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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

EUA confirma (?) uso de sarin na Síria, mas quem usou ?

"Amostras de sangue e cabelo que chegaram até nós testaram positivo para traços de sarin"... "provas mostram que o regime sírio usou gás sarin em um ataque contra sua própria população", disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, no "State of the Union", na CNN.
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As provas - que foram compiladas de forma independente da ONU - fortalecem o pedido do presidente dos EUA, Barack Obama, para lançar um ataque contra a Síria. O governo Obama diz ter certeza de que a Síria é a responsável (?) pela ação, apesar das negativas do regime.
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O anúncio de Kerry foi feito enquanto o Obama trabalha para conseguir o apoio dos legisladores para um ataque contra a Síria. A ação militar parecia iminente até sábado, quando Obama anunciou que primeiramente buscaria aprovação do Congresso.
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 "Apesar de acreditar que tenho a autoridade para lançar esse ataque sem uma autorização específica do Congresso, sei que o país ficará mais forte se adotarmos esse rumo, com nossas ações sendo ainda mais efetivas", disse Obama no sábado (31/08/2013). A Lei de Poderes de Guerra, de 1973, tecnicamente permite ao presidente dos EUA atacar sem autorização prévia.
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Os congressistas americanos estão profundamente divididos sobre o que os EUA devem fazer depois do suposto ataque químico em 21 de agosto. Segundo o governo Obama, o ataque deixou 1.429 mortos , incluindo mais de 400 crianças, total bem maior do que estimativas anteriores que apontavam centenas de mortos. A inteligência britânica informa que o número de mortos ultrapassaria os 350, número similar aos 355 apontados pelos Médicos Sem Fronteiras.
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 Bashar Al Assad nega o uso de armas químicas.
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O governo sírio negou que tenha usado armas químicas, afirmando que jihadistas que combatem com os rebeldes usaram o armamento não convencional em uma tentativa de virar os sentimentos do mundo contra o regime de Assad.
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Primeiro ministro britânico, David Cameron, fala durante debate no Parlamento sobre Síria.
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O Reino Unido já votou contra uma ação militar, e a França disse que não atuará sem os EUA como parceiro. "França não pode agir sozinha", disse o ministro do Interior Manuel Valls à Europe Radio 1 neste domingo "Tem de haver uma coalizão". O primeiro-ministro francês se reunirá com ministros do governo e outras autoridades na segunda para discutir.
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Pelo Twitter, o ministro de Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, disse neste domingo que o tempo conquistado com a espera pela votação no Congresso americano "deveria ser usado para alcançar uma posição comum da comunidade internacional dentro do Conselho de segurança da ONU".
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Uma equipe de inspetores da ONU tenta confirmar se um ataque químico aconteceu, mas levará até três semanas para os investigadores analisarem as provas. Mesmo assim, a equipe dirá apenas se armas químicas foram usadas - não quem é o responsável.
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