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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mísseis anti navio parte 2 (anti ship missiles part 2)

Na primeira parte da matéria sobre os mísseis anti navio, foram comentados modelos subsônicos, ou que em fase final de trajetória, utilizam de velocidades maiores, e até supersônicas para se evadir de contramedidas defensivas por parte do navio alvo.
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Nessa segunda parte, comento os modelos supersônicos, que são atualmente produzidos somente pela Rússia mas utilizados por várias nações.
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P-270 Moskit (URSS)
Após a perda do destróier israelente Eilat em 1967, para mísseis soviéticos P-15 Termit, as marinhas ocidentais iniciaram um processo de melhoria na defesa anti míssil das embarcações. Em 1980 a US Navy recebeu o canhão anti míssil CIWS Phalanx, que dispara até 4500 projéteis por minuto e possui um alcance de 3600 m.
Acima o míssil antinavio supersônico P-270 Moskit
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Em seu curso final, um míssil anti navio subsônico é detectado pelos radares do navio adversário, o tempo de reação de defesas, tanto com canhões, outros mísseis e medidas passivas (ECM, chaff, flare, etc) varia de 120 a 150 segundos, portanto a idéia soviética era de pproduzir uma arma capaz de reduzir em um terço esse tempo e com sua elevada velocidade, evitar ou anular a retaliação com canhões Phalanx.
 Acima um destróier da classe Sarych (projeto 956) dispara um Moskit.
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Para isso foi criado o Moskit, uma variante de menor porte das armas criadas com a função de combater os super porta aviões da US Navy.
O míssil foi o primeiro da categoria a utilizar um sistema de trajetória de vôo mista, isto é, alternando durante o vôo sua altitude, em geral baixa e próxima ao nínel do mar. Acima é possivel ver o nariz de um Moskit instalado em um Beriev, a medida foi utilizada durante a fase inicial de testes do Moskit para avaliação do desempenho de seu radar ativo.
Hoje o Moskit é lançado a partir de navios e lanças de ataque, porém pode também ser lançado por aeronaves, mesmo não sendo algo comum. O Moskit é utilizado atualmente pela VMF, pela China e Índia.
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P-800 Oniks, BrahMos e Yakhont (Rússia/Índia)
Originalmente o míssil cruzador supersônico anti navio russo P-800 Oniks foi concebido como uma versão mais econômica do P-1000 Vulkan (descrito a seguir), que poderia ser lançado de embarcações menores que os cruzadores da Classe Moskva, com a finalidade de destruir navios de grande porte e porta aviões. Do original derivou-se dois outros modelos, o Yakhont para exportação e o BrahMos, produzido em conjunto com a Índia.
Acima uma fragata da Indonésia testa o míssil Yakhont
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O BrahMos é projetado para ser lançado tanto por aviões, navios e plataformas terrestres (fixas e móveis) como por submarinos, a partir dos tubos de torpedo de 650 mm, padrão em todos SSN e SSGN produzidos pela URSS e pela Rússia, assim como o INS Chakra que será alugado pela Índia. O Oniks e o Yakhont são lançados de navios, veículos e plataformas fixas terrestres.
Mais sobre o BrahMos: link
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P-1000 Vulkan (Rússia/URSS)
O P-1000 Vulkan é uma evolução do P-500 Bazalt, diferentemente do Granit ele foi criado para a substituição do Bazalt utilizando se das mesmas plataformas de lançamento, porém com o colapso da URSS, os antigos SSGNs e cruzadores porta aviões Krechyet (Projeto 1143) foram desativados, mas os P-1000 continuam ainda ativos nos cruzadores Atlant (Projeto 1164) e em veículos terrestres.
Os avanços nas defesas da US Navy motivaram o aumento do alcance e dos sistemas de orientação e controle do P-1000 que teve sua produção iniciada em 1987.
Acima, o cruzador Moskva da Classe Atlant, com 16 lançadores do P-1000 Vulkan.
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Esse míssil foi projetado para anular um super porta aviões com a ogiva convencional de 500 kg ou eliminar uma força tarefa completa se armado com ogiva nuclear.
Atualmente o P-1000 é o míssil anti navio com maior alcance, até 700 km, sendo assim dois de seus tranportadores são nau capitânea da Frota do Pacífico e da Frota do Mar Negro.
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P-700 Granit
A mais temida arma anti navio da atualidade teve origem a partir da segunda metade dos anos 60, quando se iniciaram os trabalhos de construção da classe Nimitiz de super porta aviões da US Navy. O Granit foi desenvolvido com base parcial no aposentado P-500 Bazalt, que equipou os SSGNs e cruzadores porta aviões soviéticos na década de 70. O Moskit veio com algumas inovações sobre o modelo anterior, como um ganho significativo no alcance, uma ogiva maior e duas classes de embarcações para transportá-lo, a Classe 1144 Orlan de cruzadores de batalha e a Classe Antey de SSGN.
O Granit com um peso de 7000 kg, uma velocidade de mach 2,5 e uma ogiva de 750 kg possui uma carga cinética inigualável, cerca de 14 vezes superior a do Tomahawk anti navio. Seu potencial de destruição com ogiva convencional é o suficiente para destruir qualquer porta aviões ou super porta aviões, com a ogiva nuclear de 500 kt a sua capacidade é de destruição de uma força tarefa norte americana.
 Os submarinos Antey transportam 24 mísseis Granit em lançadores laterais no casco, que se aliados a sua capacidade de permanecer até 150 dias submerso, navegando em velocidades de até 32 nós, o transformam na mais poderosa arma costruída para eliminar os super porta aviões da US Navy.
Hoje o maior míssil anti navio do mundo, o Granit é lançado a partir de um sistema VLS, o que permite o lançamento simultâneo de vários mísseis, podendo assim realizar um ataque de saturação. Devido a velocidade de mach 2,5, um ataque maciço com mísseis Granit anularia qualquer sistema atual de defesa.
Com a introdução da nova classe de submarinos Yasen, mais modernos, silenciosos e velozes, existe a possibilidade do Granit, que também não é mais fabricado, começar a ser retirado de serviço. Apesar de ainda não possuir um substituto, nada descarta que possa a ser substituido pelo Oniks, que também é supersônico, podendo transportar uma ogiva nuclear.
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