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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Aviões de combate - Panorama Mundial -parte1 Asia

Durante muito tempo, o comércio de aviões de combate foi privilégio somente das grandes potências produtoras, como EUA, URSS, Alemanha, França e Inglaterra. Hoje contamos com uma grande variedade de aviões de combate disponíveis no mercado mundial. 
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A lista abaixo não corresponde a todos os modelos de aviões de combate em serviço, mas a maioria deles, ou melhor, a maioria que me lembre de cabeça... Sei que países como a Coréia do Norte, possuem ainda aviões muito antigos da URSS, como os IL-28, Sukhoi Su-7, Mig-19, 17 e 15, além é claro de suas variantes chinesas produzidas sem licença da URSS nas décadas de 70 e 80, durante o embargo militar imposto pelas Nações Unidas à China.
Mig-15 da Força Aérea da Coréia do Norte
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Esses aviões não podem ser considerados como parte do balanço comercial atual, mesmo tendo capacidade de abater aeronaves de transporte e ataque leve. Sua eficácia é muito baixa em um combate aéreo contra qualquer outro caça comercializado na atualidade.
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 Os caças do tipo Mig-15 foram fabricados entre 1947 a 1960, cerca de 12 mil aviões desses foram produzidos dentro da URSS e 6 mil fora, na China, Polônia e Tchecoslováquia e utilizados por 44 países e aposentados na década de 80. Atualmente apenas operadores civis (colecionadores) e a Força Aérea da Coréia do Norte mantém em condições de vôo esse tipo de aeronave.
PS: Já tive a oportunidade de ver um Mig-15 de perto, só não vi o cockpit, mas apesar de ter um número produzido tão alto e a tanto tempo atrás, o acabamento dos detalhes é excelente, muito melhor que de um F-5 Tiger, que também já vi de perto.
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Coréia do Norte
A Força Aérea da Coréia do Norte é a 5º maior força aérea do mundo, o efetivo total conta hoje com cerca de 110.000 pessoas e de 1600 a 1700 aeronaves, sendo que desses, 484 são caças e 194 são aviões de ataque.
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Em sua maioria são aviões chineses produzidos nas décadas de 70 e 80, durante o embargo militar imposto à China. Porém com a dissolução da URSS em 1990, a Coréia do Norte adquiriu alguns caças soviéticos de 3º e até de 4º geração, como o Mig-29 na foto acima, em vistoria pelo Supremo Líder Kim Jong Un.
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Apesar da grande quantidade de aviões de combate e uma constante vistoria e manutenção das aeronaves, os caças em geral não possuem nenhuma atualização tecnológica. O país passa por um embargo não só militar, mas também comercial, assim sendo, as forças armadas que vivem em situação de racionamento total de despesas a anos, não possuem nenhuma previsão de modernização.
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 Japão
 O Japão possui hoje uma força aérea denominada Japan Air Self-Defense Force, ou JASDF, que tem 800 aeronaves e cerca de 45 mil pessoas. Apesar do país possuir a possibilidade de produzir aviões de combate para exportação e aumentar seu próprio contingente, o Japão sofre pressão e censura militar imposta pelo sistema norte americano após a 2º Guerra Mundial. Assim o Japão produz apenas alguns aviões para uso próprio, como o Mitsubishi F-2 (foto acima) e utiliza também modelos de fabricação norte americana, como o F-15 Eagle e o F-4 Phantom.
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Coréia do Sul
A Força Aérea da Coréia do Sul é muito bem equipada, com cerca de 760 aeronaves, sendo que  467 são aviões de combate ou ataque. O país utiliza em sua maioria aeronaves de fabricação norte americana, porém também fabrica dois aviões de combate, são eles:
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 KAI KA-1 Woongbi
O Woongbi é o similar coreano do nosso Tucano, fabricado pela Embraer, porém o avião ainda é novo e só possui 3 países usuários. Recentemente o Peru fez uma encomenda de 20 Woongbi que devre estra chegando no próximo ano.
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KAI FA-50 Golden Eagle
 O FA-50 ou T-50 é um misto de caça leve, avião de ataque e treinador. A Indonésia tem 16 desses aviões encomendados, sendo que o 1º lote deve tabém chegar no próximo ano.
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Taiwan
Apesar de políticamente unida a China, Taiwan mantém sua própria força aérea com 390 caças supersônicos, 6 aviões AEW e 13 supersônicos de reconhecimento. Pode parecer pouco, mas a FAB conta hoje com 69 caças e 5 aviões de alerta antecipado (sentinela aérea). A grande diferença está na área a ser defendida, o Brasil tem uma área de 8.514.876 km², contra 36.000 km² de Taiwan, isto é, aqui temos 123.404 km² para cada caça, em Taiwan a área patrulhada por caça cai para 92 km² !

A Força Aérea de Taiwan utiliza caças F-16A Fighting Falcon, Mirage 2000-5 e 2000D, o Northrop F-5 Tiger e os AIDC F-CK-1 de desenvolvimento próprio.
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AIDC AT-3 Ziqiang 
O AT-3 é um treinador com capacidade de ataque, subsônico, produzido pela AIDC (Aerospace IndustrialDevelopment Corporation) em Taiwan entre 1984 a 1990. 
Somente a Força Aérea de Taiwan utiliza esse avião.
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AIDC F-CK-1 Ching Kuo
O Ching Kuo foi desenvolvido no final dos anos 80 como um sucessor do F-16A utilizado por Taiwan. O caça tem um desempenho relativamente modesto, porém não sofrerá o descaso dos EUA (pós venda) e a desatualização que ocorre hoje com os F-16A de países pequenos e sem muita importância estratégica.
Acima o AIDC F-CK-1 Ching Kuo.
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Mesmo utilizando motores norte americanos Honeywell F125-70, sua tecnologia é 100% local, podendo passar por atualizações sem a necessidade de aguardar e se sujeitar a burocracia norte americana sobre a atualização dos caças F-16A, como ocorre hoje na Venezuela.
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 O F-CK-1 é um avião bem avançado tecnologicamente, na foto acima, a imagem mostra o cockpit do caça em uma exposição aerospacial em Taiwan. Além do cockpit, o caça utiliza o radar e mísseis também de fabricação local.
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Hoje ao todo 130 caças F-CK-1 fazem parte da Força Aérea de Taiwan.
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Índia
 A Índia hoje possui a 4 maior força aérea do mundo, ficando apenas atrás dos EUA, Rússia e China. Seu desenvolvimento se deu devido a conflitos com seu vizinho, o Paquistão.

Em sua maioria, os aviões de combate da Força Aérea Indiana (IAF) são aviões de origem russa ou soviética, como o Mig-27 acima, que já foi desativado na Rússia desde 1992, ainda permanece a 100% na IAF.
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HAL Marut
Muitos podem não acreditar, devido a propaganda contralada dentro da mídia brasileira, mas a Índia tem muito mais tecnologia aeronáutica que o Brasil. A HAL, ou HINDUSTAN AERONAUTICS LTDA, em sânscrito हि ए लि, já produzia aviões supersônicos de combate na década de 60, como o legendário caça Marut, o único supersônico de combate projetado e contruído, em sua época, fora das grandes potências.
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O HF-24 Marut foi um bombardeiro operacional da metade dos anos 60 até o final da década de 90, só foi retirado pois a HAL passou a fabricar sob licença outros modelos de ataque mais poderosos e mais rápidos, como o Mig-27 e o Jaguar (abaixo).
Jaguar fabricado pela HAL
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Hoje a HAL produz alguns aviões de treinamento e ataque leve, como o Kiran e desenvolve um caça leve e um treinador avançado, além é claro da produção de caças multifunção Su-30MKI.
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HAL HJT-16 Kiran
O Kiran é um treinador a jato com capacidade parcial de ataque. O avião foi produzido na Índia a partir de 1968 e até hoje serve de treinador para aviões do mundo todo que são utilizados pela IAF. Devida a obsolência da aeronave perante os caças de 4º geração, agora a Índia testa o Sitara, seu sucessor.
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HAL Tejas
 O HAL Tejas é a nova proposta de caça leve para a IAF. Seu design em delta lembra os caças franceses, curiosamente ele é um delta que apareceu recentemente. Todos os caças delta se encerraram com o Mirage 2000, nos EUA desapareceram na década de 80 com os Delta Dart e na Rússia nunca foram fabricados.
Ainda é cedo para a avaliação do caça, mas provavelmente será superior aos Mirage 2000 utilizados atualmente pela IAF.
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Hal HJT-36 Sitara
O Sitara ainda está em fases de desenvolvimento, mas sua função já está definida, como treinador avançado para os caças Su-30MKI e os Mig-29K, além é claro dos futuros Tejas e Sukhoi T-50. Como segunda opção, o Sitara pode receber um canhão de 12,7mm e até 1000 kg de armas em 4 suportes nas asas.

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Aviões de Combate - Panorama Mundial - parte2  América do Sul
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