mig-21 devido a sua simplicidade, baixo custo e facilidade de produção, os EUA necessitavam também de um caça a ser produzido em massa para exportação. Um caça para suprir além dos países da OTAN, outros mundo afora, possíveis clientes dos Mig-21 soviéticos e Mirage franceses. Esse caça é o Northrop F-5 Tiger (foto acima), que é utilizado ainda hoje pelo Brasil.
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Asas de Geometria Variável
O conceito de asa com geometria variável foi introduzido em 1967 pelos EUA no bombardeiro F-111 (foto acima), que podia atingir mach 2,5 (2.655 km/h). O F-111 serviu os EUA até 1998 e a Austrália até 2010 quando foram definitivamente aposentados.
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 A URSS apresentou três anos mais tarde duas aeronaves distintas, porém ambas com asas de geometria variável: o caça médio Mig-23 de mach 2.32 (acima) e o bombardeiro Sukhoi Su-17 de mach 2.0 (abaixo):
 Apesar dos caças soviéticos não possuirem o mesmo desempenho do americano F-111, tanto o Su-17 como o Mig-23 tiveram boa aceitação pelo mundo, e hoje, 44 anos após seu lançamento, mais de 200 aviões desses permanecem em serviço ativo, servindo a forças aéreas de mais de 15 nações ao redor do planeta.
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Interceptadores:

 A URSS também utilizou-se dos interceptadores de asa fixa Sukhoi Su-15 (foto acima), que podiam atingir velocidades de até mach 2.5 (2.655 km/h).
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O Su-15 foi posteriormente copiado pela China em seu Shenyang J-8 (acima), que ainda é produzido !
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Entre 1964 e 1970 a URSS produziu 198 Tupolev Tu-128 (foto acima). Esses foram os maiores interceptadores utilizados em serviço na História da Aviação. Com 30 metros de comprimento, o caça de 43 toneladas podia atingir mach 1.9 limpo, ou seja, pouco mais que hoje atingem o Rafale e o F/A-18 Hornet (mach 1.8 cada), mas podia voar a distâncias de mais de 6.000 km sem ser reabastecido. Como sua função era extremamente específica (interceptação de bombardeiros e aviões estratégicos de reconhecimento), o Tu-128 teve pouco uso, apenas abatendo balões espiões estratosféricos da OTAN, assim em 1990, com o fim da URSS, o Tu-128 foi definitivamente aposentado.
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Atualizações da geração anterior
O Mig-21Bis de 3° geração, como o utilizado hoje pela Bulgária (acima), mesmo sendo derivado dos primitivos Migs 21 da geração anterior, já possuiam a capacidade de transportar quatro mísseis infra-vermelho R-60.
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Fim da 3° geração
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Após uma série variada de caças, a URSS e os EUA chegaram a uma decisão diferente quanto a seu avião de superioridade aérea de terceira geração.
Os EUA apostaram em um avião nem muito rápido, nem com mísseis gigantescos, nem com alcance estratégico, mas apostaram em um caça grande, forte, pesado, robusto que pudesse transportar uma grande variedade de armas ou oito mísseis ar-ar... esse avião foi o Mcdonell Douglas F-4 Phantom (acima), de mach 2.23. O Phantom ainda é usado por 12 nações e detém o título de maior produção dentre todos caças ocidentais, atingindo a marca de 5.195 unidades.
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 Na Rússia o conceito ideal de caça seria um super interceptador. O tal avião deveria ser capaz de abater não só bombardeiros e aviões de reconhecimento, mas deveria ter a capacidade de abater também outros caças antes que os mesmos pudessem se defender. Para isso, o avião deveria ter uma manobrabilidade razoável, aliado a uma alta velocidade, grande aceleração, um bom teto operacional, poderosos mísseis e um possante radar... e isso tudo só foi possível com a introdução em serviço do Mig-25 (foto acima).
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Entretando em 1976, após a deserção do Ten. Viktor Belenko em 1976, um Mig-25, que atingia mach 3.2 (3.400 km/h) caiu na mão dos EUA, colocando assim um fim na terceira geração de caças de combate.
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Um comentário:

  1. Quando a URSS colocou as mãos nos F-5 viram o quanto estavam atrasados com o MIG-21 , em combates 1x1 o F-5 ganhou todas , mesmo trocando os pilotos.

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