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domingo, 25 de novembro de 2012

Aviões de ataque da Força Aérea Russa

A Força Aérea Russa (VVS) conta hoje com a maior frota de aeronaves de ataque do mundo, com cerca de 1200 aviões, a VVS vem recebendo ultimamente aviões multifuncionais, que podem executar missões de ataque, combate aéreo e guerra eletrônica (anti radar), como o Su-34 da foto acima.
Além dos aviões ativos, a VVS também conta com grande parte da frota herdada da URSS, que se encontra parada e desatualizada. Em sua maioria são aeronaves que não possuem mais condições de vôo e hoje apodrecem ao tempo, por descaso e falta de verbas.
Acima, os Sukhoi Su-24 sem modernização desde a época da URSS aguardam por mais de 20 anos as reformas necessárias para ataender aos atuais padrões da moderna guerra aérea. Desde a época da queda URSS, em 1990, a Rússia herdou cerca de 630 Sukhoi Su-24, dos quais 550 ainda permanecem a serviço da VVS. Desses cerca de 40 possuem as atualizações necessárias (Su-24M2) e mais de 100 ainda aguardam a reforma. Do restante, ninguém sabe ao certo, mas com a introdução de novos aviões, é bem provável que vire sucata.
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Sukhoi Su-24
Com o aparecimento de novos caças de superioridade aérea pela Europa e a crescente evolução da Força Aérea Chinesa, a VVS tem atualizado de uma forma lenta suas aeronaves de ataque. O Su-24M que é um antigo bombardeiro tático supersônico, como se vê na foto acima, pode transportar um pod eletrônico para a execução de missões anti radar como os novos e caríssimos EA-18G Growler da US Navy. A variante Su-24MR recebeu melhorias entre 2000 e 2009, mas ainda possui um programa de atualizações que pretendem que o avião seja mantido em serviço até 2020.
A última atualização, no padrão Su-24M2, o avião recebe além dos pods dielétricos, a capacidade de transportar mísseis cruzadores modernos, mísseis ar ar R-60 guiados por infravermelho para autodefesa e uma série de modernizações eletrônicas como o HUD do Su-27SM3 e novos sistemas ILS.
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Sukhoi Su-25
 O Sukhoi Su-25 é um avião de apoio aéreo e reconhecimento tático, assim como é o A-10 Thunderbolt II da USAF e o Super Tucano da FAB. O Su-25 é o avião russo mais usado em combate em guerras a partir da década de 80, com o conflito entre a URSS e o Afeganistão. Em 1990, a Força Aérea Soviética possuía mais de 300 Su-25, que foram sendo desativados, perdidos em combate ou acidentes e hoje somam cerca de 250 aviões. A partir dos anos 2000, um programa de modernização vem sendo aplicado em todos os Su-25 para o padrão Su-25SM. Até hoje 56 aviões receberam novos aviônicos que lhe permite a possibilidade de utilizar novas armas.
O programa de atualização Su-25SM prevê a modernização de 80 Su-25 até 2020, quando será lançada uma nova concorrência para um futuro avião de ataque.
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Technoavia SM-92P
 O Techoavia SM-92P é um avião de patrulha fronteiriça que pode ser armado com uma metralhadora 12,7mm (0.50cal), além de bombas e lançadores de foguetes. O avião é desenvolvido a partir de uma aeronave agrícola e está em serviço na Rússia desde 1993. Com uma velocidade de cruzeiro de 200 km/h o SM-92P tem um alcance de 1350 km, podendo transportar até 600 kg de armas em 4 cabides externos.
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Tupolev Tu-160
O maior avião de guerra já produzido ainda se mantém ativo nas listas da VVS. Dos 35 construídos entre 1981 a 2008, 16 encontram-se hoje em serviço na base de Engels próxima a cidade de Saratov. A Rússia conta com 19 aviões Tu-160 em condições de vôo, um de testes e alguns não operacionais, a Ucrânia que também herdara os Tu-160, desativou todos após o colapso da URSS.
O Tu-160 é um bombardeiro nuclear supersônico estratégico, ou seja, apesar da capacidade de transportar de 40 a 45 toneladas de armas, o Tu-160 transporta apenas uma carga de 12 mísseis da família Kh-55 (foto acima). Os novos Kh-55SM transportam uma ogiva de 200 kt a uma distãncia de 3500 km.
O governo russo prevê manter 30 Tu-160 ativos até 2020, sua produção deveria ser de um avião a cada dois anos, porém desde 2008 a VVS não recebe nenhum Tu-160, gerando assim um significativo atraso no cronograma. Não existe um programa de maodernização desses aviões, sendo que os mais antigos são substituídos pelos mais novos, e quando são desativados, normalmente são demolidos para evitar a espionagem tecnológica.
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Tupolev Tu-95
O famoso bear como era conhecido durante a Guerra Fria também está plenamente operacional na VVS. Dos mais de 500 construídos entre 1952 a 1990, 63 permanecem em serviço na Rússia atuando como bombardeiro estrátégico e aeronave de patrulha oceânica.
O Tu-95MS é um avião confiável, de baixo custo operacional e de longo alcance, que pode transportar uma variedade de mísseis nucleares e convencionais. Desde o período da URSS, o Tu-95MS é utilizado para testar as defesas dos países da OTAN e para espionar exercícios navais no Oceano Pacífico. Hoje são mantidas 63 aeronaves desse tipo, limitadas pelo START de 2010, sendo que 32 transportam 6 (Tu-95MS6) mísseis e 31 com 12 mísseis (Tu-95MS12). 
O Tu-95MS pode transportar até 15 toneladas de armas, porém seu armamento é basicamente composto de mísseis da família Kh-55, transportados em um carregador rotativo interno (6 mísseis) ou em 6 cabides externos. O advento do Kh-55 tornou o Tu-95MS uma grande ameaça aos países da OTAN e da Oceania, sendo que o bombardeiro pode disparar sua carga antes mesmo que os caças de defesa possam levantar vôo.
 Apesar do programa de modernização Tu-95MSM, até o momento os bombardeiros mantém o mesmo padrão desde o ano 2000. É certo que mesmo com a carga poderosa de mísseis, que o Tu-95MS deva estar recebendo midificações, melhorias e atualizações dentro dos próximos anos, já que o modelo não tem sucessor e também não tem previsão de ser desativado.
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Tupolev Tu-22M3
A Rússia conta com cerca de 100 aviões Tu-22M3 ativos na Força Aérea e mais cerca de 50 na AVMF. O avião de ataque atual é derivado do bombardeiro Tu-22M que servia a Força Aérea Soviética na década de 80.
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Sukhoi Su-34
 O Sukhoi Su-34 é hoje a mais moderna e poderosa aeronave de ataque do mundo. Sua capacidade operacional, aliada a tecnologia e armamentos o tornam mais viável que uma aeronave multifuncional ocidental. Ele é o escolhido para a substituição dos Tupolev Tu-22M3 e dos Sukhoi Su-24 da Força Aérea Russa.
  O Sukhoi Su-34 atual leva vantagem em vários detalhes se comparado ao F-15E, porém como hoje somente 22 aeronaves estão a serviço da VVS, ainda é muito cedo para avaliar o desempenho geral do avião.
Devido a sua enorme capacidade e um custo de US$ 33 mi. para a Rússia, o Su-34 conta com uma encomenda inicial de 120 aeronaves. Como comparativo, seu futuro concorrente, o F-15SE Silent Eagle que teve seu vôo inaugural em 2010, custará cerca de US$ 100 mi. ou pouco mais à USAF.
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Sukhoi Su-30
O Su-30 foi o primeiro caça multifuncional russo produzido em série. Das mais de 200 unidades construídas, a maior parte é exportada, hoje 19 fazem parte da Força Aérea Russa. Mesmo sendo um concorrente direto do F-15E Strike Eagle, a VVS não pretende mais adquirir a aeronave, pois atualmente recebe o Su-34 que é otimizado para ataque.
A encomenda atual é de 12 aviões Su-30 para a AVMF, com a função de defesa da base naval no território autônomo da Criméia, em Sevastopol na Ucrânia.
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Sukhoi Su-35
 Assim como o T-50 stealth, o Su-35S tem uma capacidade secundária de ataque, com 12 cabides externos, o caça pode transportar até 8 toneladas de armas variadas. Veja mais sobre o Su-35S em:
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Mig-29S, SMT & K
O Mig-29S acima, o Mig-29SMT (abaixo) e o Mig-29K podem também executar missões de ataque como função secundária devido aos radares multi modo que essa família de aviões utiliza.
 Apesar de possuir dois motores, o Mig-29 se assemelha em função ao F-16C norte americano, que apesar de serem desenvolvidos inicialmente como "caças", hoje executam a maioria das missões de ataque devido ao baixo custo operacional de vôo.
 Uma nova versão naval (Mig-29K acima) foi encomendada para a substituição dos antigos caçãs Su-33 do porta aviões Almirante Kuznetsov. A VMF (Marinha Russa), pretende adquirir 24 aviões Mig-29K até 2020. Hoje somente um está em serviço na Rússia e cerca de 15 na Índia, esses últimos são parte de uma encomenda total de 45 aeronaves.
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Mig-25
 Apesar de não serem aeronaves de ataque, alguns dos 40 Mig-25RB em serviço na VVS podem transportar até quatro bombas de 500 kg em quatro cabides sobre as asas.
 Mesmo não possuindo um radar de busca, o Mig-25RB é orientado por um avião sentinela que localiza o alvo e lhe fornece informações para executar seu vôo rápido e curto. Com uma velocidade de mach 3,2 o Mig-25RB pode colocar suas bombas no alvo utilizando se de seu complexo de câmeras de reconhecimento (foto abaixo).
Ainda não existe informações sobre modernizações ou aposentadoria do avião, mas até hoje, além do seu sucessor em carreira, o Mig-31, nenhum outro avião similar foi construído ou está em fase de projeto, portanto é bem provável que os Mig-25RB da VVS permaneçam em serviço até o final de sua vida útil, supostamente até 2020.
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Mig-31
 O programa de modernização dos interceptadores Mig-31 para o padrão Mig-31BM teve início em meados dos anos 90. Esse programa visa aproveitar a célula e capacidades do avião para o transporte de armas anti radar, como o míssil hipersônico Kh-31.
Acima um Kh-31 em exposição ao lado de um Sukhoi Su-30. O Kh-31 é um míssil que se orienta através das ondas de radar hostis até sua origem. A arma é um míssil de ataque a alvos terrestres, mas em teoria pode ser usada até contra aviões de alerta, como diz o site: http://www.ausairpower.net/APA-Flanker.html
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Sukhoi T-50 (PAK-FA)
 O caça multifuncional de 5º geração em testes atualmente na Rússia pode ser utilizado como uma aeronave de ataque como seu rival norte americano, o F-22 Raptor. O T-50 tem as mesmas capacidades dos caças Su-35S e Su-30SM além é claro da tecnologia stealth, porém além de seu alto custo, sua capacidade de carga fica limitada as baias internas, como na simulação abaixo:
O T-50 assim como o Raptor tem a função principal de manter a superioridade aérea durante um conflito, deixando as funções de ataque destinadas a aeronaves convencionais, mais numerosas e de custo operacional menor.
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PAK-DA
Além da verba fornecida e da ordem colocada pelo governo russo em relação ao desenvolvimento de um novo bombardeiro estratégico, nenhuma empresa ainda tem um programa de desenvolvimento de tal avião. É certo que dentro dos próximos 10 ou 15 anos a força de bombardeiros estratégicos russos esteja em seu limite operacional de tempo, portanto tanto os Tu-95MS como os Tu-160 terão que ser substituídos. Inicialmante previa-se o desenvolvimento de um avião subsônico com tecnologia stealth, assim como o B-2 Spirit da USAF, posteriormente o programa PAK-DA requeria um avião supersônico com capacidade semi stealth de até 120 toneladas, com a intenção de diminuir os custos. Em agosto desse ano, foi anunciado que o PAK-DA terá velocidade hipersônica, indo contra tudo que já foi dito sobre um avião que ainda nem existe.
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Mais sobre a Força Aérea Russa em:

domingo, 18 de novembro de 2012

Futuro da Marinha Russa (VMF) - Parte 7, fragatas

As novas fragatas da Marinha Russa (VMF) que encontram-se em fase de produção atualmente são:
A fragata Admiral Gorshkov está em fases finais de construção no Estaleiro Severnaya Verf em São Petersburg no Mar Báltico. A previsão inicial de 20 navios dessa classe pode aumentar para até 30, dependendo somente de verbas para a produção.
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A Classe Gorshkov de fragatas são totalmente diferentes das antigas Burevestnik e Neustrashimmy por possuir armamento de longo alcance e motores a diesel auxiliares para navegação em velocidade de cruzeiro. A nova classe também pode contar com novas armas como os mísseis da série Klub-N, que possuem variantes anti navio, anti submarino e como seu similar norte americano o Tomahawk. O míssil Klub-N 3M54E1 com uma ogiva de 400 kg e alcance de 300 km, mesmo com sua limitada velocidade de mach 0,8, tem a capacidade de afundar um porta aviões.
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Contra navios menores, mais rápidos e manobráveis, a Gorshkov contará também com o modelo Klub-N 3M54E, que apesar de possuir uma ogiva menor de 200 kg e alcance também menor (cerca de 200 km), a arma possui uma velocidade terminal de mach 2,9. Tal velocidade é quase 3 vezes maior que das armas navais ocidentais, que são todas subsônicas e girando em torno de mach 0,8 a 0,9. Além da velocidade o 3M54E realiza seu trajeto de cruzeiro dentro de um teto máximo de 4,5 m, que impossibilita a interceptação pelos sistemas de defesa anti-míssil naval.
Acima os mísseis Klub-N em exposição, da esquerda para direita temos a variante 91RE2, anti submarina de trajetória balística, com velocidade de mach 2 e 40 km de alcance; a 91RE1também anti submarina, com velocidade de mach 2,5 e alcance de 50km; a 3M54E e o último 3M54E1, ambos citados acima.
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Além da capacidade anti navio e anti submarina maiores que as fragatas anteriores da Marinha Russa, a Gorshkov contará com os modernos S-300FM, que equipam atualmente o cruzador nuclear Pedro o Grande.
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O S-300FM é derivado do modelo anterior utilizado pela Marinha Soviética desde a década de 80, o S-300F, além é claro de descender de uma família de armas anti aéreas terrestres largamente empregadas pela Rússia. O míssil tem uma capacidade similar ao norte americano Standart RIM-66N, porém possui uma velocidade significativamente maior de mach 8,5 contra 3,5 do rival norte americano.
Acima o С-300ФМ, ou S-300FM, pode atingir alvos como caças, aeronaves de patrulha, bombardeiros, grandes helicópteros e até mísseis balísticos de curto alcance. Possívelmente a versão instalada na Gorshkov terá também uma capacidade contra mísseis balísticos de médio alcance, como sua versão terrestre, o S-300PMU. 
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O segundo navio da classe, o Admiral Kasatonov também se encontra em construção:
Com atrasos na entrega, o Kasatonov era para ser lançado esse ano, mas certamente a previsão não se concluirá, pois o Gorshkov que entraria em testes esse ano ainda aguarda o final da montagem.
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O Estaleiro Severnaya Verf que constrói a Classe Gorshov conseguiu em agosto passado uma verba de cerca de 510 milhões de dólares para a construção de 6 navios iniciais.

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Mais sobre em:
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domingo, 4 de novembro de 2012

F-35 para o Canadá

A Força Aérea Canadense tem utilizado com sucesso o CF-18 Hornet (acima) a quase 30 anos.
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 O CF-18 ou CF-188 é o F/A-18 (A e B) construídos pela Mcdonnell Douglas entre 1982 a 1988. Um total de 138 aviões foram produzidos, dos quais 79 ainda permanecem ativos porém necessitando da substituição por um interceptador mais rápido e de maior alcance.
CF-18
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O Canadá utilizou seus CF-18 em missões reais de combate no final da Guerra do Kosovo em 1990, na Guerra do Golfo em 1991 e na Intervenção na Líbia em 2011, mas a principal função desses caças é patrulhar os mares apoiando o NORAD (Comando de Defesa Aerospacial da América do Norte) com o fornecimento de informações e interceptação de aeronaves russas de longo alcance.
Acima dois CF-18 escoltam um Lockheed CP-140 Aurora de patrulha oceânica. O CP-140 é um derivado do P-3C Orion para uso exclusivo do Canadá, assim como o Orion o CP-140 é equipado com 4 turbopropulsores de 5000 hp cada. Com 9300 km de alcance e velocidade de 700 km/h o CP-140 tem a capacidade de patrulhar águas próximas a fronteira russa.
O CF-18 escoltando um Boeing B-52 Stratofortress da USAF.
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Com o avanço das armas russas aerotransportadas e a modernização de atigas aeronaves de longo alcance, a capacidade estratégica russa supera com vantagem a defesa aérea canadense baseada nos CF-18.
Acima a foto antiga mostra um CF-18 escoltando um Tu-142.
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O Tupolev Tu-142 é avião de patrulha oceânica utilizado pela AVMF (Aviação Naval Russa) para patrulhas oceânicas tanto pelo Atlantico norte como por todo Pacífico. Com 12000 km de alcance, o Tu-142 pode localizar e destruir navios e submarinos utilizando-se de torpedos e cargas de profundidade. Atualmente cogita-se a instalação de mísseis anti-navio nesses aviões, aumentando assim sua capacidade ofensiva.
A maior dificuldade do CF-18 entretanto é a interceptação de aeronaves Tu-95MS (acima), que podem atingir alvos por toda América do Norte. O Tu-95MS pode transportar até 12 mísseis cruzadores nucleares, cada qual com alcance de 3500 km e ogivas de 150kt. Mesmo com uma "carinha" de velho, o Tu-95MS voa a uma velocidade de até 875 km/h e tem um alcance de 15000 km, com vôo em regime econômico, esses aviões podem permanecer mais de 24 hs no ar, carregando sua carga de mísseis pronta para disparo.
O Tu-95MS pode não ser tão veloz quanto um bombardeiro supersônico, mas voa em qualquer tempo e condições climáticas, incluindo nuvens, neve, chuva e tempestades, devido aos 60000 hp de seus 4 turbopropulsores com hélices contra-rotativos. Considerando que o CF-18 totalmente carregado para uma missão ar-ar de interceptação de longo alcance, com 6 mísseis e dois tanques auxiliares pode atingir pouco mais de mach 1 durante menos de 15 minutos, a tarefa de interceptação de um Tu-95MS é muito complicada.
Com a criação de novas armas adversárias, o CF-18 (acima) torna-se a cada dia mais ineficiente em suas funções, portanto a Força Aérea Canadense decidiu-se em adquirir um novo caça. Dentre os concorrentes estavam o fraco e limitado JAS-39 Gripen que concorre também no programa FX-2 brasileiro, o avançadíssimo mas caro Eurofighter Typoon, o mais lógico F/A-18E/F Super Hornet, além é claro do F-35 Lightning II.
Acima um F/A-18C Hornet acompanha um F-35A
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Considerando que o governo canadense pagou cerca de 34 a 35 milhões de dólares em cada CF-18 de 1982 a 1988 quando foram entregues, a decisão seria inicialmente de gastar agora em torno de 75 a 80 (milhões de USD) na compra de 65 F-35 Lightning II para substituir os atuais 79 CF-18.
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A dúvida fica nas questões: 
* O F-35A custa US$ 154.000.000,00 para a USAF, sendo que para exportação não sairá por menos de 300 milhões;
* O CF-18 tem um desempenho em vôo superior ao F-35, considerando velocidade, alcance, autonomia e razão de subida;
* A capacidade de armas externas do F-35 é maior, mas considerando que o mesmo só transporta quatro mísseis internos, e sua única grande vantagem é a capacidade stealth, não existe lógica em adquirir o "perna curta" F-35 carregá-lo com mísseis e tanques externos e acabar com sua furtividade já limitada;
* Certamente o F-35 por ser um caça de 5º geração possui aviônicos mais avançados, mas compensa pagar o mesmo que quatro F/A-18E/F que são caças confiáveis de 4º+ geração, derivados do CF-18 já operacional a 30 anos ?
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Para quem se interessou pelo assunto:



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

F-35 Lightning II para a Austrália

 Lockheed Martin F-35A Lightning II
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A Royal Australian Air Force (RAAF), ou Real Força Aérea Australiana, aguarda a muito tempo o F-35 Lightning II como sucessor de seus F/A-18 versões A e B, tecnologicamente ultrapassados por aeronaves de fabricação russa e chinesa, que estão se proliferando nas forças aéreas de vários países asiáticos.
Mcdonnell Douglas F/A 18A Hornet da RAAF
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Dentre a melhor escolha, devido a aquisição de material militar com tecnologia de ponta pelos países vizinhos, o avião ideal para a substituição dos antigos Hornets seria o F-22 Raptor, o único dentre todas aeronaves de combate ocidentais que pode enfrentar com alguma vantagem o multifuncional de fabricação russa Sukhoi Su-30.
Caças Su-27 e Su-30 da Força Aérea da Indonésia voam ao lado de dois F/A-18A Hornet da RAAF.
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O Su-30 apesar de não ser uma caça de superioridade aérea rival a um Raptor ou Su-35S, é um avião capaz de realizar qualquer manobra de combate de qualquer caça ocidental na atualidade, além da capacidade de disparar simultâneamente 8 mísseis com 130 km de alcance em alvos aéreos pré-determinados. O radar BARS N011M do Su-30 localiza até 15 alvos em uma distância máxima de 350 km.
Su-30MK2 do Vietnã
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Hoje além da China e da Índia, países pequenos como o Vietnã, a Indonésia e a Malásia tem acesso a aeronaves de combate modernas como o Su-30 e o Su-27SM. Ao todo se contada a força de aviões da família Su-27/30 operantes no sudeste asiático e oceania, somam mais de 300 caças. A RAAF conta com 71 F/A-18A/B Hornet e 24 Boeing F/A-18F Super Hornet, esses últimos recentemente adquiridos para a substituição dos obsoletos GD F-111C que foram retirados em 2010.
Três F/A-18F voam ao lado de um GD F-111C
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O General Dynamics F-111C Aardvark foi um bombardeiro supersônico utilizado durante os anos 80 pela USAF e nos anos 90 até 2010 pela RAAF. O multifuncional Boeing Super Hornet veio com a intenção de substituir o bombardeiro obsoleto devido a sua grande capacidade de carga de armas externas, chegando a 8050 kg em 11 pontos fixos pelas asas e fuselagem.
Armado com 10 mísseis AIM-120 AMRAAM o F/A-18E Super Hornet (acima) é um rival a altura do também multifuncional Sukhoi Su-30 se colocados em uma situação de combate aéreo. A RAAF adquiriu por enquanto somente 24 desses formidáveis aviões somente para a substituição dos F-111C... A questão surge no porque não adquirir mais Super Hornets ao caro e duvidoso F-35 Lightning ???
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Para quem se interessar mais pelo assunto, no site abaixo vc encontra vários links em inglês sobre o tema:
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Mais sobre:

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

F-35 Lightning II caro e controverso


Acima um F-35A
Após uma série de problemas com o controverso programa F-35 Lightning II, agora em outubro a USAF testará pela 1º vez o AIM-120 AMRAAM, sua principal arma para combate aéreo.

O caça médio F-35B (acima) originou se do protótipo soviético Yakovlev Yak-141 (abaixo), como um caça supersônico de pouso e decolagem convencioval ou vertical (S/VTOL).
Yak-141 em 1992
 Após 4 anos de testes e 12 records mundiais da categoria (caça S/VTOL), a Marinha Soviética decidiu-se por encerrar o programa Yak-141 devido ao elevado custo, falta de ferramental para produção em série e uma série de problemas operacionais da própria aeronave.
Com a perda de um dos protótipos em um acidente no convés do porta aviões, a aeronave experimental Yak-141 (acima) foi cancelada, porém a Yakovlev após o colapso da URSS precisava de dinheiro para se manter. Como forma de conseguir tal verba indisponível dentro da Rússia, a empresa se associou a norte-americana Lockheed Martin, e no ano 2000 mostrou ao público seu protótipo X-35.
X-35 em vôo de testes
Diferentemente do Yakovlev, o X-35 não seria somente um "caça naval S/VTOL" mas sim uma célula básica com capacidade furtiva para uma série de aviões de combate, tanto para a USAF como para exportações, visando cobrir várias aeronaves distintas, como o A-10 Thunderbolt II, o F-16 Fighting Falcon, o F-4 Phantom e o F/A-18 Hornet, além é claro de seu antecessor ocidental, o AV-8B Harrier II.
Boeing X-32
Durante a fase de testes, o X-35 apresentou um desempenho superior ao seu concorrente, o Boeing X-32 (acima). A partir do X-35, foi criado o F-35 JSF (joint strike fighter), em três versões, o F-35A (caça médio multifuncional), F-35B (caça S/VTOL) e o F-35C (caça multifuncional naval). O programa F-35 é responsável pelo maior contrato militar de toda História.
F-35C, o "caça naval"
 A política norte americana sobre a venda de caças é sempre a mesma, desde a 2º Guerra Mundial, tal política baseia-se na venda de aeronaves de média capacidade, para ser páreo ao inimigo, mas que jamais terá a capacidade de se equiparar aos Top gun da USAF ou da US NAVY. Essa política também é a peça chave para o contrato do F-35, pois além das 2443 previstas para os EUA, a venda do avião ainda é esperada para mais 10 países que participaram do desenvolvimento da aeronave.
O F-35 ainda sem a pintura completa
O problema começou em relação aos atrasos, pois enquanto grande parte da USAF se torna obsoleta com a produção de novos modelos de caças europeus e asiáticos, os F-35 lutam contra altíssimos custos de produção e limites operacionais. O ambicioso projeto de três aviões na mesma célula, inicialmente em 2006 quando voou pela 1º vez foi cotado entre 75 a 89 milhões de US$ (USD), hoje com 63 aeronaves de pré-série entregues a USAF o custo previsto para o final de 2013 chega a 304 milhões (USD) para cada aeronave.
O F-35 tem uma alta capacidade de carga externa, cerca de 8100 kg, superior a qualquer outro caça monomotor e superior também mesmo a maioria dos bimotores, porém sua carga interna é limitada a dois cabides, acima armado com duas bombas e dois AIM-120. O F-35 conta somente com sua furtividade para penetrar no espaço aéreo inimigo e executar sua missão de combate, com a carga externa, sua furtividade cai ao nível de uma aeronave convencional, tornando assim o avião tão vulnerável quanto qualquer outro.
 Acima, o F-35 com 6 cabides externos
Com uma velocidade máxima de mach 1.6 e alcance de 2220 com combustível interno, o F-35 tem um desempenho abaixo de seus similares, portanto o custo da aeronave torna-se inviável pelo que ela realmente oferece. Devido a políticas, até agora somente o Japão confirmou a compra dos F-35, outros países como a Itália, que também faz parte do programa, luta para conseguir adquirir os Eurofighter Typhoon que são superiores em desempenho ao F-35 e bem mais baratos.
A grande verdade sobre o F-35 é que a previsão norte-americana de ter 3100 caças F-35 operacionais em 10 nações até 2035 não irá se concretizar enquanto o avião custar um valor tão elevado para ter um desempenho tão medíocre. A Força Aérea Canadense com o seu projeto de substituição dos antigos e obsoletos CF-18 Hornet pelos novos CF-35 Lightning II, diz claramente que mantém sua encomenda de 65 aeronaves a um custo de 75~80 milhões de UDS cada... A pergunta que fica é: Como os EUA vão vender um avião a metade do custo de produção ?
???
O F-35 será um grande sucesso como o F-5 Tiger e o F-16 Fighting Falcon ou um grande fiasco como o B-2 Spirit e o F-117 Night Hawk...
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Saiba por que o F-35 pode ser cancelado !
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Para quem acha que estou sendo tendencioso ou dizendo apenas balelas sem sentido ficam os comentários externos sobre o assunto:
http://www.ausairpower.net/APA-NOTAM-030907-1.html
 http://www.asian-defence.net/2011/05/usa-f-35-jsf-vs-russian-su-35s.html