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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Tupolev Tu-142 2014

O Tupolev Tu-142 é um avião de patrulha oceânica utilizado pela Aviação Naval Russa e Indiana. Seu desenvolvimento vem desde a segunda metade dos anos 60, quando os EUA começaram a produzir submarinos nucleares de longo alcance.
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Para acompanhar as missões de longo alcance dos SSBN da US Navy, o avião necessitava de uma grande fuselagem, assim foi escolhido o modelo básico do bombardeiro estratégico Tu-95, e de 1971 a 1994 cerca de 100 aviões Tu-142 foram produzidos na URSS e na Rússia.
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Nos EUA, a grande frota naval baseada em seus super porta aviões, supre a necessidade de um patrulheiro ocânico estratégico, assim a mesma função do Tu-142 é executada pelos Lochkheed P-3 Orion, que na foto acima de 1986, acompanha um Tupolev Tu-142. Hoje os EUA possuem 154 aviões P-3 contra apenas 15 Tu-142 na Rússia.
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Entretanto nem todos Tu-142 são aviões de patrulha, o Tu-142MR é uma plataforma de comunicações utilizada para controlar os SSBN da VMF, assim como faz o Boeing E-6 Mercury na US Navy.
Não se sabe ao certo quantos Tu-142MR (foto acima) estão em serviço na Aviação Naval Russa (AVMF), mas certamente não são muitos.
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Sua última versão, construída já na Rússia, do iníco dos anos 90 a 1994, foi o Tu-142MZ abaixo:
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Com o tempo de uso e falta de manutenção, em novembro de 2009 um Tu-142 caiu no extremo oriente russo matando seus 11 tripulantes. Investigações sobre o caso apontam uma falha nos motores, assim desde então todos os Tu-142, mesmo que não atualizados tecnologicamente estão sendo reformados e mantidos em perfeitas condições de vôo para evitar acidentes similares.
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Apesar de ser um turbohélice, o Tu-142 é mais rápido que o novo Boeing P-8 Poseidon a jato, que gradativamente substitui o P-3 na US Navy. O Tu-142 é hoje o turbohélice mais rápido do mundo, pois consegue atingir 925 km/h, ou seja mais rápido que muitos aviões a jato.
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Hoje é necessária uma atualização nos Tu-142 assim como vem sendo feita no Il-38, outro avião de patrulha russo de mesmo tamanho e categoria do Orion norte americano. Os Tu-142 são capazes de rastrear, monitorar e destruir, se necessário, os SSBN da US Navy em águas distantes da costa russa, utilizando se de torpedos e cargas de profundidade.
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 Com a verba limitada, a AVMF ainda não tem um programa de modernização do Tu-142 assim como também não possui uma data prevista para sua aposentadoria ou sucessor, mas considerando que esses aviões a hélice duram mais que os jatos, por sofrerem menos esforço de fuselagem, é sabido que com 20/25 anos de uso, o Tu-142 está na metade de sua vida útil.
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links:


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Caças a jato de 4° geração

A quarta geração de aviões de combate caracteriza-se pela eficiência/eficácia em favor do desempenho. Tendo um Mig-25 em mãos, o Top da 3° geração, os EUA mais uma vez inovam entrando na 4° geração com o interceptador naval Grumman F-14 Tomcat (foto abaixo):
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Grumman F-14 Tomcat
Apesar do F-14 não ter o mesmo desempenho de um Mig-25, ele podia ser transportado a longas distâncias pelos super porta aviões nucleares da US NAVY, além de seu poderoso armamento principal, os misseis Phoenix, o Tomcat era ainda armado com quatro mísseis infra vermelho Sidewinder e um canhão rotativo com 6 canos de 20 mm. Hoje o Tomcat está aposentado nos EUA, mas ainda permanece em serviço no Irã.
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Mcdonnell Douglas F-15 Eagle

Mesmo não tendo o desempenho de um Mig-25, o F-15 Eagle, de 4° geração, combina um misto de Phantom & Mig-25, pois é um avião multifuncional de alto desempenho. Atingindo uma velocidade máxima de mach 2,5 (2.655 km/h) limpo, ou seja, sem armamento, o F-15 Eagle é o mais próximo dentre todos caças ocidentais do soviético Mig-25.
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Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon
Vindo de duras lições aprendidas durante a Guerra do Vietnam, onde os possantes Phantom eram dominados no combate corpo a corpo pelos baratos, pequenos e ágeis Mig-21, a USAF necessitou de um pequeno, eficaz e barato caça, dessa proposta surgiu o F-16 Fighting Falcon (acima), o ícone da 4° geração. O sucesso do F-16 foi tamanho que hoje ele é líder de produção com mais de 4500 unidades e junto ao russo Mig-29, são os aviões de combate mais usados no mundo.
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Mikoyan Mig-29
A resposta soviética aos três super eficazes caças norte americanos foram três super caças: o primeiro deles foi o Mig-29 (acima). Um avião que combina a simplicidade soviética, facilidade de manutenção, baixo custo, alto desempenho, tamanho compacto e capacidade de manobra superior. Assim como seu similar ocidental, o F-16, o Mig-29 é largamente empregado por forças aéreas em todo mundo, sendo o avião de combate mais popular do planeta.
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Mikoyan Mig-31
Um avião para ser popular não pode possuir um desempenho fenomenal, assim um pequeno Mig-29 jamais terá o mesmo desempenho que um F-15 em combate. Sabendo disso a URSS projetou o Mig-31 (acima), o último dos interceptadores, o último dos aviões de combate que visavam desempenho, tecnologia de armas e de equipamentos eletrônicos. O Mig-31 foi o primeiro avião de combate a portar um radar de varredura eletrônica, que possibilita a detecção com maior rapidez e o monitoramento de uma quantidade maior de alvos.
Acima o cockpit do Mig-31BM
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Hoje em sua última atualização, os Mig-31BM receberam um novo radar com alcance de 320 km e capacidade de monitoramento de 24 alvos aéreos, assim o mesmo também teve sua aparelhagem eletrônica subastituída por um sistema que permite a transferência desses dados coletados a outros caças, assim com fazem as plataformas AEW. Com a marca de mach 2,83 (3.000 km/h) o Mig-31 é o avião de combate mais rápido da 4° geração.
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Sukhoi Su-27
Não é possível ainda a construção de um avião manobrável de alto desempenho, assim a URSS também necessitava de um caça de superioridade aérea, superior ao Mig-29 e ao F-15 em manobras de combate. Da necessidade surge a solução, o Sukhoi Su-27 (acima), um avião de combate com 10 mísseis e extrema manobrabilidade.
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Sukhoi Su-33
A mesma fuselagem do Su-27 foi empregada no interceptador naval Sukhoi Su-33 que é utilizado pela VMF (Marinha Russa) a bordo do porta aviões Almirante Kuznetsov.
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Panavia Tornado ADV
O Panavia Tornado ADV foi o interceptador de 4° geração criado por um consórcio europeu que envolvia três nações, a Inglaterra, a Alemanha e a Itália. Apesar de eficiente e com excelente desempenho, o Tornado ADV mostrou-se de pouca utilidade, assim hoje só está em serviço na Arábia Saudita, sendo que na Europa, foi sucedido pelo caça multifncional Eurofighter Typhoon de 4,5° geração.
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Caças Multifuncionais
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Todos caças de 4° geração até então eram exclusivamente caças ou interceptadores, isto é, poderiam abater apenas alvos aéreos. Muitos aviões, como o F-15 e o F-16, podem transportar bombas e mísseis guiados assim como seus sensores de detecção, rastreamento e iluminação, em seus cabides de armas. Porém mesmo assim seu radar principal é de busca e rastreamento exclusivamente aéreo.
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A US Navy em conjunto com a Mcdonell Douglas desenvolveram o projeto recusado pela USAF na concorrência com o F-16, o YF-17 Cobra, e com base nesse criaram o F/A-18 Hornet, um avião capaz de efetuar missões de caça e de bombardeiro, com um radar multi missão, que localiza alvos aéreos, em solo ou na superfície da água.
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Mcdonnell Douglas F/A-18 Hornet
O Mcdonell Douglas F/A-18 Hornet (acima) é um caça médio, embarcado mas que também pode ser operado de solo, com um desempenho modesto mas com grande capacidade de carga. O avião não é largamente utilizado como o Mig-29 devido à restrições quanto à exportação, impostas pelo governo dos EUA.
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Mcdonnell Douglas AV-8B Harrier II

Os radares multi missão fizeram sucesso no F/A-18, tanto sucesso que radares similares foram empregados nos Mcdonell Douglas AV-8B dos US Marine Corps, colocando assim o Harrier também dentre os caças de 4° geração.
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Boeing F/A-18E/F Super Hornet
A última atualização do F/A-18 é seu modelo E/F Super Hornet (acima). O Super Hornet é um F/A-18 melhorado, pouco maior, com entradas de ar tipo 'cunha', motores mais possantes e uma capacidade de carga de 8.050 kg. O Super Hornet não é nenhum velocista com seus mach 1,8 (1.915 km/h), mas quando entrou em serviço em 1999, veio para substituir o F-14 Tomcat, que teve sua aposentadoria em 2006. Hoje o F/A-18E/F é o Top Gun da Marinha Norte Americana.
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Mitsubishi F-2
O Japão desenvolveu seu próprio caça multifuncional à partir do F-16. O Mitsubishi F-2 é um F-16 melhorado, que foi projetado e planetjado para substituir os F-4 Phantom de 3° geração, mas devido aos altos custos sua produção foi encerrada em 2011 e o Phantom ainda permanece em serviço.
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Chengdu J-10
O J-10 é o F-16 chinês, ou seja, é um avião de combate monomotor de categoria média. O avião foi introduzido na PLAAF em 2005 e hoje conta com 270 unidades ativas. É provável que dentro de um futuro próximo, o J-10 venha a substituir o J-7, caça leve monomotor de 3° geração baseado no Mig-21 soviético.
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AIDC F-CK-1 Ching-kuo
Devido a problemas diplomáticos entre a China e os EUA no fim dos anos 80, a venda de caças a Taiwan foi cancelada. Assim o país teve que desenvolver sua própria aeronave de 4° geração, o AIDC F-CK-1 Ching-kuo (acima). O caça leve bimotor que se enquadra na categoria de peso de um Mirage 2000 possui um radar de fabricação local baseado no norte americano AN/APG-67 desenvolvido para o F-20 Tigershark de 1982. Hoje a Força Aérea de Taiwan utiliza se de 130 aviões F-CK-1 em sua linha de frente junto aos F-16 recebidos posteriormente e a alguns Mirage 2000.
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KAI FA-50 Golden Eagle
 O caça leve sul coreano KAI FA-50 também é um avião de 4° geração. Seu radar é o AN/APG-67 e o avião que concorre na mesma categoria de peso dos nossos F-5EM pode tranportar mísseis AIM-120. O FA-50 irá preencher a lacuna aberta com a aposentadoria dos atuais 170 caças F-5E/F e KF-5 utilizados pela Força Aérea sul Coreana.
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Saab JAS 39 Gripen
O caça leve sueco de 4° geração Saab JAS 39 Gripen é outro exemplo de caça multifuncional leve de 4° geração. O Gripen é o caça europeu de maior aceitação, sendo adquirido pela África do Sul, Brasil e Taiwan, além de estarem alugados para República Checa e para a Hungria.
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Boeing F-15E Strike Eagle
A USAF também utiliza o Strike Eagle, que é o F-15C/D com radar multi função e com tanques de combustível conformais para aumentar sua autonomia de vôo. A vantagem do F-15E em relação ao F/A-18 é sua capacidade de transportar armas de grande porte, como a bomba perfuradora de concreto GBU-28 (acima) de 2.268 kg.
O F-15E ainda não tem previsão de ser retirado do serviço ativo, assim modificações como a adoção de um radar AESA (imagem acima), o tornarão eficaz no céu de batalha até 2025~2030
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Sukhoi Su-30
O caça russo multifuncional Su-30 é um modelo baseado no Su-27 que fez seu primeiro vôo em 1989. Com a queda da URSS em 1991, o programa Su-30 necessitava de um subsídio externo para não ser cancelado como muitos outros programas de aeronaves soviéticas da época. A jogada da Sukhoi em adotar uma parceria com a Índia foi muito boa, pois devido a essa ajuda financeira externa, hoje o Su-30 é mais cotado que o F-15E, pois é mais barato, tem menos burocracia na compra, além de oferecer as mesmas vantagens de um caça grande multifunção. Assim sua produção agora em 2014 já atingiu 509 unidades tendo 10 países usuários, contra 420 unidades do F-15E que é usado apenas por cinco nações.
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O diferencial do tal "caça grande" que muitos se negam a ver é sua capacidade do transporte de grandes armas, na foto acima, um Su-30MKI da Índia porta um mockup do míssil Brahmos de 2.500 kg.
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Mirage 2000
 O caça francês Mirage 2000 (acima) é o último da confiável família de aviões delta produzidos pela Dassault desde os anos 50. Esse avião foi utilizado pela FAB e desativado em 2013, porém ainda está em serviço em vários outros países. O Mirage 2000 não é um caça multi função como os anteriores, mas assim como o Tornado europeu, o Mirage 2000 possui também uma variante de ataque biplace conhecida como Mirage 2000D e até uma variante de ataque nuclear (2000N) que é utilizada somente pela França.
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Caças atualizados
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Para alguns países a modernização dos caças de 3° geração tornou-se viável por uma série de fatores, dentre eles podemos citar a confiabilidade no avião e a economia.
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Mig-21
O Mig-21Bis de 3° geração pode ser atualizado com radar e mísseis de 4° geração, assim como o Lancer C romeno acima, atualizado em Israel. Ao todo três versões atualizadas de Mig-21 de 4° geração estão em serviço atualmente, o Lancer, citado acima, o Mig-21-93 atualizado na Rússia e o Bison, fabricado e atualizado na Índia. A atualização dos Mig-21 para a 4° geração é uma opção econômica para a força aérea de um país que necessita entrar em contato com o equipamento dessa geração, mas não pode adquirir uma aeronave para tal.
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Mig-23
Assim como o Mig-21, a Rússia ofereceu durante algum tempo a atualização para o Mig-23 (acima). O modelo designado de Mig-23-98 está em serviço em Angola e na Síria. Hoje, mesmo sendo um caça de 3° geração, dos 5047 construídos na época da URSS, cerca de 230~232 ainda servem a 15 nações. Recentemente esses aviões foram filmados em ação real de combate na Guerra Civil Síria:
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Acima um Mig-23 da Força Aérea Síria ataca posições da FSA em um centro urbano.
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Assim como os caças soviéticos de 3° geração, os norte americanos também podem ser atualizados, como feito em nosso antigo F-5BR para o novo F-5EM, atualizado em Israel com equipamento misto, utilizado pelas forças aéreas ocidentais atuais.
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F-5EM
O F-5EM conta com o radar italiano FIAR Grifo F e mísseis israelenses Derby (foto acima).
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Alguns usuários do F-4 Phantom também atualizaram seus aviões:
O Japão após o encerramento da produção do F-2 antes do previsto devido a custos, atualizou sua frota de F-4EJ (acima) ao mesmo padrão de suas outras aeronaves de 4° geração.
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A última proposta prevista para a atualização dos caças de 3° para a 4° geração é do nosso AF-1 ou mais conhecido como Mcdonnell Douglas A-4 Skyhawk (foto abaixo).
O modernizado AF-1M (abaixo) conta com tecnologia de ponta israelense de radares e mísseis, além de poder futuramente ser compatibilizado com tecnologia nacional.
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 Abaixo o cockpit totalmente remodelado para acondicionar dois modernos MFDs (displays multifuncionais):
O radar israelense multi modo IAI Elta ELM-2032 (acima) foi escolhido para o conjunto AF-1M. Esse radar possui um alcance de cerca de 120~160 kilômetros e a capacidade de fornecer dados a futúras armas que estão sendo desenvolvidas no Brasil, como o míssil anti navio nacional MAN-1 (abaixo):
 O MAN-1 será um míssil de porte similar a um Harpoon, que como na foto acima, pode ser montado na linha central de um AF-1M.
Com tais modernizações o nosso querido Skyhawk passa tranquilamente a ser considerado um avião de 4° geração.
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Continua em caças de 4,5° geração


Fragata Admiral Gorshkov

 A nova fragata furtiva russa Admiral Gorshkov, deixa o atracadouro do estaleiro Severnaya Verf para o início dos testes. A costrução do navio que levou 8 anos, ultrapassou um ano no período previsto, mostrando que o potencial de construção naval russo hoje é significativamente menor que nas eras soviéticas.
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 A fragata Gorshkov é o primeiro navio de guerra projetado e construído na Rússia nova, seu projeto é totalmente diferente dos modelos de navios usados hoje pela Marinha Russa. Os antes gigantes de função específica, como os Fregat-M e os Sarych, focados em caça submarinos e combate de superfície, serão substituídos por uma classe de navios menores, porém mais avançados tecnologicamente e com um sistema de armas multi função, como usado da US NAVY.
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 Outra grande conquista da Rússia é a implantação desse sistema de lançador vertical em um navio oceânico, presente hoje só em navios ocidentais que apoiam os EUA com sistemas anti míssil. Assim como o sistema AEGIS é utilizado para o lançamento de mísseis anti balísticos como o RIM-161 Standard, a Gorshkov é equipada com um sistema capaz de disparar o S-300FM, inferior em desempenho ao Standard americano, mas superior a qualquer outro míssil russo embarcado.
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 Ao todo são esperadas de 15 a 20 fragatas dessa classe, com o intuito de substituir os 16 destróieres de projeto soviético em serviço na VMF atualmente. A quantidade é pouca se comparada a US NAVY que utiliza-se atualmente de 62 destróieres, mas é a realidade que hoje a Rússia pode custear.
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Mais três navios dessa classe se encontram em contrução, previsto para ser lançado esse ano, abaixo vê-se o navio Admiral Kasatonov dentro do estaleiro Severnaya Verf, em São Petersburgo.
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Links:

sábado, 18 de outubro de 2014

Caças a jato de 3° geração

A 3° geração de aviões de combate é marcada pelo desempenho, ou seja, na 3° geração foram-se criadas as mais fantásticas máquinas de combate aéreo de toda a História da Aviação. Protótipos como o Lockheed YF-12 (acima) podiam atingir velocidades de 3330 km/h.
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No auge da Guerra Fria, entre os anos de 1960 e 1970, as duas grandes potências militares EUA e URSS se superavam a cada nova peça no tabuleiro do combate aéreo:
 A-4 Skyhawk da marinha do Brasil.
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A utilização de uma grande frota de super porta aviões fez com que a US NAVY utilizasse de uma varieadde distinta de aviões, sendo alguns pequenos, baratos, robustos e eficazes como o A-4 Skyhawk (acima), outros grandes e complexos, como os bombardeiros nucleares supersônicos embarcados A-5:
 Ao todo forma produzidos 2960 A-4 Skyhawk e 156 A-5 Vigilante (acima).
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Na Europa os modelos de 3° geração embarcados vieram com o Sea Harrier, usado pela Royal Navy na Guerra das Malvinas em 1982. Esses aviões ainda estão em serviço na Marinha Indiana (foto acima).
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O bombardeiro naval Super Etendard francês (acima) também foi um avião usado no conflito Falklands/Malvinas de 1982, porém pelo lado argentino.
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A Força Aérea francesa também inovou entrando na 3° geração com o Mirage F1 (foto abaixo):
O F1 difere-se de todos outros Mirages por não possuir asa em formato 'delta', característica dos modelos Mirage.
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A sueca Saab e seu design diferente, com o 37 Viggen (foto acima). O Saab 37 Viggen foi o primeiro caça a jato operacional a utilizar-se de canards.
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O bombardeiro Mitsubishi F-1 acima, também é um caça de 3° geração.
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Ainda usado pelo Equador, pela Colômbia e pelo Sri Lanka, o caça israelense Kfir (acima) é um modelo de 3° geração baseado no Mirage III de segunda geração.
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O sul africano Atlas Cheetah (acima) também é um caça de 3° geração baseado no Mirage III. O avião já foi utilizado pela África do Sul e pelo Chile e hoje ainda é empregado pela Força Aérea Equatoriana.
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 A cópia chinesa do Mig-21 soviético, o Shenyang F-7 (J-7) da foto acima, mostra a variedade de armas que os aviões de terceira geração podem transportar. Essa característica tornou-se comum na terceira geração devido ao desenvolvimento de armas específicas como bombas guiadas, mísseis ar-terra guiados, mísseis infra-vermelho, mísseis ar-ar semi ativos, etc.
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Com o sucesso do Mig-21 devido a sua simplicidade, baixo custo e facilidade de produção, os EUA necessitavam também de um caça a ser produzido em massa para exportação. Um caça para suprir além dos países da OTAN, outros mundo afora, possíveis clientes dos Mig-21 soviéticos e Mirage franceses. Esse caça é o Northrop F-5 Tiger (foto acima), que é utilizado ainda hoje pelo Brasil.
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Asas de Geometria Variável
O conceito de asa com geometria variável foi introduzido em 1967 pelos EUA no bombardeiro F-111 (foto acima), que podia atingir mach 2,5 (2.655 km/h). O F-111 serviu os EUA até 1998 e a Austrália até 2010 quando foram definitivamente aposentados.
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 A URSS apresentou três anos mais tarde duas aeronaves distintas, porém ambas com asas de geometria variável: o caça médio Mig-23 de mach 2.32 (acima) e o bombardeiro Sukhoi Su-17 de mach 2.0 (abaixo):
 Apesar dos caças soviéticos não possuirem o mesmo desempenho do americano F-111, tanto o Su-17 como o Mig-23 tiveram boa aceitação pelo mundo, e hoje, 44 anos após seu lançamento, mais de 200 aviões desses permanecem em serviço ativo, servindo a forças aéreas de mais de 15 nações ao redor do planeta.
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Interceptadores:

 A URSS também utilizou-se dos interceptadores de asa fixa Sukhoi Su-15 (foto acima), que podiam atingir velocidades de até mach 2.5 (2.655 km/h).
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O Su-15 foi posteriormente copiado pela China em seu Shenyang J-8 (acima), que ainda é produzido !
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Entre 1964 e 1970 a URSS produziu 198 Tupolev Tu-128 (foto acima). Esses foram os maiores interceptadores utilizados em serviço na História da Aviação. Com 30 metros de comprimento, o caça de 43 toneladas podia atingir mach 1.9 limpo, ou seja, pouco mais que hoje atingem o Rafale e o F/A-18 Hornet (mach 1.8 cada), mas podia voar a distâncias de mais de 6.000 km sem ser reabastecido. Como sua função era extremamente específica (interceptação de bombardeiros e aviões estratégicos de reconhecimento), o Tu-128 teve pouco uso, apenas abatendo balões espiões estratosféricos da OTAN, assim em 1990, com o fim da URSS, o Tu-128 foi definitivamente aposentado.
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Atualizações da geração anterior
O Mig-21Bis de 3° geração, como o utilizado hoje pela Bulgária (acima), mesmo sendo derivado dos primitivos Migs 21 da geração anterior, já possuiam a capacidade de transportar quatro mísseis infra-vermelho R-60.
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Fim da 3° geração
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Após uma série variada de caças, a URSS e os EUA chegaram a uma decisão diferente quanto a seu avião de superioridade aérea de terceira geração.
Os EUA apostaram em um avião nem muito rápido, nem com mísseis gigantescos, nem com alcance estratégico, mas apostaram em um caça grande, forte, pesado, robusto que pudesse transportar uma grande variedade de armas ou oito mísseis ar-ar... esse avião foi o Mcdonell Douglas F-4 Phantom (acima), de mach 2.23. O Phantom ainda é usado por 12 nações e detém o título de maior produção dentre todos caças ocidentais, atingindo a marca de 5.195 unidades.
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 Na Rússia o conceito ideal de caça seria um super interceptador. O tal avião deveria ser capaz de abater não só bombardeiros e aviões de reconhecimento, mas deveria ter a capacidade de abater também outros caças antes que os mesmos pudessem se defender. Para isso, o avião deveria ter uma manobrabilidade razoável, aliado a uma alta velocidade, grande aceleração, um bom teto operacional, poderosos mísseis e um possante radar... e isso tudo só foi possível com a introdução em serviço do Mig-25 (foto acima).
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Entretando em 1976, após a deserção do Ten. Viktor Belenko em 1976, um Mig-25, que atingia mach 3.2 (3.400 km/h) caiu na mão dos EUA, colocando assim um fim na terceira geração de caças de combate.
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