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domingo, 4 de agosto de 2013

Aviões de combate - leste europeu e ex repúblicas da URSS

Países novos e do antigo Pacto de Varsóvia, no leste europeu como a República  Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia, Sérvia, Bósnia Herzegovina. Montenegro, Macedônia, Croácia, Moldávia, Ucrânia, Bielorússia, Letônia, Estônia, Lituânia e Eslovênia, também são usuários, fabricantes e potenciais clientes dos aviões de combate, tanto atuais como modelos antigos, já não utilizados mais por seus países de origem.
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Na foto um Mig-21bis da Bulgária, desde 1991 todos Mig-21 foram aposentados na Rússia.
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Outros países pequenos, como por exemplo a Eslovênia, Montenegro, Estônia, Macedônia, Letônia e a Bósnia Herzegovina não possuem mais aviões de combate nas forças armadas, devido ao alto custo de aquisição ou locação além do custo operacional desse tipo de avião.
Um Pilatus PC-9 da Eslovênia, o PC-9 é um avião de treinamento mas pode ser equipado com armas não guiadas, assim como nosso Super Tucano.
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A Albânia, um pequeno país europeu muito pequeno, ao lado da Grécia e do sul da Itália (pelo mar), é o país mais pobre da Europa, mas mesmo assim ainda mantém pouquíssimos aviões de combate em condições de vôo.
 Shenyang F-7A da Força Aérea Albanesa
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Hoje não se sabe ao certo quantos aviões de combate ainda voam na Albânia, mas certamente não passam de 10 no total, todos aviões chineses derivados de modelos soviéticos dos anos 60 e 70, como os Shenyang F-7, F-6 (FT-6 de treinamento) e até modelos mais antigos como o FF-5 (veja aviões de combate chineses)
 Shenyang F-6 da Força Aérea Albanesa
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Com a queda do Pacto de Varsóvia e a dissolução da URSS, a Albânia deixou de ser um ponto estratégico, assim muitos aviões muito antigos da Guerra Fria permaneceram por lá. A maioria, Migs 15 e 19, foram vendidos a particulares europeus a preço de carros esportivos.
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Outros países com as oportunidades oferecidas pelo capitalismo, optaram por adquirir aviões ocidentais, dentre eles o mais usado foi o Saab JAS 39 Gripen fabricado pela Suécia e um dos concorrentes para nosso programa FX-2.
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Saab Gripen
Um JAS39D da Hungria em exposição no RIAT 2009, em Gloucester na Inglaterra. Ao fundo dá pra ver um cargueiro EADS CASA C-295 da FAB.
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Apesar de pequeno e limitado a seu tamanho, o Gripen é o mais aceito pelos países do antigo Pacto de Varsóvia. 
O caça leve multifuncional sueco é usado no leste europeu tanto pela Hungria (14 aviões) como também foram alugados pela Rep. Checa (14 aviões).
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F-16C/D Block 52 para a Polônia
 A Polônia que possui uma importante localização estratégica militar, próximo de São Petersburgo e ao território russo de Kaliningrado recebeu uma oferta dos EUA para adquirirem os mais recentes modelos do caça médio multifuncional F-16, nos modelos C (monoplace) e D (biplace) incluindo alguns com tanques conformais Block 52. Ao todo foram adquiridos pela Polônia 48 caças F-16, sendo 36 monoplaces e 12 biplaces.
Com o fim do Pacto de Varsóvia, a Polônia lançou uma concorrência para a escolha de um novo avião de combate com a proposta de colocar um moderno caça de 4° geração para substituir os velhos aviões de combate soviéticos, vários aviões entraram nessa concorrência, dentre eles o Gripen, o Mirage 2000, o Mig-29M e o F-16.
 Sabendo da situação do país, os EUA criaram o Programa "PEACE SKY", que tinha a proposta de oferecer um reforço na economia polonesa caso o F-16 fosse escolhido. Além desse "reforço na economia", a Polônia teria também todos avanços tecnológicos norte americanos para o F-16 disponíveis, tornando seus caças similares aos usados pela USAF. Mas a Polônia caiu no "conto do vigário", ou melhor no "conto do Tio Sam".

No vídeo, um piloto polonês de um F-16 tenta a todo custo travar um Mig-29 no HUD, mas parece que é impossível...
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 Com os aviões sendo entregues, o tal "reforço na economia" foi caindo a cada dia, assim como as atualizações disponíveis se passaram a "não estarem mais disponíveis" e assim a Polônia segue o mesmo caminho da Venezuela, que possui F-16s sendo usados como "bombardeiros de queda livre". O mais interessante é que os próprios militares poloneses afirmam ainda hoje que o Gripen teria sido a melhor escolha, já que o F-16 provavelmente não será atualizado, não é um caça tão moderno assim e definitivamente não tem a capacidade de manobra e aceleração que os "velhos" Mig-29 soviéticos, o vídeo mostra claramente a grande diferença de um Mig-29 para um F-16.
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Com essa palhaçada, certamente o Tio Sam perdeu o mercado do Leste Europeu para todos seus aviões de combate, inclusive o F-35.
F-16B português
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Nota importante: Antes de me entrarem com correções, a Romênia pretende ainda adquirir aviões F-16 em um futuro próximo, porém esses F-16s serão comprados de Portugal e não dos EUA. Dos 35 adquiridos dos EUA nos anos 80, dois foram perdidos em acidentes, um foi preservado como museu e 12 serão vendidos. Os modelos F-16A e F-16B (MLU - modification luso), usados por Portugal, são do tipo Block 15, isto é, obsoletos e certamente serão vendidos à Romênia a uma bagatela.
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Fabricantes:
Let 159 Alca fabricado na república Tcheca
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Alguns países do Leste Europeu possuem tecnologia o suficiente para a produção de alguns aviões de combate. Óbvio que estão muito longe dos caças supersônicos, mas são aviões econômicos e funcionais para pequenos países que não dispõem de um farto orçamento para as forças armadas.
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Let L-39 da Eslováquia
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Tchecoslováquia (Rep. Tcheca)
A antiga Tchecoslováquia já foi o maior fabricante de aeronaves de treinamento do leste europeu, na época da Guerra Fria, quando as montadoras de aviões militares na URSS tinham que produzir uma grande quantidade de aviões para contrabalancear as forças da Otan. Durante o período soviético, as montadoras dentro da URSS tinham o papel de produzir aviões de combate, reconhecimento ou guerra eletrônica, assim aviões de treinamento e cargueiros como o Antonov (ucraniano), eram produzidos nas repúblicas adjacentes ou países do Pacto de Varsórvia, como era a Tchecoslováquia, que produzia os treinadores Let.
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Aero L-29 Delfin
O L-29 foi o treinador padrão das forças do Pacto de Varsóvia entre 1960 a 1975, mesmo depois desse período, o L-29 continuou sendo utilizado devido a sua grande confiabilidade e robustez.
 
Hoje dos 3500 produzidos entre 1960 a 1974, cerca de 100 ainda estão operacionais em 12 países, sendo que metade deles utiliza ainda o L-29 para treinamento de pilotos, os outros usam o L-29 somente para acrobacias aéreas.
 O L-29 é tão incrivelmente confiável, que ainda hoje é a aeronave padrão de testes das universidades de Iowa e Ohio, nos EUA, como base avançada para testes em vôo. O Delfin só foi substituído pelo Albatros pois não oferecia suporte para treinamento para caças mais avançados.
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Let L-39 Albatros
Quem entende o mínimo de aviões de combate sabe que o Albatros é melhor treinador a jato do mundo, pois além das manobras incríveis, ele é de todos o avião de treinamento a jato mais confiável já produzido.
 
 O L-39 fez seu 1º vôo em 1968, foi introduzido em seviço em 1971 e produzido até 1999, dos 2800 constrídos, quase todos estão em serviço em 39 nações por todo mundo, incluindo vários usuários civis, como nas corridas aéreas em Reno, nos EUA.
O L-39 possui como a maioria dos outros treinadores a jato a capacidade de ataque leve, portanto ele também pode ser considerado como "avião de combate", acima pode se ver um L-39 da antiga força aérea da Alemanha Oriental (década de 80) transportando pods de foguetes.
Mesmo não sendo um avião "bonito" de se ver, o L-39 é perfeito para vôos em velocidades subsônicas a baixa altitude, e considerando que hoje o valor dessa máquina gira em torno de 200 a 300 mil dólares, ainda existe uma grande procura do modelo no mercado de usados, já que sua produção encerrou se na virada do milênio.
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Let L-159 Alca
O avião de ataque leve Alca é um projeto derivado do L-39 com radar italiano Grifo L, o mesmo usado nos nossos F-5 Tiger modernizados. Além do radar o L-159 também está equipado com um motor norte americano Honeywell F-124, mais avançado e mais possante que o antigo Yvchenko Al-25 de fabricação soviética. Das 72 unidades encomendadas pela Força Aérea Checa, somente 21 estão em serviço atualmente.
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Antiga Iugoslávia
Soko J-22 Orao
O Soko J-22 Orao é um avião de ataque leve subsônico desenvolvido nos anos 70 na antiga Iugoslávia. O avião é similar em categoria a nosso AMX e foi também construído na Romênia com o nome de IAR-93 Vultur. Como o avião é bem antigo e limitado, todos IAR-93 romenos foram aposentados em 1998 e hoje a Sérvia ainda possui 33 unidades do J-22 usado para várias funções, desde caça bombardeiro até avião de reconhecimento.
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 Soko G-4 Super Galeb
 O treinador avançado G-4 Super Galeb (acima) também é um avião produzido na antiga Iugoslávia nos anos 80. Apesar de menor e mais leve que o J-22 Orao o G-4 pode realizar missões de ataque com bombas e foguetes, assim como com seu canhão de 23mm montado na linha central. A Força Aérea Sérvia ainda possui 20 G-4 herdados da ex-Iugoslávia.
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 Soko G-2 Galeb
O G-2 Galeb é também uma das recordações da ex-Iugoslávia, o pequeno avião similar a nosso Xavante ainda voa na Força Aérea Sérvia e na Líbia. O avião possui duas metralhadoras .50 e pode ser armado com até 300 kg de bombas.
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Romênia
IAR-99 Şoim
Similar ao G-4 Iugoslavo, o IAR-99 Şoim é um treinador subsônico com capacidade de ataque. A Romênia usa hoje 20 IAR-99 em sua força aérea. O avião não possui um canhão fixo, mas em 4 suportes nas asas, o Şoim pode ser armado com até 1.000 kg de armas, incluindo pods de canhão, foguetes e bombas.
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Polônia
TS-11 Iskra
O TS-11 Iskra é também um avião de treinamento e ataque leve similar a nosso Xavante. O avião foi produzido durante a época do Pacto de Varsóvia na Polônia, entre 1963 a 1986. Dos mais de 400 produzidos cerca de 54 ainda permanecem ativos na Força Aérea Polonesa.
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Lembranças da URSS
Após a dissolução do Pacto de Varsóvia e a queda da URSS em 1991, vários aviões de combate soviéticos permaneceram tanto nos países integrantes do Pacto de Varsóvia como nas repúblicas que faziam parte da URSS.
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Mikoyan Mig-21
 
 Mig-21bis da Bulgária
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O mais numeroso dentre todos caças soviéticos foi o Mig-21, produzido entre 1959 a 1985. O avião já foi o mais popular no leste europeu, porém com a desatualização o Mig-21 vem sendo aposentado, e hoje é usado no leste europeu apenas pela Bulgária, pela Sérvia e pela Romênia.
Além dos caças, alguns Mig-21UM de treinamento, como o usado pela Sérvia acima, ainda permanecem nesses três países.
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Dentre os Mig-21 em serviço no leste europeu, o mais avançado é o Mig-21 Lancer usado pela Romênia. O Lancer foi modernizado com tecnologias israelenses e permite a utilização de armas tanto russas como ocidentais, além de uma gama de eletrônicos atualizados, substituindo assim a aparelhagem analógica soviética.
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Mikoyan Mig-25
 Na foto acima, vários Mig-25PD e um Mig-25R do Azerbaijão
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Muitos interceptadores de alta performance Mig-25 ficaram nas ex repúblicas da URSS, dentre elas, o Turcomenistão, a Armênia e o Azerbaijão ainda possuem esses interceptadores ativos em suas forças aéreas.
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Mikoyan Mig-27
O avião de ataque supersônico Mig-27 é hoje utilizado somente pelo Cazaquistão (acima), que possui cerca de 12 aviões desses ainda ativos na força aérea. O Mig-27 é um modelo exclusivo de ataque ao solo derivado diretamente do caça Mig-23, que por sua vez não faz mais parte de nenhuma força aérea do leste europeu e nem das repúblicas da antiga URSS.
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Mikoyan Mig-29
Mig-29AS da Eslováquia
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O Mig-29 é o avião de combate mais usado tanto pelo leste europeu como pelas repúblicas da ex URSS. O caça médio de 4° geração é confiável e pode ser modernizado, como o Mig-29AS da Eslováquia acima. Os países do leste europeu que usam o Mig-29 hoje são: Bulgária (18 aviões), Polônia (36), Sérvia (4), Eslováquia (12), e dentre as ex repúblicas soviética temos: Azerbaijão (13 aviões), Bielorússia (41), Cazaquistão (40), Turcomenistão (24), Ucrânia (80 ou mais) e Uzbekistão (60).
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Mikoyan Mig-31
O Cazaquistão foi o único país que herdou o interceptador de 4° geração da URSS. Cerca de 30 a 33 Mig-31B fazem parte da Força Aérea do Cazaquistão.
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Sukhoi Su-22
O Su-22 é o modelo destinado a exportação do avião de ataque Su-17 que foi usado em grande escala pela URSS. O Su-17 foi aposentado logo após a queda da URSS e os Su-22 restantes mundo afora vem sendo retirados de serviço. O avião já foi numeroso entre os países do antigo Pacto de Varsóvia, mas agora só é usado pela Polônia, que ao meu ver, se adaptou muito bem a esse estranho avião. Ao todo a Força Aérea Polonesa usa 32 Su-22 hoje em dia, sendo 26 aviões de ataque e 6 treinadores.
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Sukhoi Su-24
O bombardeiro com asas de geometria variável Su-24 também ficou em algumas das ex repúblicas soviéticas, sendo que no Uzbequistão e na Bielorússia já foram retirados de serviço, porém o avião ainda é usado pelo Cazaquistão (25 aviões) e pela Ucrânia (acima), que ficou com 120 desses bombardeiros mas usa somente 25 e mantém 95 na reserva.
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Sukhoi Su-25
Su-25 georgiano armado com mísseis ar-ar R-60
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O avião de apoio aéreo Sukhoi Su-25 também é uma herança soviética deixada em vários países tanto do leste europeu como nas ex repúblicas soviéticas. Aparentemente ele não foi bem aceito pelo leste europeu, mas ainda continua ativo em grande número nos países que faziam parte da URSS.
 Diferentemente de todos aviões fabricados no leste europeu e mundo afora, o Su-25 é similar ao A-10 Thunderbolt II usado pela USAF, pois ambos são aviões extremamente robustos e blindados, desenvolvidos para resistir ao fogo anti aéreo em baixas altitudes, durante as missões de apoio às tropas terrestres. Ambos podem ser pesadamente armados, com uma variedade grande de armas.
O Su-25 é usado hoje pela Armênia (10 aviões), Azerbaijão (3), Bielorússia (76), Bulgária (23), Georgia (9), Cazaquistão (14), Turcomenistão (18), Ucrânia (46) e Uzbequistão (20).
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Sukhoi Su-27

O caça de superioridade aérea Su-27 ficou com o Uzbequistão (34 aviões), Ucrânia (42) e Cazaquistão (30). O modelo inicial do Su-27 é similar aos antigos F-15A Eagle em função, porém tanto a Ucrânia como o Cazaquistão estão aos poucos atualizando seus Su-27.
O avião acima é um Su-27UBM da Força Aérea Cazaque, modernizado pela Rússia. O Cazaquistão ainda tem uma encomenda de mais 12 novos Su-27 com a Rússia.
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Se algum desses aviões de combate é seu caça favorito, não deixe de votar na enquete do blog: Qual seu avião de combate favorito ?

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