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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Super Camera na Rússia - Vale a pena assistir !!!

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Mais sobre o Vladivostok (Mistral Class LHD)

 A França possui hoje três navios da Classe Mistral, sendo eles o Mistral, o Tonerre e o Dixmude, a Rússia pretende além do Vladivostok a construção de mais três navios da Classe Mistral.
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Em comparação a Classe Wasp utilizada atualmente pelo USMC, o Mistral é bem pequeno. Sua capacidade de carga é de 900 fuzileiros, cerca de 70 veículos incluindo 13 MBT (main battle tank) e 16 helicópteros. Além disso ele também possui uma seção hospitalar com 69 leitos.
Os LHD Mistral possuem um sistema de propulsor de azimute (como o da imagem acima), que pode ser movido para qualquer direção facilitando muito a manobra do navio durante as operações de desembarque. O propulsor utilizado nos navios franceses é fabricado pela Rolls Royce, porém além das divergências políticas entre Inglaterra e Rússia, estudos mostraram que o sistema de propulsão inglesa pode não ser adaptado ao clima frio com muito gelo na água, característico dos mares russos. Assim a parte da popa do Vladivostok está em construção no Estaleiro Admiralty em St. Petersburg na Rússia.
 Acima o detalhe da parte construída na Rússia em vermelho. 
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O programa "Mistral para Rússia" tem como meta a construção de dois navios em conjunto e mais dois futuramente 100% russos, ou seja fabricados na Rússia porém sob licença da França.
No detalhe acima é possível ver que a área dos hangares, armazém de munições, veículos e propulsão é a 'parte russa' do Vladivostok, já que esses serão totalmente diferentes dos franceses usados pela Classe Mistral atual.
 A popa do Vladivostok ontem (26/06/13) durante as comemorações que precederam o lançamento oficial do navio no mar.
 A doca traseira permanece fechada.
 Por essa doca, o Mistral/Vladivostok poderá desembarcar veículos anfíbios além de MBTs em hovercrafts, como faz os norte americanos Wasp com seus LCAC.
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Abaixo segue a sequencia de imagens do lançamento oficial do Vladivostok no mar:
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Veja mais sobre o assunto em:

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mistral para a Rússia

 Em fase inicial de produção, as primeiras imagens do Vladivostok, o navio de desembarque da Classe Mistral (LHD - landing helicopter dock), construído na França.
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A venda de dois navios da Classe LHD Mistral à Rússia é a 1° venda de equipamento militar ofensivo de um país da Otan à Rússia. O assunto foi discutido veementemente pela OTAN e principalmente pelos EUA, que condenaram a compra, porém mesmo assim em 2011 foi assinado o contrato da compra inicial de dois navios com transferência de tecnologia.
 Tecnicamente a transferência de tecnologia não será total, pois os propulsores da Rolls Royce que equipam o LHD Mistral não teriam grande utilidade em mares gelados como os que operam a Frota Russa. Assim parte da construção será realizada na França e o término será realizado no Estaleiro Admiralty e m St. Petersburg na Rússia.
 O Mistral é um navio de 199 metros de comprimento com um deslocamento máximo de 21.300 toneladas a plena carga. Sua capacidade de transporte é de 16 helicópteros, 450 soldados e 70 veículos (ou 13 MBTs). Ainda é um navio pequeno se comparado aos monstruosos LDHs da Classe Wasp da USMC, porém muito maiores que o inativo Mitrofan Moskalenko da Frota Russa:
 O Mitrofan Moskalenko (acima) é o último dos grandes navios de desembarque produzidos pela URSS. Mesmo sendo comissionado em 1990, o navio apresentou problemas de navegabilidade devido ao grande peso da super estrutura e portanto teve pouquíssimo uso. Um estudo mais recente da Marinha Russa confirmou que seria gasto o equivalente a produzir um novo navio com as vrebas necessárias para sua modernização, assim o Mitrofan Moskalento está inativo e prestes a ser descomissionado para virar sucata.
 O problema do Mitrofan Moskalenko também era sua capacidade de transportar apenas 4 helicópteros, do modelo Kamov Ka-29 (ao fundo na imagem acima). O LHD Vladivostok será equipado tanto com o Ka-29 de ataque, como o Ka-52 de apoio aéreo.
 O Ka-52 acima pousa no LHD Mistral em sua visita a St. Petersburg na Rússia em 2010.
 Hoje o helicóptero de apoio aéreo Kamov Ka-52 é um dos mais avançados do mundo. A máquina é equipada com todos sensores possíveis de localização de alvos, visão noturna, vôo em quaisquer condições atmosféricas além de uma gama de armas táticas, incluindo mísseis Igla para combate aéreo.
 Contudo o Ka-52 não foi desenvolvido para ataque naval e sim para o apoio de tropas em terra. Desde sua introdução em serviço, em 1987, o Ka-29 é o helicóptero padrão de ataque da Marinha Russa.
 Acima o Ka-29 sendo testado a bordo do LHD Mistral durante a visita a St. Petersburg na Rússia.
 O projeto do LHD Vladivostok prevê a utilização de 8 helicópteros Ka-52 de apoio aéreo, 4 Ka-29 de ataque naval e 4 Ka-27 de busca e salvamento ou anti submarino (foto acima).
 De acordo com a filosofia russa de economia e 'aproveitar o que tem', é bem provável que o Ka-31 AEW (acima) também seja equipado a bordo do LHD Vladivostok. O Ka-31 ainda é limitado com somente duas horas e meia de patrulha, porém o pequeno helicóptero pode fornecer varredura completa de uma área de 125.500 km² ao redor do navio, monitorar até 40 alvos (aéreos ou de superfície) e orientar até 16 aeronaves.
Acima a concepção artística do LHD Vladivostok feita pelo estaleiro francês DCNS que atualmente é o construtor dos navios da Classe Mistral.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os aviões mais estranhos do mundo - V Bombers


Acima os V-Bombers em vôo...
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Handley Page Victor (V-Bomber)
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Sem dúvida os mais estranhos porém interessantes aviões da guerra fria foram os três 'bombardeiros V' ou 'V-Bombers' ingleses, construídos entre os anos 50 e 60.
Dentre eles o mais notório foi o Avro Vulcan (acima) devido ao incidente de 1982 quando durante a Guerra das Malvinas, um Vulcan da RAF (Royal Air Force) realizou um pouso de emergência no aeroporto do Galeão RJ.
Nessa época, o Vulcan era novidade para nós brasileiros, porém o V-Bomber era utilizado pela RAF já a 26 anos e caminhava para sua aposentadoria, que veio dois anos após o conflito no cone sul. O Vulcan foi substituido em função na RAF pelo avião de ataque supersônico Panavia Tornado IDS, que hoje está sendo também substituído pelo Eurofighter Typhoon.
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Os V-Bombers
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O conceito dos V-Bombers surgiu no início dos anos 50, quando os inúmeros B-47 Stratojet da USAF faziam frente aos simples e eficazes Tu-16 da Força Aérea Soviética.
 Ao todo foram produzidos  2032 Boeing B-47 (acima), bombardeiros estratégicos com 6 motores e capacidade de transporte de até 11 toneladas de bombas. O B-47 tinha uma velocidade máxima de 977 km/h e alcance de 6.500 km.
O Tupolev Tu-16 (acima) como todo armamento soviético tinha de ser simples e barato, confiável e de rápida produção, para fazer frente em qualidade e número à poderosa USAF. Com somente dois motores, mas um formato mais esguio, o Tu-16 chegava a uma velocidade de até 1.050 km/h, com 9 toneladas de bombas. 
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Curiosamente a RAF optou não por um modelo padrão como fizeram os EUA e a URSS, mas sim por três modelos distintos, construídos por três diferentes fabricantes/projetistas:
Vickers Valiant
De design mais convencional, o quadrimotor Vickers Valiant era de todos os V-Bombers o de mais modesto desempenho. Com uma carga de 4.500 kg de bombas, o Valiant podia atingir uma velocidade de até 913 km/h. O modelo serviu a RAF até 1968, quando foi aposentado em favor de seus 'novos irmãos' Victor e Vulcan com melhor desempenho:
Handley Page Victor
 Dos V-Bombers o Victor foi o maior e mais pesado, com desempenho e capacidade de carga similar aos grandes B-52 Stratofortress e Tupolev Tu-95. O Victor serviu a RAF por 16 anos como bombardeiro, porém foi utilizado até 1996 como avião tanque.
 O Victor tinha a capacidade de carga de 15.750 kg de bombas, alcance de 9.600 km e velocidade máxima de 1.009 km/h, desempenho além que o Xian H-6, atual bombardeiro estratégico chinês.
O Victor possuía um design mais ousado em relação ao antigo Valiant, mas nada comparado ao inovador Vulcan:
Avro Vulcan
O incrível delta puro subsônico foi o único a entrar em serviço ativo de todos similares projetados e construídos. Apesar de ter um número relativamente alto de perdas, o Vulcan foi sem dúvida uma conquista da engenharia aeronáutica inglesa dos anos 50.
Dos 134 Vulcans produzidos, 23 caíram em 28 anos de serviço na RAF. Lamentávelmente o inovador avião, teve o maior índice de desastres de todos seus similares (veja na tabela abaixo).

O Vulcan em suas primeiras versões, transportava até 21 bombas de queda livre de 450 kg cada ou uma bomba nuclear, na segunda versão, o Vulcan podia transportar também um único míssil nuclear Blue Steel. Posteriormente o Vulcan foi usado para ataques com mísseis convencionais, como o exemplar que pouso no RJ, que estava em missão anti radar.
O último dos Vulcans a voar foi o XH-558 (acima), restaurado e utilizado para demonstrações e eventos, onde seu design único ainda impressiona multidões.
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Acima a tabela comparativa entre os 'V' Bombers e outros similares de sua época.
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T-50 em queda !!!

Sou um cara leigo no que se refere a tecnologia militar, porém sou metalúrgico formado e atualmente estudo em uma faculdade pública na área de Hidráulica... tenho ao menos o mínimo de noção de tecnologia e engenharia, e apesar de todos meus posts recebo duras críticas de quem pouco entende do assunto.
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Pode ser que na área de informática a Rússia realmente esteja bem abaixo dos EUA, porém quando digo que no setor de engenharia aerospacial os russos são melhores todo mundo desce a lenha...
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...para esses, quero ver se algum caça norte americano consegue fazer isso ! Nem precisa ser Raptor ou Lightning II, mas pode ser um 'supermanobrável' F-16 (kkkkkkkkkkkkk)...
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