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segunda-feira, 26 de março de 2012

Submarino nuclear russo K-51 Verkhouturie completa a reforma


O SSBN K-51 Verkhouturie, o 1º da Classe 667BDRM, completa dia 24/03/ 2012 a reforma que lhe dará uma vida útil até 2020.

Dados:

Nome: K-51 Verkhouturie
Tipo: SSBN
Classe: projeto 667BRDM
Situação: ativo na frota do norte

Comprimento: 167,4 m
Boca: 11,7 m
Calado: 8,8 m
Deslocamento à tona: 11700 t
Deslocamento submerso: 18200 t
Propulsão: 2 reatores nucleares, 2 eixos 60000 hp total
Velocidade: 14 nós à tona e 24 nós submerso
Autonomia: de 80 a 90 dias
profundidade de mergulho: normal de 320 a 400 m e máxima de 550 a 650 m
Tripulação: entre 135 e 140

Armamento: principal 16 SLBM R-29RMU Sineva, secundário 4 tubos de torpedo de 533mm com recarga de até 18 torpedos e sistema de defesa antiaérea IGLA.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Conheça os modelos de combate da Sukhoi (parte 1)

Hoje é comum qualquer leigo comentar sobre a família de aeronaves de combate produzidas pela Sukhoi como se fosse uma única aeronave, para alguns o Su-27 e para outros o Su-30, que dentre a variedade produzida são os mais populares.
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Desde o início dos anos 50, o Pavel Osipovich Sukhoi trabalhou no desenvolvimento de uma séries de aeronaves, dentre elas encontram-se as mais notáveis aeronaves de combate da História da Aviação Moderna.
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O primeiro protótipo surgiu em 1956, quando as autoridades militares soviéticas viram a necessidade de uma aeronave de combate e interceptação de capacidade supersônica com um radar destinado a localização de alvos aéreos e orientação de mísseis ar-ar. Surgiu então o protótipo T-3 que concorria na época com o Mig-21, ambos disputavam a vaga de aeronave padrão para combate ar-ar na URSS e dentre os dois seria escolhido um para produção em série.
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Sukhoi T-3
Sukhoi T-3 tal como era em 1956
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O T-3 perdeu para o Mig-21 por ser uma aeronave maior, consequentemente mais cara e como menos manobrabilidade. Porém o Mig-21 era limitado em questões como alcance, teto de serviço e a estabilidade de velocidades acima de mach 2 por tempo prolongado. Então no mesmo ano de cancelamento do projeto T-3 iniciaram-se os testes no Sukhoi Su-9.
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Sukhoi Su-9
Acima o Sukhoi Su-9, que entrou em serviço na VVS em 1959 como interceptador supersônico. Ao todo foram produzidas cerca de 1150 dessas aeronaves, que apesar de parecer um número alto, corresponde a cerca de 10% do total de Mig-21 produzidos.
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Com a crescente evolução dos bombardeiros da USAF a URSS necessitava de aeronaves ainda mais rápidas e poderosas que os Su-9, portanto em uma medida provisória foi criado o Su-11, que não passava de um Su-9 com motor mais possante, velocidade e altitude de combate maiores, mísseis mais novos e um novo radar.
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Sukhoi Su-11
Um total de 108 Su-11 foram construídos e serviram a VVS de 1964 a 1970.
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Em 1967 já estava pronto a serviço da VVS o Su-15, que apresentava um design diferente dos anteriores, com entradas de ar lateral.
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Sukhoi Su-15
O Su-15 já possuía um desempenho similar aos caças modernos, se comparado ao atual F/A-18E Super Hornet norte americano, o Su-15 só era inferior em alcance e capacidade de armas, considerando é claro que ambas aeronaves possuem porte similar e que o F/A-18E também pode ser utilizado em missões de interceptação aérea.
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Durante sua produção apareceu também o Mig-25, também interceptador, mas com capacidades muito superiores. Assim o Su-15 foi relegado a missões de menor importância, sua função era abater aeronaves subsônicas de longo alcance, como ocorreu com o Boeing da Korean Airliners em 1983.
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Sukhoi T-58VD
Derivado do Su-15, o T-58VD possuia motores auxiliares na fuselagem para decolagens STOL. Devido a custos e problemas operacionais o modelo não chegou a entrar em serviço.
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Em 1976 a USAF introduziu o Mcdonnel Douglas F-15A Eagle, uma aeronave de combate sem precedentes, pois combinava a o desempenho de um interceptador, a capacidade de manobra de um Mig-17 e o armamento de um Phantom. Tal avião era capaz de manter a "superioridade aérea" em um campo de batalha para que outros aviões, navios ou veículos terrestres pudessem realizar suas missões dentro de um espaço aéreo seguro.
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A URSS decidiu também produzir um avião similar, porém superior ao F-15A. Para isso o novo protótipo deveria ser mais manobrável e ter um sistema de mísseis de maior alcance. Assim o desenhista/projetista Pavel Osipovich Sukhoi criou o T-10 (abaixo) que fez seu vôo inaugural em 1977.
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Sukhoi T-10
Lamentávelmente o criador não pôde ver sua criação vora pois Sukhoi veio a falecer antes do "debut" da aeronave.
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O T-10 combinava o "tunel" entre os motores do F-14A Tomcat, a deriva dupla do Mig-25, asas e fuselagem do Mig-29 e capota em bolha do F-15A Eagle. Todas essas até então nunca aplicadas em um mesmo avião.
O T-10 mostrou se excepcional em todas funções, mas após a morte de Sukhoi, ainda recebeu algumas modificações durante os 7 anos antes da produção ser liberada. O T-10 ainda permanece em exposição no Museu de Monino.
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Sukhoi Su-27S
Em 1984 a VVS recebeu as primeiras unidades do Sukhoi Su-27S, que foi a designação adotada para o Su-27 original de pré produção, que era derivado do protótipo T-10.
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O Su-27S foi mostrado pela 1º vez ao ocidente em Le Bourget, na França em 1989. A adoção do Su-27S pela VVS forçou os EUA a modernizarem seus F-15A, pois já sabiam eles que o Su-27S era muito superior em combate se comparado a qualquer outra aeronave ocidental.
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O Su-27S ainda permanece em serviço em 11 países fora a Rússia, contra 3 do seu rival F-15 (todas versões).
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Na Rússia, o Su-27S antigo deixou as fileiras da linha de frente da VVS para a reserva ou para a equipe acrobática "Cavaleiros Russos", que é até hoje a única equipe acrobática do mundo a utilizar aeronaves de superioridade aérea.
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Do Su-27S derivou-se o Su-27UB, uma versão de treinamento, com um 2º assento em tandem, mas com total capacidade de combate.
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Sukhoi Su-27UB
O Su-27UB(acima) é de propriedade particular e voa atualmente nos EUA, mas ainda são utilizados por ao menos 7 países mundo afora.
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Nos EUA com a adoção do Su-27S pela VVS, iniciou-se uma série de programas para melhoramento da capacidade de combate do F-15A, assim a nova e atual versão o F-15C entrou em serviço. A resposta russa foi imediata com a produção do Su-27M, ou Su-27S melhorado.
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Sukhoi Su-27M
Hoje mesmo com muitas aeronaves de superioridade aérea pelo mundo, não há nenhuma dentre essas que seja oponente tanto ao Su-27M ou ao F-15C (fora os da família Sukhoi), levando em consideração tanto sua capacidade de combate quanto sua quantidade ativa em serviço em seus respectivos países de origem. Como exemplo, citando o a RoyaL Air Force possui hoje somente 86 Typhoon contra 260 Su-27M da VVS e 260 F-15C da USAF.
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O Su-27M é um caça puro, projetado para combate aéreo mas como o F-15C pode também executar missões secundárias de ataque e bombardeio.
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Um dos grandes implementos na série Su-27M foi a utilização combinada de mísseis de longo alcance ao radar que possibilita engajar 8 alvos aéreos simultâneos.
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O míssil ar-ar Vympel R-27 (acima) utilizado pelo Su-27M tem alcance de até 130 km, ou seja, quase duas vezes o alcance de um AIM-120 AMRAAM (72 km) transportado pelo F-15C.
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Su-27UBM
O Su-27UBM é a versão "M" melhorada do Su-27UB. Com as mesmas características, o treinador biposto tem a mesma capacidade de combate de um Su-27M monoposto.
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Sukhoi Su-30
O Su-30 veio como uma resposta imediata aos caças multifuncionais ocidentais da década de 90. Sua fuselagem em si se equpara muito ao Su-27UBM, porém o Su-30 é equipado com um radar multimodo da série BARS que possibilita tanto um combate aéreo como missões de ataque ao solo.
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Exibido em feiras e exposições tanto na Rússia como no mundo afora, o Su-30 veio com a intenção de rivalizar com o F-15E Strike Eagle, utilizado por 3 países atualmente.
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Curiosamente o Su-30 visa o mercado de exportações, apesar de também ser utilizado em pequena escala pela VVS.
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Em exercícios conjuntos realizados entre os Su-30 da Força Aérea Indiana e os F-15C da USAF, o Su-30 mostrou superioridade em combate corpo a corpo, já que os indianos não utilizaram o radar BARS para não ter sua frequência monitorada pelos norte-americanos.
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 Com um desempenho acima de seus rivais F-15C Eagle e F-15E Strike Eagle, e um preço acessível, o Su-30 é hoje o "carro-chefe" das exportações de armas da Rússia. Acima um Su-30 da Indonésia.
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 Até nossos vizinhos como a Venezuela já possuem essa formidável aeronave.
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Acima um Su-30 da Força Aérea da Uganda, que é o mais novo usuário do Su-30.
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Cerca de 15 Su-30 são utilizados pela Força Aérea Russa, tanto na versão original como a mais recente Su-30MK.
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Acima um Su-30M2 da VVS na base aérea de Krimsky.
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Continua parte 2/3 
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