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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Submarino Nuclear de Míssil Balístico

SSBN Pennsilvania (SSBN 735) retornando a base após uma patrulha em mar aberto.
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Aparentemente o poder naval é mostrado pela mídia como uma força tarefa baseada em um porta aviões. Grandes porta aviões, magníficos caças, cruzadores, destróieres e navios de apoio são divulgados amplamente ao público leigo em geral em filmes e pela mídia, mas o verdadeiro poder naval de uma nação está escondido sob as águas, navegando silenciosamente com uma letal carga de mísseis nucleares preparada para destruir não só uma cidade, mas até um país inteiro !
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SSBN Le Terrible da Marinha Francesa antes de seu lançamento
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Quem tem hoje um SSBN - Submarino Nuclear de Míssil Balístico, tem a segurança de não ser ameaçado por nenhuma outra nação. O SSBN é a mais poderosa e destrutiva arma naval jamais construída pelo homem.
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SSB Classe 611 armado com 6 míssies "Scud"
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A idéia de lançar mísseis balísticos à partir de submarinos surgiu na URSS no início dos anos 50. Os primeiros submarinos com mísseis balísticos entraram em serviço na URSS em 1952, ao todo foram construídos 26 submarinos Classe 611 (codinome OTAN Zulu) cada um armado com seis mísseis R-11FM (codinome OTAN Scud).
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Porém devido ao curto alcance dos mísseis e baixa autonomia submerso que os submarinos convencionais 611 possuíam, em 1958 iniciou se a construção de um submarino nuclear, que poderia navegar submerso, longe de "olhares norte americanos" e disparar seus mísseis do Pólo Norte em direção ao território dos EUA.
SSBN Classe 658 (Projeto 658), codinome OTAN "Hotel"
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O primeiro SSBN da Classe 658 foi o K-19, protagonista do filme norte americano "K-19 The Widowmaker (2002)". O filme recebeu o nome de "fazedor de viúvas" devido a um vazamento no reator e consequentemente a morte de oito de seus 104 tripulantes por contaminação radioativa em 1961. Porém na URSS o K-19 foi apelidado de Hiroshima, um tanto "feio" para ser usado como título de um filme norte americano.
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É conveniente citar que em 1963, um submarino nuclear norte americano, o USS Thresher, afundou no Atlântico Norte, matando todos seus 129 tripulantes. Curiosamente o Thresher não recebeu nenhum apelido e nenhum filme foi feito em sua "homenagem".
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Submarinos de hoje
SSBNs atuais
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Apesar da segurança maior que existe nos SSBNs atuais, a China perdeu em 1985 um submarino Tipo 092 Daqingyu, sendo esse o último acidente no mundo com esse tipo de submarino.
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Os modelos em uso hoje em dia, podem transportar de 12 a 24 mísseis, e exceto um Tipo 092 ainda em serviço na China, todos outros possuem mísseis intercontinentais, designados como SLBM (submarine launched ballistic missile).
O SSBN de testes TK-208 Dmitri Donskoy dispara um SLBM Bulava.
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Com um grande alcance, o SLBM não expõe sua plataforma de lançamento a contra medidas defensivas, como aviões, mísseis e torpedos anti submarino. No geral, todos os SSBN atuais podem efetuar disparos de míssil em imersão, a foto acima mostra um teste com o míssil russo Bulava antes de seu comissionamento.
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Quem tem hoje os SSBN
Hoje somente 5 nações possuem os SSBN armados com mísseis balísticos intercontinentais, são elas os EUA, a Rússia, a Inglaterra, a França e a China. A Índia que já possui mísseis intercontinentais baseados em terra, também pretende construir um SSBN futuramente.
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EUA
SSBN da Classe Ohio
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Os EUA possuem o maior poderio naval do mundo com seus 14 submarinos de míssil balístico da Classe Ohio. Utilizando-se de uma plataforma móvel e de difícil localização, a US NAVY opera os maiores e mais possantes SLBMs jamais construídos.
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Ao todo foram construídos 18 submarinos da Classe Ohio, mas com as limitações impostas pelo novo START (tratado de limitações de armas estratégicas), quatro submarinos foram convertidos para missões especiais, tendo seus SLBM retirados e seus tubos lançadores completados com concreto. Veja mais sobre a conversão e uso dos Ohio SSGN em: Top 10 submarinos nucleares de ataque.
Acima um SLBM Trident D5 sendo disparado por um SSBN da Classe Ohio.
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Os submarinos da Classe Ohio estão equipados hoje com 24 mísseis Trident II (ou Trident D5), com dois tipos de ogivas disponíveis, a W76 de 100kt e a W88 de 475kt. Não se sabe ao certo quantos mísseis possuem a nova e possante ogiva W88, porém sabe-se que ainda os EUA possuem uma grande quantidade de Trident II armados com a ogiva W76 mais aintiga.
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Um SSBN da Classe Ohio com os tubos de míssil abertos.
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Com 24 tubos de míssil, a Classe Ohio são os mais poderosos SSBN já construídos pelo homem. Os Ohio tem uma aposentadoria prevista para 2029, quando provavelmente serão substituídos por submarinos menores e de dupla finalidade, assim como a Rússia está fazendo hoje com a Classe Borei. O míssil Trident D5 que ainda não possui um plano de sucessão tem validade até o ano de 2042.
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Rússia
Acima um SSBN da Classe Delfin (golfinho) na base naval russa em Olenya bay.
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A Rússia ocupa o segundo lugar, com um total de nove SSBN ativos. Devido ao fim da Guerra Fria e a falta de verbas nos anos que sucederam a queda da URSS, a maior frota de SSBN do mundo teve de ser desativada. Entre 1988 a 1991 a Marinha Soviética desativou entre 20 a 30 SSBNs e nos anos seguintes uma quantidade ainda maior. A desativação dos antigos submarinos soviéticos desde o fim da Guerra Fria até hoje chega a mais de 75 unidades.
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A Classe Akula (acima), ou Typhoon como ficou conhecida devido ao codinome utilizado pela OTAN, foram os maiores submarinos construídos no mundo. Seu deslocamento submerso chegava a 48 mil toneladas, o dobro do maior SSBN atual, o Yuri Dolgorukiy. Ao todo foram construídos seis Akula desde 1981, um sétimo submarino projetado, protagonista do filme "Caçada ao Outubro Vermelho" nunca foi concluído.
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Acima os Arkhangelsk (em primeiro plano) e o Severstal (atrás), que já foram descomissionados e serão demolidos em 2018.
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Logo após a queda da URSS, a Classe Akula se mostrou demasiadamente cara para ser operada pela então pobre Marinha Russa, assim três deles foram descomissionados imediatamente. O mais antigo de todos, o Dmitri Donskoy foi o único a ser reformado e os dois outros restantes, o Severstal e o Arkhangelsk (foto acima) após quase 10 anos de espera de uma reforma, em maio desse ano, receberam a confirmação de demolição prevista para 2018.
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Acima o Dmitri Donskoy em doca seca durante sua reforma em 2002
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O Dmitri Donskoy, ou "Dima" como é chamado na Rússia, que passou 12 anos parado em doca seca, foi reformado e passou a servir a VMF como plataforma de testes do novo SLBM Bulava. Hoje o Dima ainda está como ativo na VMF, porém seu futuro ainda é incerto.
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Classe 667BDR Kalmar
Acima um SSBN da Classe Kalmar na base naval russa de Vilyuchinsk (Península Kamchatka), aguarda o carregamento de um SLBM.
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Já fiz uma postagem sobre a Classe Kalmar em novembro de 2011, de lá para cá, nada mudou em relação a sua desativação ou atualização, os três últimos Kalmar, reformados em 1998, 2003 e 2007 respectivamente, oficialmente ainda não tem previsão de sucessão desde o último pronunciamento do governo russo a esse respeito.
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SLBM R-29 Vysota sendo carregado em um submarino da Classe Kalmar
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Os três submarinos da Classe Kalmar podem utilizar os mísseis R-29R e R-29RL do tipo Vysota (acima).

Acima a foto das sete ogivas do R-29RL, com rendimento de 100kt cada.

Ambos são de fabricação soviética, mas ainda possuem grande capacidade de poder de fogo, se comparados a outros mísseis na tabela de SLBMs.
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Classe 667BDRM Delfin
Acima um SSBN da Classe 667 Delfin dispara um míssil R-29RMU Sineva do Pólo Norte.
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Apesar de serem submarinos soviéticos, ruidosos e lentos, os 667BDRM Delfin ainda são a maior ameaça aos EUA dentre todos SSBNs do mundo. Com uma velocidade 4% inferior aos Ohio norte americanos, os Delfin podem se esgueirar por mares gelados e longe de qualquer contra medida defensiva, para lançar seus mísseis R-29RMU Sineva, cada qual com 11.547 km de alcance testado na prática.
Míssil da família R-29
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O Sineva apesar de ter uma pequena quantidade de ogivas (4) e possivelmente um baixo rendimento das mesmas, girando entre 100 a 200kt, é o único SLBM que já foi testado em alcance máximo. Todos outros mísseis de mesmo tipo possuem um alcance máximo teórico, baseado em cálculos, podendo ou não realmente atingir tais distâncias descritas pela net.
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K-84 Ekaterinburg chegando ao estaleiro Sevmash para reparos após o incêndio de 29/12/2011
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Hoje a VMF opera cinco SSBN da Classe Delfin, um sexto barco, o K-84 Ekaterinburg que foi vítima de um incêndio em 2011, está em reforma e reparação dos danos causados a seu sonar.
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R-29RMU2 Layner
Recentemente a Rússia colocou em produção uma nova versão do míssil Sineva, o R-29RMU2 Layner, com 12 ogivas de, provavelmente, baixo rendimento. O míssil Layner está equipando o K-407 Novomoskovsk (foto acima) e o K-51 Verkhouturie, esse último, que completou sua reforma em março do ano passado.
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Classe Borei
Acima o Yuri Dolgorukiy da Classe Borei de SSBN.
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A mais recente conquista naval da Rússia foi a colocação de um SSBN de fabricação própria em serviço, já que os outros modelos usados pela VMF são todos projetos ou de fabricação soviética.
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Acima o Aleksander Nevskiy, o segundo SSBN da Classe Borei, que provavelmente será comissionado na VMF ainda esse ano.
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A Classe Borei que teve seu projeto datado do ano de 1996, engloba alguns conceitos básicos do SSBN francês Le Triomphant, projetado em 1986 e comissionado em 1997. Esses novos submarinos são diferentes dos antigos SSBNs devido a sua capacidade de se defenderem sozinhos em uma missão, podendo destruir também outros SSBNs, assim como submarinos de caça (SSGNs), submarinos de ataque (SSNs) e navios de guerra.
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Até o Le Triomphant, os outros SSBNs não tinham grande manobrabilidade e eram armados apenas com torpedos para auto defesa. Os novos modelos possuem além dos torpedos, a mesma capacidade de manobra que um SSN convencional, além do transporte de mísseis anti navio e anti submarino.
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Acima em destaque, a distribuição dos tubos de 533 mm do Alexander Nevskiy, idêntica à utilizada nos SSNs da Classe Shchuka-B (Projeto 971), sugerem que os Borei venham a utilizar o mesmo tipo de armamento.
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Além dos avanços em relação às armas, os Borei provavelmente também possuem um grande avanço em automação de sistemas, diminuindo assim sua tripulação. Em comparação a outros SSBNs, o Borei com uma tripulação de 107 pessoas, possui um alto nível de sistemas automáticos em relação a modelos similares, como os Ohio, com 155 tripulantes, os Vanguard e Delfin, com 135 e os Kalmar com 130 tripulantes.
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Acima um RSM-56 Bulava é carregado no Yuri Dolgorukiy
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A nova arma bem menor que as norte americanas e soviéticas, teve seu início de projeto em 1998, fazendo seu primeiro teste prático em 2004. Após nove anos de ensaios e uma inicial sucessão de falhas nos primeiros anos de teste, o Bulava foi comissionado nesse ano (2013) na Marinha Russa (VMF).
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O Yuri Dolgorukiy realizando um disparo submerso com o SLBM Bulava.
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O Bulava é similar ao Trident D5 e ao novo SLBM francês M51 devido a ser impulsionado pela queima de combustível sólido, o que permite além da segurança (vazamentos do combustível líquido), um menor volume ocupado dentro do corpo do míssil. O Bulava está em serviço no Yuri Dolgorukiy, até hoje o único Borei em serviço. O segundo submarino Alexander Nevskiy está na fase final de testes, para ser comissionado ainda em 2013, e o terceiro, Vladimir Monomakh, que foi lançado na virada de 2013, está previsto ser comissionado em 2014.
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Inglaterra
Após a aposentadoria dos quatro SSBNs da Classe Resolution, de 1968, a Inglaterra que nunca possuiu a capacidade de desenvolver um SLBM próprio, tem hoje na Royal Navy quatro submarinos da Classe Vanguard em serviço, todos armados com mísseis norte americanos Trident D5 W76.
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Acima o HMS Vanguard da Royal Navy
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Os quatro Vanguard comissionados entre 1993 a 1999 tem um projeto quase que totalmente britânico, exceto pelo sistema principal de armas.
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O Trident D5 W76 acima, foi fornecido à Royal Navy como parte da estratégia militar da OTAN para contra balancear o armamento de destruição em massa russo. Apesar de hoje a Rússia possuir uma pequena quantidade de ogivas nucleares a mais que os EUA, as 512 ogivas nos quatro SSBNs britânicos praticamente igualam esse balanço entre o ocidente e a Rússia.
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França
 
 Acima o SSBN francês Le Triomphant
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A França que sempre se manteve neutra em relação a disputas militares entre os EUA e a Rússia, também garantem sua soberania com quatro modernos SSBNs da Classe Le Trionphant.
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Acima um SLBM francês M45 disparado de um SSBN da Classe Le Triomphant.
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Diferentemente da Inglaterra, a França tem tecnologia própria para a construção de SSBNs como de seus mísseis (SLBMs). O míssil M45 (acima) é operacional nos três primeiros submarinos da Classe Le Triomphant, porém o quarto casco, o Le Terrible, comissionado em 2010, é equipado com o M-51 bem mais moderno.
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Acima o M51 sendo carregado para o Le Terrible
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Como disse acima, os quatro SSBNs da Classe Le Triomphant são equipados com sistemas de armas anti navio e anti submarinas, dando a eles uma dupla finalidade, podendo ser utilizados tanto como SSBNs como SSNs.
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Colisão em 2009
Um acontecimento que merece ser comentado é a colisão ocorrida em 2009 entre o HMS Vanguard britânico e o Le Triomphant francês.
Em 06 de fevereiro de 2009, o Ministério de Defesa Francês declarou que o Le Triomphant havia colidido com um grande objeto submerso, provavelmente um contâiner. Dez dias depois, o governo britânico relataram que o HMS Vanguard havia sido abalroado quando em missão de rotina no Atlântico, na noite entre 3 a 4 do mesmo mês, justamente quando o Le Triomphant havia batido em "alguma coisa".
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Como ambos navegavam em baixíssima velocidade, nenhum dos submarinos sofreu avarias graves e nem danos à suas tripulações, porém ambos estavam armados com ogivas nucleares no momento do acidente.
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Ambos países foram severamente criticados após o acidente, que poderia ter acarretado uma catástrofe radioativa.
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O governo inglês se defendeu dizendo que o Le Triomphant estava em águas onde "normalmente" são áreas de patrulha dos seus SSBN. Ainda se mostraram indignados com a constante presença de submarinos franceses e russos nessas águas, que são de qualquer forma internacionais.
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O governo francês se pronunciou de forma irônica dizendo que a colisão entre ambos SSBNs mostra o elevado grau de furtividade que compartilham (Inglaterra e França), já que o choque ocorreu pois um não conseguiu localizar o outro.
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Contudo temos que lembrar que apesar da França não estar em guerra com a Inglaterra, existe uma certa concorrência entre ambos, talvez fruto de conflitos passados, de uma época em que esses países disputavam o título do maior poder naval no mundo. Rusgas passadas e assuntos não resolvidos, podem ter incentivado à França a intenção de perseguir e rastrear o menos manobrável Vanguard, e quando esse reduziu seus motores, diminuindo seu ruído (assinatura acústica) foi perdido pelo Le Triomphant, em seguida ocorreu a colisão.
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 China
A China apesar de seu grande potencial tecnológico e de construção naval, é o mais recente membro do clube das nações portadoras de SSBNs. Os dados e informações precisas sobre seus SSBNs e seus mísseis são impossíveis de serem ditos com exatidão, pois a China não está inclusa nos tratados de limitações e/ou divulgação de seu poderio bélico nuclear.
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O primeiro SSBN chinês foi o Tipo 092 Daqingyu (acima), equipado com 12 mísseis Julang JL-1A. Supostamente o Daqingyu teve um irmão da mesma classe, porém muito se fala sobre o segundo casco, alguns citam que o mesmo foi perdido em um acidente em 1985, outros dizem que nunca existiu um segundo submarino.
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O Julang JL-1A (acima) é baseado no MRBM (veja mais em Mísseis Balísticos) DF-21, e que provavelmente venha a ter o mesmo alcance e ogiva.
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A segunda classe de SSBN utilizada pela China são os Tipo 094 (acima), de 11.000 ton, comissionados à partir de 2004. Ao todo cinco Tipo 094 estão em serviço e um está em construção. Apesar das estimativas ocidentais de que os Tipo 094 nunca tenham realizado ainda uma patrulha em mar aberto, como fazem os outros países com seus SSBNs, o governo dos EUA mostram um claro descontentamento em relação à falta de transparência chinesa em relação a seu programa de SSBNs.
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O Tipo 094 é supostamente armado com 16 mísseis Julang JL-2, cada qual com 3 ou 4 ogivas do tipo MIRV de rendimento desconhecido. O JL-2 pode ter um alcance de 8.000 km, apesar de alguns dados chineses estimarem seu alcance está entre 12.000 a 14.000 km, bem maior que os russos e americanos.
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Sabe se que ao menos dois SSBNs Tipo 094 já dispararam seus JL-2, mas ainda muitos especialistas ocidentais apontam que o míssil ainda está em fase de testes.
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Mais dados sobre os SLBMs em serviço hoje na tabela abaixo:
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Se vc gostou da matéria não deixe de ver também:
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Top 10 submarinos nucleares de ataque
Borei II - mito ou realidade ?
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Marinha Russa em Reforma
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Projeto 941 Akula
Yuri Dolgorukiy
Classe Borei
Yuri Dolgorukiy se prepara para lançar o Bulava
Yuri Dolgorukiy lança o Bulava
Podolsk retorna a Vilyuchinsk
Projeto 667BDR Kalmar
Novomoskovsk
Verkhouturie

Um comentário:

  1. Sem comentários, excelente tópico, português perfeito, informação clara e não tendenciosa. Parabéns.

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