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domingo, 3 de fevereiro de 2013

F-117 Night Hawk - Aviões mais estranhos do mundo

A super carroça stealth da USAF sem dúvida é uma aeronave muito estranha, além é claro de ser uma das piores aeronaves já utilizadas pelos EUA em combate.
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Seu projeto data do final dos anos 70, o Nighthawk fez seu primeiro vôo em 1981 e foi introduzido em 1983. Um total de 64 Nighthawks foram produzidos, sendo que 5 foram protótipos e 59 operacionais na USAF.
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Dos 59 em serviço, 6 caíram e um foi abatido por um sistema de mísseis soviético da década de 60 !
Devido a seu alto preço, baixo desempenho, complicações operacionais, e obsolência perante sistemas de defesa anti aérea, o Nighthawk teve uma carreira curta de 1983 a 2008.
Durante a Guerra do Golfo, o Nighthawk foi posto na mídia como sendo 'o melhor avião do mundo', com várias e controversas estatísticas de seus ataques comparadas aos outros aviões da OTAN que executavam missões similares.
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Só mesmo alguém muito leigo para acreditar na farsa divulgada pela mídia norte americana na época, se fosse realmente verdade a 'eficiência' do Nighthawk ele estaria em serviço até hoje, como ocorre com os demais similares como o F-16 Fighting Falcon, o F-15 Eagle, o F-15E Strike Eagle e o F/A-18 Hornet.
A super carroça transportava somente 2 (isso mesmo, duas) bombas em um compartimento interno, que se comparado aos demais aviões da USAF é uma quantidade ridícula. Além do pouco armamento, o avião possuía um péssimo alcance (1700km) e necessitava de uma longa pista de decolagem, pois seus motores eram fraquíssimos para sua capacidade de sustentação.
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Na Guerra do Kosovo, em 1999, um Nighthawk foi abatido pelo sitema de defesa aérea S-125 Neva, de origem soviética com tecnologia da década de 60.
 Me lembro de acompanhar diariamente as notícias sobre a guerra nessa época, e me lembro claramente que as primeiras 'informações oficiais' divulgadas pelo governo norte americano foi de que as imagens amadoras mostradas na TV iugoslava eram falsas, feitas com uma maquete do avião, com a intenção de minar psicológicamente os pilotos da USAF.
 A verdade é que o F-117 de número 82-0806 pilotado pelo veterano da Guerrado Golfo, tenente coronel Dale Zelko, voando as 8:15PM do dia 27 de março de 1999 foi abatido mesmo pelo S-125 Neva utilizado por um batalhão do Exército Iugoslavo.
 Acima partes do F-117 abatido no museu de Belgrado.
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A carroça voadora foi detectada a cerca de 50 ou 60 km de distância quando abriu sua baia para liberação das bombas, porém quando as fechou o sistema de radar soviético teve cerca de 17 segundo para novamente detectá-lo e lançar o V-600 (míssil do sistema Neva), que com alcance de 15 km, veio abater o Nighthawk a 13 km de distância.
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Felizmente o tenente coronel Dale conseguiu ejetar e foi resgatado pela USAF no dia seguinte após o incidente.

3 comentários:

  1. Vc foi cruel com esta aeronave, mas vejamos as minhas considerações sobre o caso e o F-117:
    - O caça foi plotado pelo radar justamente ao abrir o compartimento de bombas, no qual expôs seu interior não-stealth
    - Provavelmente não houve impacto direto, um míssel foi detonado por espoleta de proximidade perto da asa, quando então o F-117 ficou incontrolável, levando o piloto a ejetar-se
    - Quando o avião caiu os EUA poderiam perfeitamente bombardeá-lo para não sobrar destroços (grandes), mas decidiram não fazê-lo porque civis e militares já estavam perto.
    - Não existe tecnologia invisível para todos os comprimentos de ondas, atualmente isso é IMPOSSÍVEL, e não há tecnologia 100% efetiva contra 100% da variedade de radares existentes
    - Existem conceitos de transmissão e recepçaõ de ondas de radar que podem detectar aviões furtivos, como quando o emissor e receptor ficam em unidades separadas fisicamente
    - O SA-3 possui sistema CLOS (comando para a linha de visada) podendo ser usado no modo visual (de dia e sem ECM) e no modo radar (a noite e no limite do alcance). Muito provavelmente, num caso fortuito, o radar detectou (o compartimento aberto) a aeronave quando esta já estava dentro do alcance do SA-3, e o operador não perdoou, ponto para ele.
    - A saída de operação prematura da aeronave tem a ver com rachaduras nas asas e um falha no projeto, não divulgado por motivos óbvios, mas ele inaugurou a era stelth nos EUA e no mundo
    - Por fim, no Iraque os F-117 eram apenas 2,5% da aviação dos EUA, mas foram responsáveis por 40% dos alvos estratégicos! Sempre atuando em qualquer teatro com a maior responsabilidade dos bombardeios sobre si: Panamá – Operation Just Cause (USAF, 1989), Iraque – Operation Desert Storm (USAF, 1991), Kosovo – Operation Allied Force (USAF, 1999) e Iraque – Operation Iraqi Freedom (USAF, 2003)
    - É inegável que esta aeronave furtiva incomodou sobremaneira todas as defesas aéreas no qual foi lançada para combater, deixando os operadores de radar de cabelo em pé, inclusive nos poderosos AWACs.

    Abraços

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    Respostas
    1. Caraca... assim vc me detona ! Gostaria de publicar isso no blog, mas só se vc autorizar... teu conhecimento é muito grande nesse assunto !
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      Sobre o avião, detonei ele assim como os EUA o fizeram, pois realmente ele era um lixo, uma verdadeira carroça voadora... E além de tudo nem cumpriu a função para que realmente foi criado... de não ser detectado !

      Sinceramente não acredito na mídia controlada pelos EUA, pois os fatos são contraditórios ao que é divulgado pelos norte americanos.

      Pense comigo, se o avião tivesse tido um desempenho tão absurdamente fenomenal, muitíssimo superior a um F/A-18 ou a um F-16, pq foram construídos em tão pequena quantidade ? Pq foram retirados tão cedo ? Pq não desenvolveram o avião para o padrão B, C, D, E, F, assim como fazem com todos outros aviões ?

      É claro até para um leigo total que aviões como o F-111, A-6 Intruder, A-10 Thunderbolt, etc são ou foram excelentes aeronaves de ataque, superiores a quaisquer similares no mundo, porém o F-117 está muito abaixo, tanto do tempo de uso quanto da quantidade produzida desses que citei acima.

      O Nighthawk é o típico caso de 'propaganda enganosa' criada para encobrir os erros do caríssimo avião.

      Grato pela resposta.

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    2. Apesar de feio e ser ruim de voar(sim, feio! Aeronave bonita voa bem, já dizia o sábio), o uso de materiais novos e complicados de lidar que compõe a estrutura e o revestimento da aeronave foi pioneiro. Mas novos materiais, técnicas e know how mais afinido, permitiram o desenho de uma aeronave com capacidades superlativas: o F22. Mesmo lá o dinheiro acaba, e a retirada do F117 (cuja função será muito melhor coberta com o F-35) foi sobretudo uma escolha financeira com forte apelo técnico.

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