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terça-feira, 2 de julho de 2013

Aviões de combate - Estados Unidos

O poder militar aéreo dos Estados Unidos da América é atualmente o maior do mundo, pois o país conta com mais de 2500 aeronaves de combate, sendo que dentre eles estão os bombardeiros estratégicos B-2 Spirit, B-1B Lancer e B-52 Stratofortress e os caças F-22 Raptor, que são modelos exclusivos (não comercializados) devido a alta tecnologia ou ao grande poder de destruição. A maioria dos aviões de combate norte americanos são compartilhados com outros países, principalmente hoje, quando a Rússia disponibiliza tecnologia miltar de ponta para quem der a melhor oferta.
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Desde a 2º Guerra Mundial os EUa foram os maiores vendedores de aviões de combate, sua hegemonia já esteve perto de cair na época da Guerra Fria, mas com a queda da URSS as vendas novamente aumentaram nos anos 90, agora mesmo em primeiro lugar, a venda dos caças norte americanos vem caindo diante dos novos modelos russos e os baratíssimos chineses.
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Dentre os modelos exportados estão:
F-16 Fighting Falcon
 O pequeno monomotor da General Dynamics F-16 Fighting Falcon é sem dúvidas o caça mais bem sucedido dentre todos caças de 4° geração. Com mais de 4500 unidades produzidas, o F-16 atende 26 forças aéreas ao redor do planeta.
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O avião é utilizado em grande quantidade pelos EUA (+1000 unidades) devido ao seu baixo custo e facilidade de produção, porém como se trata de um avião dos anos 70, mesmo com as constantes modernizações, a limitada e pequena fuselagem já estão no seu limite de acessórios, cabides e tanques conformais.
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Assim hoje alguns F-16 ainda possuem uma boa capacidade de combate, como os utilizados pela Força Aérea Israelense, mas em sua maioria já foram ultrapassados por modelos similares, como o sueco Gripen e o chinês J-10.
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Na USAF a introdução do novo F-35 Lightning II o F-16 vai receber sua merecida aposentadoria com um honrado histórico de combate.
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F-15 Eagle
 
O mais confiável dentre todos aviões de combate norte americanos já tem 40 anos ! Isso mesmo, o F-15 Eagle, fez seu primeiro vôo em junho de 1972, logo após os projetistas norte americanos 'terem uma idéia' de como era o interceptador soviético Mig-25, exibido pela primeira vez cinco anos antes em uma exposição aérea na URSS.
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O F-15 é um caça 100% norte americano, mas com um indiscutível e claramente visível design estilo Mig-25/31, talvez por isso tanto os F-15 e os Migs 25/31 sejam tão confiáveis para se manterem tanto tempo em serviço.
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O antes Mcdonell Douglas e agora Boeing F-15 ainda não tem previsão de ser substituído, pois nem Raptor e nem F-35 jamais serão tão confiáveis quanto essa máquina dos anos 70. Um programa em fase de aprovação visa o upgrade dos cerca de 250 F-15 norte americanos para o novo padrão semi stealth 'Silent Eagle'. Além dos EUA, o F-15 é utilizado pelos principais países aliados, como o Japão, Arábia Saudita e Israel.
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F-15E Strike Eagle 
Com o sucesso do F/A-18 Hornet, nos anos 80, a USAF também decidiu-se por utilizar uma aeronave de combate que não fosse somente um caça puro como o F-15A/C e nem um avião de ataque como o F-111F, assim montado a partir da célula básica do F-15, surgiu o F-15E Strike Eagle.
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O Strike Eagle é hoje o Top Gun dos aviões de ataque, seu desempenho e experiência em combate são inigualáveis em sua categoria. Atualmente além da USAF o F-15E é utilizado pela Coréia do Sul, Arábia Saudita e futuramente Cingapura. O F-15E também é dentre todos caças comercializados pelos EUA o mais caro, custando cerca de US$ 100.000.000,00 para a ROKAF (Força Aérea da Coréia do Sul).
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F/A-18 Hornet
 O Mcdonell Douglas F/A-18 Hornet foi sem dúvida a melhor jogada na aviação de caça moderna. O avião que foi introduzido em 1983 foi o primeiro caça com capacidade multifuncional plena da história, seu modo de missão alterna o combate aéreo a ataque ao solo ou navios. O radar Hughes AN/APG-65 pode localizar, rastrear e engajar alvos em solo e no ar simultâneamente. Hoje o F/A-18A/B/C/D é usado por 7 países além dos EUA, mas está sendo gradativamente substituído pelo F-35.
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F/A-18 E/F Super Hornet
Com o sucesso do F/A-18, a Northop agora parte da Boeing, colocou em serviço em 1999 o Super Hornet, designado de F/A-18E na versão monoplace e F/A-18F na biplace.
O avião é o mais moderno e completo caça naval existente, seu novo radar AN/APG-79 com tecnologia AESA (varredura eletrônica) é muito similar aos usados por caças de superioridade aérea como o Raptor e o Su-35S, que por sua vez são ambos baseados em terra. Já o F/A-18E/F acompanha as Forças Tarefa da US NAVY ao redor do planeta a bordo dos 11 super porta aviões que compõe a mais poderosa marinha de guerra do mundo.
A função de um Super Hornet é de garantir a sobrevivência da frota em território hostil, ao mesmo tempo que realiza ataques em solo e mantém a superioridade aérea dentro de seu raio de ação. Para isso o avião conta com uma carga de até 12 mísseis ar-ar AIM-120 AMRAAM ou 8 toneladas de bombas ou mísseis variados em 12 pontos fixos distribuídos nas asas ou pela fuselagem.
Além dos EUA o Super Hornet também é utilizado pela Austrália a partor de bases terrestres. O modelo também foi cotado como o novo FX-2 da FAB, e sem dúvida dentre os atuais pretendentes seria a melhor escolha em se tratando de desempenho e capacidades, porém como a jogada FX-2 também visa o lado político e tecnológico, é muito improvável que o mesmo venha a fazer parte da FAB.
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E/A-18G Growler
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A US NAVY necessitava de um avião de guerra eletrônica para a substituição do EA-6B Prowler, que apesar de ter uma grande capacidade de carga e autonomia de vôo, é um avião subsônico e com mais de 30 anos de serviço. Em dezembro de 2003 foi assinado o contrato do desenvolvimento de um avião baseado no F/A-18E Super Hornet otimizado para guerra eletrônica e anti radar.
Em 2009 foi introduzido em serviço ativo na US NAVY e na USAF o F/A-18G Growler, o Super Hornet de guerra eletrônica. Hoje o avião é o mais moderno e capaz dentro dessa categoria, com 96 Growler em serviço, o Pentágono tem ainda uma encomenda de mais 114 aviões desse tipo, além de mais 12 que serão produzidos para a Austrália.
AV-8B Harrier II
O Harrier II vem de uma série de aperfeiçoamentos sobre o modelo original inglês de 1969. O AV-8B tem a vantagem da capacidade de pouso e decolagem vertical, podendo operar a partir de pequenos porta aviões e navios de desembarque.
Seu único defeito é a velocidade, pois o AV-8B não consegue atingir mach 1, assim apesar de poder transportar 6 mísseis AIM-120 AMRAAM, seu desempenho de vôo fica muito abaixo dos outros aviões de combate utilizados mundo afora. O Harrier II ainda é utilizado pelos USMC, pela Marinha Italiana e pela Marinha Espanhola, mas aguarda a homologação do F-35B Lightning II para ser retirado de serviço.
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F-35 Lightning II
Hoje com 63 aviões construídos, o F-35 Lightning é a maior aposta dos EUA em relação a um avião de combate multiuso e avançado.
Ao todo já se foram gastos mais de 1,7 bilhões de dólares no desenvolvimento desse avião, que inicialmente durante sua fase de projeto em meados dos anos 2000 deveria chegar a um valor unitário de US$ 89 milhões, cerca de metade do valor unitário do F-22 Raptor, mas hoje o valor previsto de cada F-35 pode chegar a US$ 199 milhões !

 A diferença entre ambos (F-22 e F-35) está em suas capacidades, pois o F-22 é um caça completo, multifuncional e otimizado para superioridade aérea, de uso exclusivo da USAF. Já o programa F-35 prevê um caça barato, leve, multiuso e que possa ser exportado para suceder tanto o AV-8B, o F-16 e o F/A-18 Hornet.

Curiosamente além de absurdamente mais caro, sua capacidade de armas em padrão 'stealth' é menor que os seus antecessores, pois o F-35 possui apenas duas baias, cada qual com capacidade de duas armas, sendo elas mísseis ou bombas (acima um AIM-120 e uma bomba).

Sem dúvidas o projeto é avançado, mas o F-35A (acima), destinado a grande parte das exportações, além da própria USAF terá ainda um longo caminho a percorrer, pois deve em sua grande parte substituir o F-16 Fighting Falcon, que tem um excelente histórico, pode ser modernizado, tem a capacidade de carga muito maior e custa cerca de US$ 30 milhões, isto é, cerca de 1/5 do valor de um F-35A.
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Além do F-35A (caça leve multifuncional), o programa do F-35 também prevê a substituição do Harrier II, e para operar a partir de pequenos porta aviões e navios de desembarque como os atuais Wasp dos USMC, o avião tem que ter a capacidade de pouso e decolagem vertical (VTOL).
Para isso, o avião não podia ter o mesmo design do Harrier II, mas sim de um projeto soviético que já atingia mach 1,4 durante o final dos anos 80 e início dos 90. Após uma controversa negociação entre a Yakovlev e os EUA, finalmente o projeto do Yak-141 chegou em mãos americanas para o desenvolvimento do F-35B.
Ambos projetos, o Yak-141 soviético e o F-35B norte americano, tem o mesmo design, pois de 40 anos de Harrier o ocidente jamais conseguiu um projeto de caça VTOL supersônico. Além da tecnologia eletrônica mais avançada, o F-35B recebeu no lugar dos dois motores centrais (no Yakovlev) um ventilador, pois com esse o consumo de combustível é menor, já que o ventilador usa parte do torque produzido pelo motor.
O F-35B está atualmente em desenvolvimento, porém além dos USMC, Marinha Italiana e da Marinha Espanhola, o avião ainda é cotado para reequipar o porta aviões inglês Illustious que hoje só transporta helicópteros e ainda substituir o A-10A Thunderbolt II na USAF.
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Já a US NAVY ficará com o F-35C, previsto para entrar em serviço em 2019 com a função de suceder os F/A-18C/D, que somam cerca de 400 caças na US NAVY.
Seu uso será o mesmo do F/A-18C/D, como caça multifuncional naval, baseado em um super porta aviões. Para isso sua estrutura deve ser muito mais robusta para aguentar o forte impacto do pouso, seus trens de pouso devem também ser bem diferentes do original, além é claro de toda instrumentação necessária para o uso embarcado.
Curioso também é um ponto no F-35B, pois ele substituirá um avião mais rápido e com maior capacidade de armamento. Tecnicamente falando, a superioridade do F-35C está somente na sua furtividade, que deve ser muito boa mesmo...
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Beechcraft T-6 Texan II

O T-6 Texan II é o treinador básico dos pilotos norte americanos, além de ser usado também pela Grécia, Alemanha, Iraque, Israel, México, Marrocos e pelo Canadá. O avião baseia-se no Pilatus PC-9 suíço, porém recebeu algumas modificações para a formação de pilotos nos EUA.
Antes do desenvolvimento do T-6 a partir de um modelo suíço, os EUA chegaram a cotar o brasileiro Super Tucano para o treinamento de seus pilotos, porém como de praxe, os EUA além de não comprarem nosso produto, criaram um concorrente de mercado.
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Do ano 2000 até hoje os EUA já produziu 636 Texan II e nós de 1999 até hoje apenas 170 Super Tucano, e ainda assim defendemos bravamente o poderio de combate aéreo dos EUA !
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