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terça-feira, 2 de julho de 2013

Acidente com foguete russo

Hoje o foguete russo não tripulado Proton-M sofre um acidente no Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão.
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O foguete de 713 toneladas teve problema no sistema de propulsão DM-3 e perdeu o controle voltando assim para o chão.
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É bem provável que os três satélites de posicionamento global GLONASS que era transportados pelo foguete também tenham se perdido durante o acidente.
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Todos outros lançamentos foram cancelados e a área do Cosmódromo de Baikonur deve permanecer fechada para descontaminação devido ao vazamento de mais de 200 toneladas de dimetil hidrazina, combustível altamente tóxico usado pelos foguetes russos.

13 comentários:

  1. Li rapidamente e assisti ao vídeo no youtube, gosto de ver os foguetes russos subirem, o design é fantástico e soltam pouquíssima fumaça, diferentemente dos lançadores americanos. Ironicamente o próprio governo estava transmitindo ao vivo para fazer propaganda, aí o mundo todo acabou sabendo também. Não fosse assim, no máximo teríamos uma notinha de rodapé no Pravda. A notícia é triste, os foguetes russos são ótimos, mas a defasagem tecnológica parece estar cobrando o seu preço. Os anti-americanos com certeza estão falando em sabotagem, é uma pena realmente.

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  2. Olá Carlos ! É o problema foi mesmo no propulsor DM-3 de combustível líquido. Esse já é o 3° Proton-M que perdem pelo mesmo problema. A diferença entre os norte americanos e dos russos em relação à fumaça é relativo ao tipo de combustível usado. Foguetes com combustível sólido tendem a soltar mais fumaça e uma chama mais clara e amarelada; já foguetes de combustível líquido soltam muito menos fumaça e uma chama de menor luminosidade e levemente azulada.

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  3. Mas por que será que os russos optaram pelo líquido? Me parece muito mais sujeito a explosão, difícil de armazenar sem vazar, altamente inflamável e corrosivo... Bem, a diferença é gritante, mas devem ter suas razões. Os lançadores dos ônibus espaciais americanos, além de muita fumaça dos foguetes, eles borrifam centenas de toneladas de água na base de lançamento, para evitar que todo o embasamento derreta, gerando uma quantidade fabulosa de vapor d'água.

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    1. Não sei ao certo, pois a URSS vem com essa de combustível líquido desde a época do Cosmonauta Gagarin. Todos os foguetes e mísseis da era Korolev são de combustível líquido. Realmente o perigo é maior em relação a vazamentos, pois como ocorreu no Kursk. O combustível líquido a base de hidrazina entrou em contato com a água do mar e detonou o Skhval dentro do tubo de lançamento. Pelo que já li, a hidrazina em contato com a água do mar gera um gás que explode por efeito diesel. Em vôos espaciais o combustível líquido até apresenta algumas vantagens, como por exemplo a queima controlada, que é impossível em foguetes com combustível sólido. No total de perdas no fim das contas, os foguetes espaciais russos tem uma menor taxa de perda que os norte americanos, que dominam a tecnologia do combustível sólido.

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  4. Acredito que o líquido gere um impulso maior, essa deve ser a vantagem, os foguetes russos são esbeltos, geralmente finos e pontudos, os americanos são robustos, grandes e pesadões. Ao contrário da aeronáutica em que os aviões ocidentais são pequeninos e os russos trambolhões enormes, vc viu o Sukhoi Su-35 na apresentação em Le Bourget? É gigantesco!!!! O Rafale parece um filhotinho de baleia perto dele.

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  5. Os foguetes norte americanos atuais, como o Delta, Atlas e Minotaur tem o mesmo aspecto e peso dos russos, a única diferença mais visível é mesmo a fumaça e clarão produzida pela queima do combustível sólido. Eu acho que sobre os aviões, tudo tem suas categorias, como nas lutas de boxe ou MMA, onde os lutadores são selecionados por categoria devido a seu peso. Não vi o Rafale e o Su-35 juntos, vi uma foto do Su-35 com um Extra 300 (ou 330). Mas como disse sobre as lutas de MMA e boxe, não concordo colocar o Rafale em mesma categoria de um Su-35, acho que o Su-35 estaria em mesma categoria que um F-15C ou Raptor. O Rafale para um F/A-18 ou Mig-29SMT.

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  6. Pelo que eu sei o Delta é movido por combustível líquido - querosene e oxigênio- no propulsor principal e sólido nos propulsores auxiliares, portanto, é por isso que se assemelha aos russos no perfil afilado. O Atlas também é impulsionado a combustível líquido, então você só me deu razão nos seus exemplos... Quanto às categorias, vc está enganado, as categorias no boxe são por pesagem, em aeronáutica não é por peso, o Rafale é leve mas é multi-role ou multifunção, é um caça tudo em um, portanto, devia ser enoooorme, mas a realidade é outra, avanços tecnológicos permitiram construir um avião pequeno, mas não é o que vemos na realidade russa. De fato, apesar de gostar imensamente dos aviões russos, a defasagem tecnológica é grande em relação aos ocidentais, o que faz com que seus produtos sejam monstruosos. Tome o caso da Índia, que possui 200 SU-30 e vai comprar mais 100 SU-35, então por que ela está brigando tanto para ter o Rafale????? Eu mesmo respondo: Os aviões russos são tremendamente resistentes, são pau para toda obra, mas para garantir superioridade aérea não adiantam pra nada, os aviões ocidentais estão muito à frente, os Rafale serão a garantia desta superioridade, e eu nem gosto dele, acho o F-18 (também multi-role) melhor, se os aviões russos fossem isso tudo que a propaganda apregoa, a Índia não precisaria de mais.

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    1. Eu não entendo realmente de foguetes, já vi umas fotos do lançamento de um Delta, que parecia mesmo ser de combustível líquido... o Atlas é mais recente, achei que fosse sólido pois não pesquisei na net sobre isso.

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  7. Dei uma pesquisada no Minotaur, ele usa combustível sólido, pelo menos no motor principal M55A1 -> Thiokol solid rocket engine,mas não se assemelha aos russos, o modelo Minotaur 1 tem a cintura delgada e a ponta e a base mais grossas, e gera uma quantidade imensa de fumaça, conforme já havíamos notado. A versão 4 parece um cilindro, é quase que reto, mas com um diâmetro grande, ou seja, bem grosso, assemelha-se aos ICBMs (Polaris, Minuteman e Trident). Na verdade, acredito que o Minotaur seja derivado deles.

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  8. Quanto ao Su-35 vs Rafale, continuo e continuarei a crer que o Rafale é um avião de categoria diferente. Só citando como exemplo, o Su-30 indiano está mais para um F-15E Strike Eagle, ou seja, mesma função, mesmas capacidades e mesmo peso... O Su-35 entraria na Índia como um avião de superioridade aérea, ou seja, como o Raptor é agora nos EUA e o F-15C foi antes dele, ou seja, sendo redundante, mesma categoria, mesma capacidade e mesmo peso. Já o Rafale entrou em uma concorrência para um caça médio, ou seja, novamente sendo redundante, mesma categoria, mesmas capacidades e mesmo peso... daí vem a designação MRCA ou seja "MEDIUM multi-role combat aircraft". Se é para comparar o Rafale, que seja comparado com um Mig-35, não com o Su-35.

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    1. Se o Rafale fosse monomotor eu também classificaria diferente, como o F-16, mas é bimotor, multi-role, o fato é que as pessoas minimizam sua categoria porque ele é pequenino, isso traduz todas as conclusões erradas que fazem a seu respeito. As asas do Rafale devem ser do tamanho dos lemes do SU-35, eu acho engraçado, fazer o quê...

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  9. Quanto a defasagem tecnológica dos caças russos para os ocidentais, sem dúvida existe sim, na área eletrônica, não tenha dúvidas. Porém recentemente a Rússia atingiu um patamar de desenvolvimento eletrônico similar ao ocidental, ainda falta muito para conseguirem o mesmo nível, mas estão realmente correndo atrás. Em termos gerais, vejo que essa tecnologia eletrônica defasada é suplantada pela tecnologia em engenharia, metalurgia, química, etc... dentre outras que a Rússia domina tão bem ou até melhor que o ocidente, pois se não dominassem estariam hoje ao nível de Brasil, ou seja, comprando tudo de fora.

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  10. Não vou discutir isso, quando estudava engenharia nuclear 99% dos livros eram americanos, mas eu tinha 1 (UM) que era russo, excelente por sinal, e um indiano, que são excelentes físicos e matemáticos. A superioridade ocidental, creio eu, se baseia na liberdade que o capitalismo sempre garantiu, os americanos produzem farto material acadêmico e está tudo disponível na internet (menos os secretos, é óbvio, mas o básico qualquer um tem alcance), e, pelo fato de que são muitos os países ocidentais adiantados, a Rússia tem que competir não somente contra os EUA, mas também Inglaterra, Alemanha, França, Suécia, Países Baixos e etc... Daí, creio eu, a defasagem tecnológica, são muitos contra um, competir contra as maiores multinacionais do mundo ocidental não é brincadeira, mesmo assim a Rússia não tem do que se envergonhar, produz tudo de parafusos de titânio a reatores nucleares e mísseis ICBMs, apenas não conseguem atingir o mesmo nível. O F-22 3 F-35 estão longe de serem superados, e olha que o Raptor já está voando há mais de 10 anos (!!!) sem NENHUM concorrente russo. Em aviônicos avançados, ninguém pode competir com o ocidente, ainda. A Rússia também não consegue fazer porta-aviões nucleares classe Nimitz, isso é fato, nunca fizeram e nunca farão. Recentemente compraram o Mistral, o que prova a defasagem tecnológica até na engenharia naval. Fora que estão cotando fuzis austríacos e veículos alemães para o exército vermelho. Bem, o Brasil não está no páreo, e não estará nos próximos 50 anos, por diversos motivos, que não cabe aqui explicar, até porque todo mundo sabe...

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