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sábado, 30 de junho de 2012

Radar de monitoramento aéreo e espacial Voronezh-D

O radar de monitoramento aéreo e espacial Voronezh-D é uma das novas unidades de radares que a Rússia está implantando para cobrir "furos" em seu sistema de defesa contra a entrada de veículos em orbita ou aeronaves e mísseis dentro da atmosfera terrestre.


 O radar observa grande parte da Mongólia e da China, assim como o sudeste asiático, parte da Índia e do Japão.

 O complexo é monitorado 24hs por dia, evitando assim que qualquer objeto voador em direção a Rússia seja detectado imediatamente.

Além do radar, o complexo de monitoramento espacial conta com uma série de antenas de comunicação cobertas por domos.
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terça-feira, 26 de junho de 2012

O que será isso ?

Não encontrei nada sobre esse essa estranha plataforma que é montada nos SSBN russos durante  a fase de testes...
 K-407 Novomoskovsk (projeto 667BDRM)
 Também é apenas uma suposição, mas é provável que a mais recente arma estratégica russa, o R-29RMU2 Layner esteja sendo implantado no Novomoskovsk.
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Abaixo o Yuri Dolgorukiy também estava equipado com esse aparelho durante sua primeira fase de ensaios em mar aberto.
K-535 Yuri Dolgorukiy (projeto 955)
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Se alguém souber do que se trata, por favor me diga, assim atualizo esse post.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Submarinos nucleares russos se movimentam com a chegada do verão

Com a chegada do verão, o Novomoskovsk também chega a Severodvinsk (22/06/12) com um acessório um tanto estranho na proa:
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Os dois gigantes da Classe Akula ainda permanecem ancorados ao lado do quebra mar...
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O Novomoskovsk foi recentemente re-incorporado a VMF, pode estar a receber também, como seu irmão Tula, os novos mísseis R-29RMU2 Layner, derivado do Sineva. O Layner tem a capacidade de evitar os novos sistemas de defesa anti-míssil instalados nos navios da US NAVY, além do transporte de 12 ogivas de 150kt cada.
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Seva no mar novamente

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Em 21/06/12 o mais moderno, rápido e poderoso submarino de combate do mundo, o K-329 Severodvinsk, ou carinhosamente chamado pelos russos de "Seva", sai para testes em mar aberto.
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Espera-se que essa máquina entre em serviço ainda no final desse ano.
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Mais sobre:

domingo, 24 de junho de 2012

K-84 Ekaterinburg chega para reparos

22/06/2012
 Contrariando todas espectativas dos pessimistas, o SSBN K-84 Ekaterinburg, vítima de um incêndio acidental em 29/12/2012, chega a Severodvinsk navegando e não rebocado em uma doca flutuante, como esperávamos.
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A recuperação do Ekaterinburg que será realizada pelo estaleiro Zvezdochka em Severodvinsk tem a previsão de durar até 2014, sendo que o SSBN tem que estar ativo na VMF até 2018.
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Mais sobre o assunto em ordem cronológica:

sábado, 23 de junho de 2012

Su-35S - a batalha pela superioridade aérea

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Navegando pela net encontrei essa notícia: http://lenta.ru/articles/2012/04/05/versus/ lamentávelmente está em russo, e pelo tradutor do google palavras como "Sukhoi", são traduzidas como "à seco"...
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Mas para quem está atualizado sobre o assunto consegue entender boa parte da matéria, que se refere a superioridade do Su-35S sobre as demais aeronaves de combate.
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O interessante sobre essa matéria, tirando toda a balela do fabricante e da agência de notícias, é o comentário sobre uma simulação de guerra em 2018, onde o Su-35S é colocado em combate com outras aeronaves como o Raptor, o F-35 e o Rafale.
radar Irbis-E
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Tecnicamente o radar Irbis-E do Su-35S é similar ao norte-americano AN/APG-77 que equipa o Raptor e o AN/APG-81 do F-35. Seu desempenho em vôo, no geral também é muito similar, a grande sacada russa foi a combinação de uma fuselagem clássica com tecnologia de 4º++ geração.
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O diferencial do Su-35S está no armamento, manobrabilidade em combate (questionável) e principalmente no preço, pois o F-35 varia de acordo com o modelo entre 197 a 238 milhões de dólares, o Raptor quando era fabricado custava cerca de US$ 150 milhões e o Su-35S custa cerca de 65 milhões (US$).
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Considerando que o míssil R-27 atinja seu alvo, o seu alcance chega quase ao dobro do AIM-120, que equipa o Raptor e o F-35, dando assim uma vantagem mais larga ao Su-35S em um combate aéreo. É importante citar também que os modelos norte-americanos transportam menos mísseis, sendo 4 para o F-35, 10 para o Raptor e 12 para o Su-35S.
mísseis AAM Vympel R-27 em um Sukhoi da VVS
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Sua desvantagem está na capacidade stealth, pois como o desenho da fuselagem vem do final dos anos 70, o Su-35S tem pouca ou nenhuma furtividade, claro, se comparado a aeronaves stealth como o F-35 e o Raptor.
 Postei o esquema acima a algum tempo atrás, mas por ele é possível ver que o Raptor e o F-35 podem chegar mais perto sem serem vistos, isto é, se limpos, sem cabides externos. 
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É pura conversa de mídia sensacionalista dizer que uma aeronave STEALTH (FURTIVA) é invisível, pois dentro de 50 a 65 km o radar IRBIS-E detecta qualquer aeronave. Além dos sistemas ótico e irfravermelho, caracteríscos da série de combate da Sukhoi.
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Acho importante ressaltar que qualquer avião de combate tem perna curta devido ao tamanho reduzido dos tanques de combustível internos e ao uso do pós-combustor. Assim normalmente o Raptor, quando sai em missão real sempre carrega dois tanques de combustível em cabides nas asas, tornando-se mais visíveis ao IRBIS-E.
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 F-22 Raptor
F-35 Lightning II
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A furtividade também cai quando as baias de armas são abertas para o disparo dos mísseis. Nessa situação partes internas do avião, fora os mísseis ficam expostos, recebendo e refletindo as ondas de radar advesárias. Para essa situação, o Su-35S está equipado com o AAM Vympel R-27ET.
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O R-27ET (acima) tem orientação IR (infravermelho) e um alcance de 120 km. O míssil pode ser disparado quando o IRBIS localiza o alvo, imediatamente após o fechamento das baias, mesmo se o caça stealth desaparecer do radar os mísseis IR continuam seguindo em sua direção, pois mesmo com os resfriadores, qualquer aeronave tem uma temperatura muito superior a do ambiente.
Acima um Raptor queimando tudo... vítima fácil para o R-27ET...
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Voltando ao assunto da matéria, a simulação realizada por uma agência australiana, a batalha aérea simulada se inicia em 2018 próxima a Taiwan. Nesse simulado participam 480 caças, sendo que metade deles são os Su-35S e a outra metade aeronaves de fabricação norte americana.
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No 1º simulado, o F-35 que chegará dentro dos próximos anos a Real Força Aérea Australiana consegue uma vitória de 8 para 1, contra os Su-35S. Assim todos caças russos são abatidos, numa proporção de 1/8 e somente 20% dos F-35 retornam a base. No 2º simulado, o Raptor é testado, gerando uma vantagem de 4 para 1 (139 voltam a base), e na 3º simulação uma formação inteira de F/A-18E Super Hornet, que está atualmente em uso pela Austrália. é dizimada pelos Su-35S.
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Como conclusão a matéria em conjuto com essa outra: http://lenta.ru/news/2012/04/04/su35 , o Su-35S é considerado superior ao F-35 e ao Rafale, tanto quanto a qualquer outra aeronave de combate, tanto as mais modernas como o Eurofighter e o Gripen, assim como as mais antigas e desatualizadas, como os F-15 e F-16.
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