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domingo, 4 de novembro de 2012

F-35 para o Canadá

A Força Aérea Canadense tem utilizado com sucesso o CF-18 Hornet (acima) a quase 30 anos.
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 O CF-18 ou CF-188 é o F/A-18 (A e B) construídos pela Mcdonnell Douglas entre 1982 a 1988. Um total de 138 aviões foram produzidos, dos quais 79 ainda permanecem ativos porém necessitando da substituição por um interceptador mais rápido e de maior alcance.
CF-18
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O Canadá utilizou seus CF-18 em missões reais de combate no final da Guerra do Kosovo em 1990, na Guerra do Golfo em 1991 e na Intervenção na Líbia em 2011, mas a principal função desses caças é patrulhar os mares apoiando o NORAD (Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte) com o fornecimento de informações e interceptação de aeronaves russas de longo alcance.
Acima dois CF-18 escoltam um Lockheed CP-140 Aurora de patrulha oceânica. O CP-140 é um derivado do P-3C Orion para uso exclusivo do Canadá, assim como o Orion o CP-140 é equipado com 4 turbopropulsores de 5000 hp cada. Com 9300 km de alcance e velocidade de 700 km/h o CP-140 tem a capacidade de patrulhar águas próximas a fronteira russa.
O CF-18 escoltando um Boeing B-52 Stratofortress da USAF.
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Com o avanço das armas russas aerotransportadas e a modernização de atigas aeronaves de longo alcance, a capacidade estratégica russa supera com vantagem a defesa aérea canadense baseada nos CF-18.
Acima a foto antiga mostra um CF-18 escoltando um Tu-142.
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O Tupolev Tu-142 é avião de patrulha oceânica utilizado pela AVMF (Aviação Naval Russa) para patrulhas oceânicas tanto pelo Atlantico norte como por todo Pacífico. Com 12000 km de alcance, o Tu-142 pode localizar e destruir navios e submarinos utilizando-se de torpedos e cargas de profundidade. Atualmente cogita-se a instalação de mísseis anti-navio nesses aviões, aumentando assim sua capacidade ofensiva.
A maior dificuldade do CF-18 entretanto é a interceptação de aeronaves Tu-95MS (acima), que podem atingir alvos por toda América do Norte. O Tu-95MS pode transportar até 12 mísseis cruzadores nucleares, cada qual com alcance de 3500 km e ogivas de 150kt. Mesmo com uma "carinha" de velho, o Tu-95MS voa a uma velocidade de até 875 km/h e tem um alcance de 15000 km, com vôo em regime econômico, esses aviões podem permanecer mais de 24 hs no ar, carregando sua carga de mísseis pronta para disparo.
O Tu-95MS pode não ser tão veloz quanto um bombardeiro supersônico, mas voa em qualquer tempo e condições climáticas, incluindo nuvens, neve, chuva e tempestades, devido aos 60000 hp de seus 4 turbopropulsores com hélices contra-rotativos. Considerando que o CF-18 totalmente carregado para uma missão ar-ar de interceptação de longo alcance, com 6 mísseis e dois tanques auxiliares pode atingir pouco mais de mach 1 durante menos de 15 minutos, a tarefa de interceptação de um Tu-95MS é muito complicada.
Com a criação de novas armas adversárias, o CF-18 (acima) torna-se a cada dia mais ineficiente em suas funções, portanto a Força Aérea Canadense decidiu-se em adquirir um novo caça. Dentre os concorrentes estavam o fraco e limitado JAS-39 Gripen que concorre também no programa FX-2 brasileiro, o avançadíssimo mas caro Eurofighter Typoon, o mais lógico F/A-18E/F Super Hornet, além é claro do F-35 Lightning II.
Acima um F/A-18C Hornet acompanha um F-35A
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Considerando que o governo canadense pagou cerca de 34 a 35 milhões de dólares em cada CF-18 de 1982 a 1988 quando foram entregues, a decisão seria inicialmente de gastar agora em torno de 75 a 80 (milhões de USD) na compra de 65 F-35 Lightning II para substituir os atuais 79 CF-18.
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A dúvida fica nas questões: 
* O F-35A custa US$ 154.000.000,00 para a USAF, sendo que para exportação não sairá por menos de 300 milhões;
* O CF-18 tem um desempenho em vôo superior ao F-35, considerando velocidade, alcance, autonomia e razão de subida;
* A capacidade de armas externas do F-35 é maior, mas considerando que o mesmo só transporta quatro mísseis internos, e sua única grande vantagem é a capacidade stealth, não existe lógica em adquirir o "perna curta" F-35 carregá-lo com mísseis e tanques externos e acabar com sua furtividade já limitada;
* Certamente o F-35 por ser um caça de 5º geração possui aviônicos mais avançados, mas compensa pagar o mesmo que quatro F/A-18E/F que são caças confiáveis de 4º+ geração, derivados do CF-18 já operacional a 30 anos ?
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Para quem se interessou pelo assunto:



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