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sábado, 18 de outubro de 2014

Caças a jato de 2° geração

O início da 2° geração de caças dá-se com a introdução da velocidade supersônica em aviões de combate. Salto dado pela USAF com seu North American F-100 Super Sabre (foto acima), que atingia a marca de 1390 km/h (mach 1,3) em março de 1953, porém em setembro do mesmo ano voava o Mig-19 soviético (abaixo), que podia atingir cerca de mach 1,45, além de ser munido de radar e mísseis:
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Com a produção em massa do Mig-19 (acima), a URSS provocou uma reação no mundo que gerou o desenvolvimento de uma série prolífica de aviões de combate de 2° geração:
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EUA vs URSS

Em 1954 os EUA apresentam dois aviões de combate com formato diferente dos 'cilíndricos' F-100 e Mig-19, por exemplo o F-101 Voodoo (acima). Esse caça era um interceptador que podia atingir mach 1,75 e transportar até misseis ar-ar com ogiva nuclear !
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 O F-104 Starfighter (acima) foi o primeiro avião de combate a ultrapassar mach 2, logo superando o anterior F-102 Delta Dagger que desenvolvia uma velocidade máxima de mach 1,35. O F-104 foi também o primeiro avião de combate a ser munido de um canhão rotativo, com canos múltiplos, que possibilita uma cadência de tiro muito maior que os canhões simples utilizados anteriormente.
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Dois anos após os americanos ultrapassarem mach 2, a URSS também apresentam seus modelos: o interceptador Sukhoi Su-9 (foto acima) e o caça leve Mig-21 (abaixo):
O Mig-21 assim como o Harrier inglês foram os aviões de 2° geração de maior sucesso, pois ambos receberam modernizações com o passar dos anos, tendo versões atualizadas para a 3° e até a 4° geração de aviões de combate, estando ativos em serviço até hoje.
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O mais veloz jato dentre todos de 2° geração foi o Convair F-106 Delta Dart, o último da série de interceptadores norte americanos de segunda geração. O Delta Dart atingia mach 2.3 (2.455 km/h) em 1956.
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Mesmo batalhando por novos projetos, a URSS não conseguia obter desempenho satisfatório com caças de formato não "tubular", como o Su-9 e o Mig-21, sendo que seu limite na segunda geração foi o Sukhoi Su-11 (mach 2.2), que concorria em peso, armamento, tamanho e desempenho com o americano F-106.
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O enorme monomotor F-105 Thunderchief (abaixo) utilizado pela USAF também é um dos ícones da 2° geração por ser uma máquina notável até para os dias de hoje.
 O Thunderchief foi largamente empregado em missões no Vietnam devido a seu desempenho fenomenal de mach 2.08, capacidade de carga para até 6400 kg de armas e um alcance máximo de 3.550 km. Hoje tais números não são de longe nem ameaçados pelo F-35 de 5° geração !
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 A US NAVY também não poderia ficar fora dos novos caças de 2° geração, então em 1957 foi adotado o Vought F-8 Crusader (acima) como caça naval embarcado. O Crusader não tinha o mesmo desempenho dos Tops soviéticos e da USAF da época, mas seus mach 1.83 eram superiores à qualquer outro avião embarcado de mesmo período.
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Lançado em mesma época que o F-106 e que o Sukhoi Su-11, a URSS utilizou-se também do interceptador Yakovlev Yak-28P, de mach 1,8. O avião que foi desenvolvido a partir de um bombardeiro possuía um padrão unusual com dois motores nas asas. Seu principal objetivo era a capacidade de transportar um enorme radar e grandes mísseis para ideais para missões noturnas e em mal tempo. Assim o Yak-28P serviu junto ao Sukhoi-11 na PVO (Defesa Aérea Soviética) na época da URSS.
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Outros países
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Os caças supersônicos de 2° geração se popularizaram mundo afora com uma variedade de designs totalmente diferentes um do outro:
Saab 35 Draken, Suécia, mach 2.2
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Hindustan Aeronautics HF-24 Marut, Índia, mach 1
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 Mirage III, França, mach 2. O Mirage III foi durante 35 anos o avião de combate mais rápido da FAB. Os aviões encomendados em 1970 foram aposentados em 2005 com a chegada do Mirage 2000 de 4° geração.
English Electric Lightning, Inglaterra, mach 2
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Decolagem vertical:
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Foi na 2° geração de aviões de combate que surgiu a proposta de um caça a jato que pudesse decolar e pousar na vertical. Os EUA por incrível que pareça nunca dominaram essa tecnologia, tendo seus protótipos Ryan XV-5 Vertifan e Lockheed XV-4 Hummingbird cancelados em favor do uso do inglês Hawker Siddeley Harrier (abaixo).
O Harrier apesar de ser um avião difícil de se pilotar, ocupou um nicho de tamanha importância na OTAN que teve versões atualizadas para a 3° e 4° geração de caças de combate.
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A resposta soviética ao Harrier não tardou a aparecer com a introdução do Yakovlev Yak-38 (abaixo) em serviço na Marinha Soviética:
A imagem acima mostra um Yakovlev Yak-398 durante um pouso vertical em um porta aviões da Classe Kiev, utilizado pela Marinha Soviética e retirados em 1990.
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 O Yak-38 que também era subsônico, como o Harrier, foi utilizado em missões de bombardeiro durante a Guerra URSS/Afeganistão além de servir a Marinha Soviética no período de 1971 a 1990.
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2° Geração de Caças a Jato
A segunda geração de caças a jato é caracterizada pelo desenvolvimento de aviões de combate com funções específicas, como interceptadores, caças de superioridade aérea, aviões de ataque, caças de decolagem vertical, etc. Também é característico da segunda geração a utilização de mísseis e radares para combate aéreo, além claro do advento velocidade, ou seja, quanto mais rápido melhor, pois chega-se ao alvo em um tempo menor e em caso de fuga, num combate entre caças, o mais rápido pode levar vantagem..
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Continua em caças a jato de 3° geração

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