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domingo, 30 de dezembro de 2012

Sukhoi Su-27SM em vídeo !

Nunca tinha visto um vídeo mostrando o cockpit do Sukhoi Su-27SM em vôo, com os MFDs funcionando... é melhor assistirem pois esse vídeo data de 12/12/2012 e pode ser apagado a qualquer momento.
Acho incrível como tem gente que ainda acredita na mídia ocidental que insiste que os caças russos são inferiores aos ocidentais... Para quem é expert no assunto, pois eu não sou, podes me dizer com provas reais em vídeos e fotos, o que falta num caça desses ?
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Fora o Raptor, é hipocrisia dizer que qualquer outro caça atual tem condições de superar um Su-27SM em combate... No corpo a corpo, a briga vai ser difícil para ambos, sinceramente, acho que vai mesmo é contar com a habilidade do piloto.
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Mais em:
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Mais presentes de fim de ano para a Força Aérea Russa

Ao que tudo indica, a VVS (Força Aérea Russa) também começará a utilizar o Ilyushin IL-76TD-90A com os novos motores Aviadvigatel PS-90.
A aeronave, diferente das anteriores, possui os motores PS-90 de maior potência, foi desenvolvida especialmente para a Volga Dnepr, uma companhia aérea russa especializada em transporte pesado.
O IL-76TD-90A é o mesmo IL-76TD da VVS porém com os motores do seu irmão mais novo (e maior) IL-476 (ou IL-76MF para exportação), que está em plena produção, tanto para a VVS como para o mercado externo.
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Helicóptero do Corpo de Bombeiros cai em Copacabana

 Um helicóptero Águia do Grupamento Aeromarítimo do Corpo de Bombeiros caiu no mar da Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, na tarde deste sábado.
O acidente teria ocorrido no momento que o grupo resgatava um banhista que estava se afogando no local. Quatro tripulantes estavam no helicóptero que afundou logo depois de cair. 
À princípio, a assessoria do Corpo de Bombeiros afirmou que o helicóptero havia feito um pouso forçado na água.
 
 Banhistas que estavam no local relatam que o resgate foi rápido e o piloto do helicóptero saiu mancando, como se estivesse com a perna quebrada. 
 
Os quatro ocupantes da aeronave foram resgatados com ferimentos leves e levados para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul. Em seguida, eles foram transferidos para o hospital dos bombeiros, no Rio Comprido.
 O helicóptero teria tido uma perda de rotação na hora do salvamento e optou por um pouso forçado. O subcomandante descartou qualquer possibilidade de erro do piloto.
 Ele também afirma que não há como ter sido causado por uma onda, pois a aeronave fica a 10 metros do mar em resgates.
O subcomandante falou também sobre os relatos de que o banhista teria sido salvo por um surfista. Ela nega a afirmação e diz que um salva-vidas fez o resgate. 
O banhista passa bem e não precisou ser encaminhado para o hospital.
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As causas do acidente serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O helicóptero modelo Esquilo da Helibrás, que está submerso, será resgatado com a ajuda de flutuadores e posteriormente rebocado.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

As entregas do Su-30SM continuam

O governo russo mantém sua decisão em adquirir 30 caças multifuncionais Sukhoi Su-30SM até 2015.
 O novo Su-30SM possui aviônicos dos novos caças de 5º geração e motores com vetoração de empuxo, sendo assim bem diferentes dos demais Su-30 em serviço tanto na Russia como em outros países.





Mais sobre o Su-30 em:

Força Aérea Russa recebe novos Sukhoi Su-34

A VVS (Força Aérea Russa) recebeu essa semana mais um Su-34:
 A aeronave de ataque de 4º+ geração faz parte de um contrato de 124 unidades até 2020 para substituição dos antigos Su-24.
 O avião foi entregue a base aérea de Baltimore na região de Voronezh. A base de Baltimore opera somente aeronaves de ataque e reconhecimento.



Mais sobre o Su-34 em:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aviões de combate - Panorama Mundial -parte2 América do Sul

Hoje a américa do sul não representa nada no mercado mundial de aviões de combate. Sua fatia é ínfima e seus pedidos e compras exremamente confusos, vítimas da falta de verbas e burocracias impostas pelo governo dos EUA. Quase todos modelos são obsoletos, os que não são, tendem a desatualização devida a falta de verbas e do descaso dos EUA com os caças vendidos para nós na época da ditadura militar. Quando me refiro a nós, não me refiro somente ao Brasil, mas a todos outros países da América do Sul.
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Brasil
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A nossa querida FAB tem hoje a árdua tarefa de patrulhar 8,5 mi. de km² com somente 69 caças, proporcionalmente é a PIOR DEFESA AÉREA DO MUNDO ! Cada caça temum terreno quase do tamanho do Uruguai para patrulhar ! Mesmo assim ainda sonhamos em ter uma Super Força Aérea equipada com os mais modernos e poderosos aviões de combate, mas voltando a dura realidade, a lista dos aviões de combate fabricados pelo Brasil:
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A-29 Super Tucano 
O desenvolvimento do Tucano gerou um avião único, com capacidades de treinamento e ataque, com uma excelente durabilidade, facilidade de manutenção e custo acessível.
 
Particularmente não entendo de aviões de treinamento, muito menos turbo-hélices, mas pelo pouco que sei, o A-29 é o melhor de sua categoria no mundo. Hoje além de nós, mais 8 países utilizam o avião.
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Tal quantidade limitada de clientes é causada pela política dos EUA em "proibir" o comércio do avião a países "não-desejáveis", óbvio aos EUA. Sei que a Raytheon e a Pratt Whitney, ambas empresas norte-americanas que fornecem os eletrônicos e o motor (nessa ordem), não autorizaram a venda do nosso produto ao colega e vizinho Camarada Chavez.
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Potencialmente países como a Síria, Iraque, Líbia, Irã, dentre outros poderiam ser clienetes do Brasil ajudando o nosso desenvolvimento se não fosse a imposição ao comércio de material bélico a quem não lhes agrada. O próprio país (EUA) tenta acabar com o mercado mundial do Super Tucano para vender o novo treinador T-6 de fabricação americana e muito similar ao A-29 que ficou com o Tio Sam... estranho...
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O A-29 possui uma certa capacidade de ataque, alguns países como a Rep. Dominicana, pintam ele com um ar de "warbird" mais agressivo, mas sua principal função é patrulhar as imensas fronteiras do Brasil.
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Já viajei de carro pelas estradas do Pantanal e próximas a fronteira com o Paraguay (em minhas pescarias) e tive a honra de ser sobrevoado por dois desses magníficos aviões. Lamentávelmente eu estava dirigindo e não tive tempo de fotografá-los, mas a cena foi incrível.
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AMX
A proposta Brasileira/Italiana de construir um avião de ataque leve, barato e sem radar, gerou um avião limitado e de baixa aceitação, o AMX International.
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Sua função principal é o apoio aéreo cerrado, ou seja, defender tropas no solo durante um conflito. Dentre os similares para essa função no mundo temos o Fairchild A-10 Thunderbolt II e o Sukhoi Su-25, porém o AMX é um avião muito, mas muito mesmo, mais limitado que seus dois outros concorrentes.
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Tecnicamente ele só pode ser comparado ao Hawk britânico e ao J-22/IAR-93 iugoslavo/romeno, porém o Hawk tem 14 usuários contra 2 do AMX, e o J-22?IAR-93 foi projetado e construído por dois países com poucas condições em uma época difícil, durante o domínio militar soviético no Leste Europeu, além é claro de possuir uma velocidade pouco acima de mach 1.
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 Inicialmente outros países ainda se interessaram pela compra do AMX, como a Tailândia, que futuramente comprovou o fracasso do avião e desistiu da compra e o Iraque, que teve seus 40 AMX cancelados por ordem do Congresso dos EUA sobre o Governo do Brasil, devido ao embargo militar imposto a força pela ONU. Hoje só o Brasil e a Itália utilizam o avião.
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Argentina
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Fora o Brasil a Argentina é nosso único vizinho a produzir aviões de combate:
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FMA IA-58 Pucará
O Pucará é um avião de patrulha aérea e contra-insurgência, similar em função ao nosso Super Tucano e ao norte-americano Bronco. O avião é limitado e obsoleto, mas orgulhosamente argentino, sem dependências dos EUA. Ao todo cerca de 150 a 160 desses aviões foram produzidos entre 1976 e 1986, dos quais 5 estão servindo a Força Aérea Uruguaia e 34 na Argentina.
FMA IA-63 Pampa II
O Pampa é um treinador com capacidade de ataque desenvolvido pela FMA (Fábrica Militar de Aviões - Argentina) no final dos anos 80. Seu design lembra o franco/alemão Alpha Jet, com asas altas. Hoje a FMA foi comprada pela Lockheed Martin, que auxilia a Argentina com seus A-4R Fightinghawk. De 1988 para cá, somente 27 aviões foram contruídos, e com a parceria norte-americana o governo argentino pretende aumentar a quantidade desses treinadores tanto na marinha como na força aérea.
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Outros países:
Muitos países da América do Sul possuem poucos e limitados aviões de combate em suas forças aéreas, não citarei todos, pois não vejo necessidade de comentar sobre aviões de combate da 1° geração, pré-coréia, que ainda são mantidos em serviço por nossos vizinhos, como por exemplo (abaixo), o Canadair CT-33 boliviano, que é uma cópia exata do caça norte americano F-80, o primeiro caça a jato operacional nos EUA.
CT-33 da Força Aérea Boliviana.
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Chile
A Força Aérea Chilena é a única vizinha nossa a receber equipamento militar norte americano com tecnologia de ponta, como seus 10 F-16 Block50/52, o mesmo modelo usado pela USAF e pela Força Aérea Israelense.
O F-16C/D Block 50/52 se difere dos modelos anteriores, externamente pelos tanques de combustível conformais atrás do cockpit, que aumentam significativamente o alcance do avião com o mínimo de arrasto aerodinâmico. Porém sua grande diferença está no radar AN/APG-68 e na possibilidade da utilização do AIM-120 AMRAAM, o míssil de médio alcance utilizado pelas mais modernas forças aéreas do mundo, incluindo a própria USAF.
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O radar Westinghouse AN/APG-68 com um alcance de 300 km só é superado na América do Sul pelo Phazotron Zhuk-M (N010) utilizados pelos Su-30MKV venezuelanos.
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Colômbia
A Colômbia possui algumas aeronaves de combate muito antigas ou limitadas, mas também possui 20 magníficos IAI Kfir de fabricação israelense.
Acima os Kfir colombianos em um exercício militar nos EUA.
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Sempre gostei dos caças Delta, talvez por ser coisa de moleque que viveu a década de 70 vendo as vitórias dos Mirage III sobre os Mig-21, mas de todos acho o Kfir o mais fantástico e letal. Não posso afirmar, mas creio que os mais modernos Kfir, os C. 10 e C. 12, recebidos em 2007 já com mísseis Phyton 3, podem ser rivais a altura de nossos Mirage 2000.
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Equador
A Força Aérea Equatoriana tem hoje 61 aviões de combate, sendo que o país possui uma pequena área territorial e passe por uma crise financeira que se estende a anos.
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 O Ecuador opera uma variedade de aviões de combate um tanto inusitada, para um país da América do Sul. Acima, o Cessna A-37 Dragonfly de meados dos anos 60 ainda é utilizado pela Força Aérea Ecuatoriana.
 O A-37 já está obsoleto a mais de 30 anos, portanto está sendo gradativamente substituído pelo Super Tucano fabricado pela Embraer. O Ecuador utiliza hoje 8 Super Tucanos e tem a encomenda de mais 10 prevista para o próximo ano.
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Os principis caças do Ecuador são o Mirage F-1, caça de 3º geração de fabricação francesa e o Kfir de 4º geração israelense.
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O Atlas Cheetah acima é um produto Sul-Africano derivado do Mirage III e do Kfir, utilizado hoje somente pelo Ecuador como caça e avião de ataque.
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Recentemente com a aquisição dos novos Su-30MKV, a Venezuela doou seus 6 antigos Mirage 50 de ataque ao Ecuador. O Mirage 50 é um derivado do Mirage III que a FAB operou a anos atrás, porém o 50 não possui um radar como o III pois é um modelo otimizado para ataque ao solo por mira ótica.
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Perú
O Perú foi o primeiro país sul americano a utilizar um caça realmente BVR (beyond-visual-range), ou seja, com alcance de combate além do campo visual do piloto.
 A força de combate peruana se baseia em aviões como o Mig-29 e o Mirage 2000 desde o final dos anos 80, sendo que o Mig-29 peruano utiliza o míssil R-27, que em sua versão de exportação tem cerca de 70 km de alcance, contra 57 do nosso Derby, adquirido só recentemente pela FAB.
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 A Força Aérea Peruana também conta com 18 Sukhoi Su-25 para ataque e apoio aéreo.
 O Su-25 é um avião soviético de ataque leve utilizado para apoio aéreo por 19 países além do Perú. Sua capacidade de combate não é nem próxima a dos tops de ataque das superpotências, mas seu cockpit blindado, sua facilidade de operação, baixo custo, robustez e principalmente experiência real de guerra, o fazem o mais temível avião de ataque da América do Sul.
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Além dos Su-30MKV venezuelanos, os Mig-29 peruanos são os únicos aviões na América do Sul a utilizarem o míssil R-27 (acima). Sua versão de exportação não tem os 130 km de alcance do modelo russo original, mas com o alcance variando de 70 a 80 km, o R-27 é comparável em categoria ao AIM-120 AMRAAM utilizado pelo Chile.
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Recentemente a Força Aérea Peruana vem atualizando seus Mig-29M para o padrão SMP (exportação), que é o mesmo SMT utilizado pela VVS (Força Aérea Russa).
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Venezuela
A nossa vizinha conta hoje com uma força de 33 caças, além de alguns aviões de ataque e apoio aéreo atigos ou de baixa capacidade.
A força de caças do Camarada Chavez consiste em 24 Su-30MKV adquiridos da Rússia em meados dos anos 2000 e 9 antigos F-16A/B (Block 15).
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O F-16 Block 15 venezuelano ainda possui o antigo radar APG-66 da década de 70, que possibilita a orientação do míssil Sparrow (AIM-7) que já não é mais produzido a anos. O avião sofre pelo embargo norte americano referente ao comércio de tecnologia militar à Venezuela com uma desatualização e quase inutilização total.
 Sem dúvida o avião não é o ideal para o Brasil, mas seria uma bela visão em uma base da FAB essa impressionante fileira com o 24 Su-30MK, como a Venezuela tem...
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Por mais desfavorável que seja a economia do país e a diferença de tecnologia que existe entre Rússia vs Venezuela, não podemos negar que a combinação de Su-30MKV, com radar Phazotron Zhuk N010 e míssil Vympel R-27D é a mais poderosa configuração de caça a operar atualmente na América do Sul.
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Gostei dessa foto, de uma cadete da Força Aérea Venezuelana.
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Se vc gostou leia tb a 1º parte:
Aviões de combate - parte 1º Asia
Em breve:
 Aviões de combate - Panorama Mundial -parte3

sábado, 22 de dezembro de 2012