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sábado, 31 de agosto de 2013

Saiba porque o F-35 pode ser cancelado

O caça multifunção furtivo de 5° geração F-35, está na corda bamba atualmente, sendo questionado até mesmo pelos norte americanos, devido ao seu valor absurdo, problemas no software e principalmente por não atender a todos requisitos exigidos pelo programa JSF.
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A requisição do Programa JSF, que teve início em 1992, exige um avião de combate multifuncional para substituir o AV-8B Harrier II, o F-16 Fighting Falcon e o F/A-18 Hornet. Aproveitando-se da tecnologia furtiva aprendida com o F-22 Raptor, os EUA desenvolveriam um único avião, que substituiria três aviões distintos com uma tecnologia muito mais avançada, dando-lhe a oportunidade de permanecer em produção durante 20 ou 25 anos.
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O X-35, protótipo do F-35, à esquerda venceu a concorrência sobre o Boeing X-32, à direita, para ser produzido em massa, assim como ainda é produzido o F-16.
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Para o desenvolvimento de tal avião, vários países aliados aos EUA e da OTAN também participariam do projeto, fornecendo à Lochkeed Martin a verba necessária para o desenvolvimento do F-35, assim o custo final para cada participante, dependendo de seu nível de auxílio, seria inferior ao da aquisição de uma aeronave comprada fora da "parceria".
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Logo a Inglaterra se interessou pelo novo avião, que poderia substituir seus Harrier que já estavam com a aposentadoria definida, em seguida o Canadá também resolveu participar, pois também estão com seus CF-18 Hornet no limite da vida útil, e assim entraram também no programa de ajuda financeira, a Itália, a Holanda, a Turquia, a Noruega, a Austrália e a Dinamarca, todos usuários do F-16.
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Acima um F-16 voa ao lado de um F-35
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Certamente o F-35 não é um avião para ter o mesmo preço do F-16, afinal ele deveria ter uma capacidade de carga superior, ser maior e mais pesado, além de sua capacidade furtiva. Também não teria o mesmo custo de um F/A-18, mas deveria custar em torno de 89 a 99 milhões de dólares, ou seja, cerca de dois terços de um Raptor.
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o 1° lote de F-35 em produção
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Apesar do custo de aquisição do F-35 ter sido estimado em três vezes o valor de um F-16C Block 50/52, devido à previsão de ser fabricado em massa, esse custo poderia cair, além de seu custo operacional, que com o tempo também seria reduzido por utilizar desde peças à treinamento tanto de pilotos como mecânicos, todos destinados a um único modelo de avião padrão.
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A célula básica F-35, tem três versões, a F-35A, baseada em terra, para substituir o F-16, a F-35B, para suceder o AV-8B e a F-35C de uso naval embarcado, para substituir o F/A-18 Hornet. 
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Para isso, o projeto básico do F-35 deveria ter a capacidade de transportar os mesmos tipos de armas utilizadas por esses três aviões. Armas essas padronizadas e construídas em massa tanto para os EUA como para países aliados ou membros da OTAN. 
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Como o F-35 utiliza-se de tecnologias furtivas, uma boa parte dessas armas seria levada internamente em baias, evitando assim cabides e armas expostas, que consequentemente vem a aumentar a RCS da aeronave.
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Cabides de armas no F-35
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Assim o F-35 pode ser equipado com cabides externos, em um padrão não furtivo, ou pode (poderia) também ser usado no padrão furtivo (stealth) como o Raptor, apenas com tanques de queda e armamento interno.
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Contudo o F-35 não visa ser um super caça, como o F-22 Raptor (acima), mas sim um avião com desempenho (velocidade, alcance, manobrabilidade, taxa de subida, etc.) mais modesto, deixando a tarefa de superioridade aérea para aviões mais capazes, como o próprio Raptor, o F-15 e o F/A-18E Super Hornet.
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Como considerações gerais, o F-35 deveria ser o avião de combate multifuncional padrão dos EUA, da OTAN e de países aliados, com a intenção de fazer frente aos numerosos caças russos, chineses e soviéticos (que ainda estão em serviço) além de burlar as defesas aéreas adversárias utilizando-se de sua capacidade furtiva.
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O que está ocorrendo então ???
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O cronograma do F-35 está sofrendo atrasos devido à uma série de problemas no avião, que vão desde softwares desenvolvidos especialmente para o Lightning, até problemas estruturais como rachaduras nos motores. Até o presente momento, 63 caças multifunção F-35 já foram produzidos para testes, porém seu valor é absurdamente alto e o avião não vem apresentando um desempenho aceitável.
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Em 2010, a Marinha Britânica teve de aposentar todos seus Harrier II, assim como também retirou de serviço dois de seus três porta aviões da Classe Invincible. Desde 2010, o único porta aviões inglês, o HMS Illustrious transporta apenas helicópteros.
Acima os já aposentados Harrier II no convés de um porta aviões da Classe Invincible
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Tecnicamente falando, o F-35 é muito superior tanto em desempenho como em tecnologia aos Harrier II, que são derivados de um projeto de 1957, o Hawker Siddeley Kestrel. O Harrier fez sucesso na Guerra das Malvinas em 1982, isto é, a 31 anos atrás, hoje ele está muito defasado diante dos novos caças de 4° geração.
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Um F/A-18F Super Hornet da Força Aérea Australiana
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Também em 2010, a RAAF (Royal Australian Air Force) teve de aposentar seus F-111 que estavam em serviço desde 1984. Como participante do programa de financiamento do F-35, a Austrália esperava ter seus F-111 substituídos pelo F-35, porém devido aos atrasos, a RAAF tomou a decisão de adquirir 24 caças multifuncionais F/A-18F como medida provisória até a chegada do F-35.
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Junto com esse lote de 24 aviões, vieram também três EA-18G Growler, a versão de guerra eletrônica do Super Hornet. Ao que tudo indica, a RAAF se adaptou muito bem aos novos aviões, pois já utilizavam o F/A-18 Hornet, nas versões A e B, mais antigas, desde os anos 80. Curiosamente em maio de 2013, a RAAF fez o pedido de mais 24 caças multifunção Super Hornet além de mais 12 Growler de guerra eletrônica.
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Para os EUA, que possuem mais de 2.000 aviões de combate e ataque, o atraso no cronograma do F-35 não é significativo operacionalmente, mas é importante moralmente, pois seus aliados credores pressionam o governo norte americano em busca de respostas.
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Armamento
Devido a sua concepção super compacta, o F-35 ficou limitado à metade das armas que o projeto JSF previa. Pois está mais que óbvio, que aviões de combate maiores podem transportar mais variedade de armas. Veja sobre isso em: Tamanho é documento ?
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Para piorar mais ainda a situação do pequeno F-35, seu armamento para padrão furtivo cai para menos da metade quando em padrão furtivo, isto é, apenas com sua capacidade interna de armas. Do projeto original do ano 2000, o F-35 pode utilizar hoje apenas 20% do armamento disponível nos EUA para um caça multifunção.
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Desempenho
Acima um F/A-18 Hornet e um F-35 Lightning II
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No geral, o F-35 possui um desempenho bem abaixo dos outros caças norte americanos, exceto se comparado ao AV-8B Harrier II. O caça multifunção stealth de 5° geração teve como prioridade em sua fase de projeto a utilização de um só motor, para ser mais barato e ser produzido em massa como o F-16 Fighting Falcon, sua capacidade de carga porém foi projetada para superar a de um F/A-18 Hornet, que possui dois motores. Assim a combinação de uma aeronave curta, com apenas um motor e grande capacidade de carga limitou bastante seu alcance e velocidade, provavelmente também sua taxa de subida, não divulgada publicamente.
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Certamente a velocidade hoje em dia não é tudo para um caça de combate, porém é importante ressaltar que "apesar de não ser tudo" a velocidade tem importância sim, pois se fosse um detalhe dispensável, todos caças atuais estaria voando a mach 1.6, economizando muito mais combustível e diminuindo a assinatura infra vermelha.
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Se o F-35 entrar em serviço, ele será o mais lento dentre todos caças modernos.
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Custos
Voltando ao início dessa postagem, o F-35 não foi projetado para ser um super caça de superioridade aérea, e sim para ser um avião barato, para ser vendido aos países da OTAN e aliados dos EUA, do projeto básico do X-35 foram desenvolvidos três modelos, para substituir três aviões diferentes, minimizando assim os custos de manutenção, mecânicos, treinamento de pilotos, etc.
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Vamos então lembrar de um fato muito importante ! O F-22 Raptor, que é um super caça e foi desenvolvido para substituir os F-15 Eagle, deixou de ser produzido devido ao alto custo de aquisição, então logicamente o F-35 Lightning, sendo absurdamente inferior ao Raptor, deveria custar muito mais mais barato.
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Então, concluindo a postagem, fica a grande dúvida... como o F-35 pode ter sua produção iniciada se ele é inferior, porém mais caro que o Raptor ???
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Veja mais em:

2 comentários:

  1. Boa noite!
    Parabéns pelo seu blog!
    Não sei se você poderá me ajudar, mais vamos lá!
    Flavio,
    você tem ideia da capacidade anual de produção dos caças russos (Sukhoi e Mikoyan) e dos Americanos (Boeing e outros)?
    Além de responder minha pergunta, esta daria uma ótima matéria né "A capacidade de produção das empresas aeronáuticas" Assim também como " A capacidade de produção de carros de Combate".

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  2. Boa noite Antigaso, a capacidade teórica de produção anual norte americana é cerca de três vezes maior que a produção dos caças russos, já foi bem maior, porém a produção americana caiu muito devido à burocracia política, falta de transferência de tecnologia e principalmente a grande demanda de aeronaves baratas (chinesas), assim como a escolha de caças europeus de qualidade, como o Typhoon, o Rafale e o Gripen. O F-35 em si é um dos grandes fatores para a redução da produção dos tradicionais F-15E/F (K), F/A-18E/F/G, F-16C (Block50/52). Sabe a falta de clientes aliada a altíssimos custos, do F-35, problemas irreparáveis (por enquanto), atrasos, mentiras e falta de desempenho, vem fazendo com que a produção norte americana tenha chegado a cerca de 70% superior (muito baixo para os EUA) a russa nos últimos 4 anos. A produção de carros de combate, realmente não sei pois nunca li nada sobre o assunto. Grato pela participação.

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