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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Yakovlev Yak-130 pintado para a Maks 2013

 O novo treinador avançado russo está sendo pintado num padrão 'red wings' para a Maks 2013 prevista para o final de agosto próximo.
 O Yak-130 que fez seu primeiro vôo em 1996, durante a crise financeira na Rússia pós URSS, ficou um bom tempo em fase de testes e adaptações até que finalmente foi introduzido na VVS (Força Aérea Russa) em 2010.
O avião que já foi apresentado ao publico nas cores mais variadas agora recebe um padrão comemorativo para ser exibido na Maks 2013.
Hoje o Yak-130 é uma das grandes apostas russas para seu fortalecimento econômico. O avião custa cerca de US$ 15 milhões e já possui cinco países interessados além dos 16 já entregues à Argélia.
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Mais sobre o Yak-130 em:

Mais fotos do dia da marinha (28/07)





segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aviões de combate - China (PLAAF)

O poderio aéreo chinês hoje é o terceiro mais poderoso do mundo, em quantidade de aeronaves e poder de fogo, já que o país possui mais aviões de combate que a Rússia e bombardeiros estratégicos Xian H-6 que podem transportar mísseis cruzadores. O efetivo total de aeronaves militares da PLAAF (People Libertation Army Air Force) ultrapassa 3000 unidades, desses cerca de 1500 são aviões de combate e ataque, e 120 são bombardeiros estratégicos.
 O governo chinês mantém algumas aeronaves exclusivas, como o avião tanque H-6 e os interceptadores F-8 (foto acima). A maioria dos modelos atuais são exportados e o programa de desenvolvimento aerospacial militar chinês é incentivado pela grande demanda.
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A filosofia do governo chinês foi manter a maior quantidade de aviões em serviço durante o embargo militar que durou até 2005, assim a maioria dos caças chineses são modelos antigos e ultrapassados, sendo que dos 1500 aviões de combate, cerca de apenas 1/3 são modelos de 4º geração, a Rússia possui somente aviões de combate de 4° geração e os EUA de 4° e 5° geração.
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É fato que breve a Rússia ficará para trás em relação à China na quantidade de aviões de combate em serviço, num futuro quem sabe até os EUA...
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Nanchang  CJ-6
O treinador básico CJ-6 foi introduzido na PLAAF em 1960, ao todo foram produzidas mais de 2.000 unidades. O CJ-6 faz o mesmo papel do T-25 Universal, do Yakovlev Yak-52 ou até mesmo do T-6 Texan II usado pela USAF. Definitivamente ele não é um avião de combate, mas possui duas metralhadoras 7,62mm e pode ser armado com bombas e lançadores de foguete montados nas asas.
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Chengdu JJ-5
O JJ-5 é um avião de treinamento baseado no Mig-17 soviético. O JJ-5 foi fabricado na China até 1986 e cerca de 30 ainda continuam em serviço. Apesar de também não ser um avião de combate, quis citá-lo pois é armado com um canhão de 23mm.
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Shenyang J-6/F-6
O caça J-6/F-6 é uma cópia exata do primeiro caça supersônico soviético, o Mig-19. A PLAAF provavelmente já retirou todos J-6/F-6 da linha de frente, mas o avião ainda é usado por Mianmar e pela Coréia do Norte. O J-6/F-6 atinge 1.540 km/h, tem três canhões de 30mm e pode ser armado com bombas, lançadores de foguetes e até mísseis ar-ar guiados por (IR) infra vermelho.
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Nanchang Q-5
O avião de ataque Q-5 também é um derivado do Mig-19, pois compartilha a mesma fuselagem e asas, assim como deriva e profundores. A diferença do Q-5 para o J-6/F-6, que é idêntico ao Mig-19, está nas tomadas de ar lateral e no nariz, totalmente modificado para receber um radar. O avião é armado com dois canhões de 23mm e pode transportar bombas, foguetes e até mísseis ar-ar guiados por IR (infra vermelho). A China tem hoje em torno de 160 Q-5s em serviço.
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Chengdu J-7/F-7
O J-7 versão de uso da PLAAF ou F-7 para exportação, são aviões muito similares aos primeiros Mig-21, pois entre 1950 e 1960 houve uma certa cooperação dentre China e URSS para o desenvolvimento do caça Mig-21. O J-7/F-7 foi o caça mais produzido na China, chegando a 2.400 unidades. Sua produção se iniciou em 1970 e cessou esse ano, contando hoje com 12 países usuários além da China, que é seu maior usuário com 424 unidades. O avião é capaz de atingir mach 2, tem um alcance de 2.000 km e pode transportar uma grande variedade de armas táticas, como mísseis guiados por radar, mísseis guiados por IR, foguetes e bombas, além é claro de seus dois canhões fixos de 30mm.
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Guizhou JL-9
 O JL-9 é um treinador supersônico avançado derivado do caça J-7, o avião fez seu primeiro vôo em 2003, mas ao que parece o avião não teve muita aceitação. Até hoje poucas unidades foram produzidas, talvez menos de 15, das quais duas estão com a PLAAF e 12 com a aviação naval. O JL-9 pode transportar uma série de armas, incluindo mísseis ar-ar, mísseis ar-superfície e bombas.
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JF-17 Thunder/FC-1 Xiaolong

O CAC/PAC JF-17 ou FC-1 Xiaolong é um caça multifunção leve de 4° geração desenvolvido em conjunto com o Paquistão. As empresas CAC (Chengdu Aircraft Corporation) e PAC (Pakistan Aeronautical Complex) se uniram para desenvolver um caça para suceder tanto os Mirage III e 5 usados pelo Paquistão como os F-7/J-7 usados por ambos (China e Paquistão).

O JF-17 possui um design bem avançando, lembrando um F-16 com tomadas de ar do F-35, mas o projeto é exclusivo e sem bases anteriores. Ao todo cerca de 100 aviões já foram produzidos para o Paquistão e quatro estão em testes na China. O JF-17 fez seu primeiro vôo em 2003 e entrou operacional em 2007.

Com um custo aproximado de 15 a 20 milhões de dólares, o JF-17 já despertou grande interesse em vários países, como Argentina, Egito, Zimbábue, Nigéria, Azerbaijão, Bangladesh, Sudão, Irã, Mianmar, Argélia, Líbano, Marrocos, Sri Lanka, Uruguai e Malásia. O novo multifunção avançado sino paquistanês vem com tudo e certamente vai preencher a vaga dos Mirage III (5/50), IAI Kfir (Dagger/Nesher), Mig-21 e F-7/J-7. Bem provavelmente em breve será o avião de combate mais usado no mundo.
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Hongdu JL-8/ K-8 Karakorum
O JL-8 é o treinador padrão subsônico das Forças Armadas Chinesas, é provável que cerca de 200 unidades estejam em serviço na aviação naval e na PLAAF. O avião fez seu primeiro vôo em 1990 e foi introduzido em serviço em 1994, com um total de mais de 500 aeronaves produzidas. Hoje o JL-8 está em serviço em 12 países além da China.
 Assim como utilizamos por um bom tempo o Xavante, similar ao JL-8, muitos países o utilizam como aeronave de ataque, já que o mesmo pode ser equipado com um canhão de 23mm e 1.000 kg de armas variadas em quatro cabides nas asas.
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Hongdu L-15 Falcon
 O Hongdu L-15 Falcon é um treinador avançado supersônico que provavelmente concorre com o JL-9. Com seu primeiro vôo realizado em 2006 o JL-15 é um avião totalmente novo, se comparado ao JL-9 que é derivado indiretamente do Mig-21. Menos de 15 unidades foram construídas até agora, pois provavelmente os militares chineses ainda estão na decisão de produzir um treinador avançado já conhecido ou tentar um avião com design totalmente novo.
O L-15 Falcon tem um design realmente avançado, lembrando um pouco o Yakovlev Yak-130. Curiosamente seus motores não são chineses e sim ucranianos, produzidos pela Yvchenko, que fabrica motores desde a época da URSS. Notícias recentes dizem que a Zâmbia já encomendou seis desses aviões. Assim como o LJ-9, o L-15 pode ser equipado com canhão, mísseis e bombas.
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Shenyang J-8
O J-8 é um interceptador de mach 2.2 usado pela China desde 1980. Ao todo cerca de 230 das 390 unidades construídas ainda estão em serviço na aviação naval e na PLAAF. O J-8 é um avião baseado no Sukhoi Su-15 dos anos 70, que foi produzido em massa na URSS. Sendo um avião de combate de 3° geração, o J-8 transporta somente quatro mísseis, não possui canhão e apresenta um desempenho bem medíocre se comparado a outros similares em função da mesma época.
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Xian JH-7
O Xian JH-7 é um grande bombardeiro supersônico usado tanto pela aviação naval como pela PLAAF. Seu primeiro vôo foi em 1988, com as primeiras unidades de testes entregues em 1992, porém devido a uma série de falhas no projeto e várias mortes de pilotos em acidentes, o avião só foi introduzido na PLAAF após 12 anos de modificações em 2004.
Ao todo foram construídos 114 JH-7, dois quais 107 estão em serviço, 35 na aviação naval e 72 na PLAAF. Não se sabe ao certo se o JH-7 ainda é construído, pois o modelo de "bombardeiro supersônico tático" foi abolido com a introdução de novos e grandes caças multifuncionais, que substituem facilmente qualquer grande bombardeiro tático indefeso, como o JH-7.
Em função geral, o JH-7 possui como similares Panavia Tornado IDS e o Sukhoi Su-24, porém o JH-7 tem uma diferença de mais de 10 anos para o avião europeu e o russo, assim o JH-7 não possui asas de geometria variável. O bombardeiro tem 22,30 metros de comprimento, peso máximo de decolagem de 29 toneladas, velocidade de mach 1.75 e alcance de 3.700 km. Sua carga máxima é de 9 toneladas, que incluem bombas guiadas, mísseis ar-ar, ar-superfície, mísseis cruzadores e foguetes.
Curiosamente o JH-7 possui um radar multimodo, o que lhe permite também a localização e rastreamento de alvos aéreos, porém o avião com deriva simples e baixa velocidade, definitivamente não é adversário para nenhum caça. Diferentemente do Su-34 russo, o JH-7 só utiliza mísseis ar-ar de curto alcance, até cerca de 25 km.
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Chengdu J-10
Querendo ou não, o J-10 é um avião muito similar em capacidades ao Lochkeed Martin F-16, ao Saab JAS 39 Gripen e ao Mirage 2000. Apesar de ser um avião mais barato que seus similares ocidentais, o caça de 4° geração J-10 veio com tudo para substituir os antigos modelos de 2° e 3° geração usados pelas forças armadas chinesas.
O avião possui somente um motor que possibilita uma produção em um tempo menor que os caças bimotores. Inicialmente o J-10 recebeu o motor russo Lyulka Saturn AF-31FN mas as versões atuais já voam com o motor chinês Taihang WS-10A. Ao todo já foram produzidos mais de 220 caças J-10 desde 2002 e sua produção ainda continua em larga escala.
Comentários não oficiais dizem que a China testa atualmente o J-10B, uma versão atualizada que usa materiais capazes de absorver ondas de radar, assim como os aviões de 5° geração usados pela USAF. Até hoje somente as forças armadas chinesas usam o J-10, mas o Paquistão também receberá o avião entre 2015 a 2020, além de uma versão de exportação que também está em fase de projeto.
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Xian H-6
O Xian H-6 é o único bombardeiro estratégico usado pela China, que por sua vez faz parte do seleto grupo de países a operar atualmente aviões ofensivos estratégicos (EUA, Rússia e China). O Xian H-6 é uma cópia do Tupolev Tu-16 aposentado pela Rússia logo após a queda da URSS.
Apesar de ser um avião subsônico, o H-6 assim como o B-52H da USAF e o Tu-95MS pode transportar mísseis cruzadores de longo alcance, ficando assim longe de mísseis anti aéreos e caças adversários. O alcance do Xian H-6 gira em torno de 6.000 km, porém de reabastecido em vôo ele pode voar a uma distância pelo menos 40% superior a isso.
Hoje as forças armadas chinesas usam cerca de 120 a 135 bombardeiros H-6, além de 10 aviões HY-6 adaptados para reabastecimento em vôo. Das 180 unidades produzidas desde os anos 60, muitas versões foram produzidas e utilizadas inclusive pelo Iraque e pelo Egito. A maioria dos modelos usados hoje pela China receberam uma série de inovações e atualizações em relação ao projeto inicial.
Recentemente apareceram pela net imagens de um H-6 totalmente modificado, com um nariz totalmente diferente. O avião chamado de H-6K fez seu primeiro vôo em 2007 e de acordo com fontes não oficiais o bombardeiro recebeu uma série de avanços tecnológicos em relação a seu antecessor.
Dentre as atualizações, o H-6K utiliza motores russos NPO Saturn D-30KP-2, aumento da capacidade de combustível interna, levando seu alcance a mais de 7.000 km e a colocação de seis pontos fixos nas asas para transportar novos mísseis cruzadores de longo alcance. Muitos ainda dizem que o H-6K recebeu até materiais que absorventes de ondas de radar em sua fuselagem. Contudo em 2009 a China anunciou oficialmente que o H-6K é um bombardeiro estratégico eficaz e já faz parte da PLAAF.
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Sukhoi Su-27/J-11
 
Em 1995 o governo russo em crise financeira tomou uma decisão inusitada em repassar a tecnologia de um caça de grande porte à China. O contrato assinado por ambas nações no valor de US$ 2,5 bilhões previa que 200 caças Su-27SK (versão de exportação) fossem produzidas na China com "kits" fornecidos pela Rússia. Nesses "kits" estariam incluídos além de peças, todos aviônicos e aparelhagem eletrônica, motores e o radar.
 A versão chinesa do Sukhoi Su-27 recebeu o nome de Shenyang J-11 e foi introduzida em serviço na PLAAF em 1998. O Su-27SK assim como o J-11 (J-11A) são caças puros, ou seja, destinados somente à interceptação ou combate aéreo.

 No entanto, em 2004 a produção do J-11 (J-11A) cessou repentinamente, dando início a produção de um novo avião, o J-11B, que já não necessitava mais dos "kits" russos, tendo seus motores, aviônicos e radar construídos com tecnologia chinesa.

  De acordo com autoridades do governo chinês, o caça puro Su-27SK não era mais útil para a China, que necessitava de um caça multifuncional, assim como a Rússia com o Su-27SM e os EUA com o F-15E. Com isso a China fabrica hoje o J-11B, especificado por autoridades chinesas como um avião 90% chinês, como motores, aviônicos e radar de fabricação própria, usando apenas alguns componentes russos.

Até agora foram produzidos cerca de 40 J-11B (acima), mas possívelmente sejam produzidos em quantidades muito maiores. A PLAAF supostamente ainda tem uma encomenda de 70 J-11B, porém em se tratando de China, nada é previsível.

Em 2007 a China apresentou o J-11BS (acima), a versão biplace, de treinamento, combate e ataque, assim como o Su-27UBM usado pela Rússia.

No total as forças armadas chinesas usam hoje cerca de 165 aviões J-11, J-11A, J-11B, J-11BH (aviação naval) e J-11BS.
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Shenyang J-15

Em meados de 2001, a China adquiriu um protótipo ainda inacabado de um Su-33 da Ucrânia. O Avião do tipo T-10K-3, designação de protótipo pela Sukhoi, foi extensivamente estudado e copiado durante 8 anos, e em 2009 realizou seu primeiro vôo.
O avião é um caça multifuncional de asa fixa embarcado, assim como é hoje o Rafale M, o Mig-29K e o F/A-18E/F. Mesmo sendo desenvolvido a partir do caça puro Sukhoi Su-33, o J-15 possui um radar multimodo que lhe permite a capacidade de destruição tanto de alvos aéreos como navios e alvos em terra.

O J-15 será o caça multifunção a ser usado no porta aviões Liaoning, ex-Varyag, que é o casco irmão do porta aviões russo Admiral Kuznetsov. O Varyag teve sua construção interrompida com o fim da URSS já que estava sendo construído em um estaleiro na Ucrânia.
Apesar da negociação não ter envolvido a Rússia, essa se mantém repreensiva em relação ao uso de um porta aviões de mesma classe e aviões similares aos seus, porém como a negociação foi realizada com a Ucrânia, os russos nada podem fazer a respeito.

O J-15 ainda está em fase de testes a bordo do Lianonig, seus pilotos são treinados para adquirir prática na realização do mais complicado pouso existente, o de um caça, com mais de 20 toneladas, em 250 metros de pista balançando no meio do mar.
Com muito o que aprender sobre aviação naval embarcada, a China já recebeu ajuda até da Marinha do Brasil, que possui um know how muito maior nesse sentido, contudo mais especificações tanto quanto ao porta aviões Liaoning e ao caça embarcado J-15 é mera especulação.
É sabido porém que uma embarcação desse porte, com modernos caças multifuncionais altera totalmente o equilíbrio militar na Ásia, incomodando não só seus vizinhos como Japão e Rússia, mas até os EUA.
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Sukhoi Su-30/J-16
No ano de 1996 a China assinou um contrato para adquirir 38 dos caças multifuncionais russos Sukhoi Su-30. Uma versão foi especialmente desenvolvida para a China, o Su-30MKK, que foi introduzido na PLAAF no ano 2000. Em 2001 houve um aditivo ao contrato para mais 38 Su-30MKK e em 2003, novamente outro aditivo para mais 24 Su-30MK2 especialmente desenvolvidos para a aviação naval.
O Su-30MKK é muito similar em desempenho ao Su-30MKI, porém engloba tecnologias mais avançadas como o uso de materiais compostos com a intenção de minimizar o peso, aumentar a capacidade de combustível e alcance.
O Su-30MKK pode usar qualquer arma russa transportada pelo Su-30SM de uso exclusivo da Rússia, além das mais variadas armas de fabricação chinesa. O avião pode ser equipado também com armas anti radar, assim como o Su-24MR russo e o F/A-18G Growler.
Após o recebimento do Su-30MK2 naval (acima), a China desenvolveu por debaixo dos panos um caça similar, o Shenyang J-16, que ao que tudo indica é uma cópia 100% chinesa do Su-30MKK.
Em julho do ano passado algumas fotos do J-16 foram publicadas pela net, mostrando sua enorme semelhança ao modelo russo, porém até agora a Rússia ainda não se manifestou com o caso, como ocorreu no passado com o J-15.
Fontes chinesas relatam que o J-16 recebeu novos motores, que lhe permite uma maior economia de combustível, materiais compostos para a absorção de ondas de radar e um novo radar multimodo chinês, com alcance de 450 km e que pode rastrear um alvo de 0,1m² a uma distância de 250 km, contudo essas informações ainda são questionáveis. Sites chineses citam também que o J-16 é um caça de 4,5° geração, assim como o Su-35S russo.
O fato é que o J-16 já está voando e introduzido na PLAAF, colocando assim mais um concorrente ao tradicional multifunção norte americano F-15 Strike Eagle.
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Futuro
Em 2011 a China chocou o mundo com o primeiro vôo de um caça de 5° geração, o Chengdu J-20. Apesar da série de imagens espalhadas pela net, tudo o que é comentado sobre o J-20 de grande porte, assim como o J-31 de médio porte é mera especulação, pois o governo chinês mantém a sete chaves quaisquer dados ou informações oficiais sobre esses aviões.
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Chengdu J-20
 
O J-20 tem aproximadamente 20 metros de comprimento e 13 de envergadura, o que lhe coloca na categoria de caça pesado, assim como o Raptor norte americano e o T-50 russo, assim quando entrar em serviço deverá ser usado para missões de longo alcance.
Seu design lembra um pouco o protótipo russo Mig 1.44 que voou no ano 2000 e em seguida foi cancelado.  Não é possível saber até quanto, ou se realmente o J-20 foi inspirado do Mig 1.44, o único fato que realmente é possível afirmar é que o J-20 é realmente um caça de 5° geração, não como a piada iraniana Qaher F-313, e que daqui a alguns anos certamente estará voando na PLAAF
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Shenyang J-31
Um suposto protótipo do avião de combate médio de 5° geração chinês começou a circular pela net em setembro de 2011, porém o avião só foi mesmo visto por completo no ano seguinte, em 2012. Em seguida uma série de imagens e vídeos do avião foi divulgada pela net, porém a China não divulga nenhuma informação oficial sobre o J-31.
O J-31 tem cerca de 17 metros de comprimento por 11,5 de envergadura, o que lhe coloca sendo um caça médio, assim como o F-35 norte americano. Provavelmente ele será um futuro similar ao modelo ocidental. Muitos especialistas até já antecipam a concorrência de vendas entre os dois aviões, já que a Rússia não trabalha ainda em seu multifuncional médio avançado de 5º geração (LMFS).
O protótipo do J-31 usa motores russos Klimo RD-93 mas poderá ser substituído se entrar em produção por um motor chinês similar. No geral o J-31 se assemelha aos dois caças norte americanos de 5° geração, o F-35 e o F-22. Especialistas e militares norte americanos até chegaram a comentar que alguns dados do projeto F-35 poderiam terem sidos roubados pela China, mas até agora tudo que se comenta sobre esse avião é especulação.
Também alguns comparam ambos protótipos chineses de 5° geração com a proposta norte americana de concorrência criada em 1990 para um caça stealth avançado, onde o YF-22, protótipo do Raptor concorreu com um outro avião similar, o YF-23 que acabou perdendo e assim o Raptor foi escolhido para a produção.
Ainda é cedo para se tirar conclusões tanto do J-20 como do mais recente J-31, mas países asiáticos, como o Japão e a Coréia do Sul, já demonstram um grande incômodo causado pelo J-31, pois se supostamente for como o F-35, poderá ser produzido em grandes quantidades no futuro.
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Enfim, como conclusões finais, só o tempo mesmo poderá dizer o futuro da aviação de combate chinesa.
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