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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Top 10 submarinos nucleares de ataque

 
Os submarinos nucleares de ataque podem ser divididos em 2 tipos, os submarinos de ataque a alvos fixos em terra e submarinos de ataque a alvos móveis no mar, tanto submersos como na superfície. Os submarinos de ataque também recebem a designação de SSN para "submarino nuclear de ataque" e SSGN para "submarino nuclear de míssil guiado". Hoje como é possível o lançamento de mísseis pelos tubos de torpedo, todos os SSN tem a possibilidade de lançar mísseis, portanto podem receber a classificação de SSGN.
Na foto acima, dois silos abertos com o míssil cruzador supersônico antinavio P-700 Granit
Fica difícil determinar qual o melhor dentre eles, pois suas funções podem ser alteradas de acordo com a missão a ser executada, sendo ataque ao solo ou a alvos marítimos. Sendo assim não haverá a posição do 1º ao 10º como tem sido até então no Top 10 do nosso Blog.
Míssil cruzador BGM-109 Tomahawk de fabricação norte-americana
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Ohio Class SSGN (EUA)
Sem dúvida com uma capacidade de transporte de 154 mísseis Tomahawk os Ohio SSGN são os mais poderosos submarinos de ataque ao solo com mísseis cruzadores. Os Ohio SSGN foram originalmente construídos como SSBN (submarino nuclear de míssil balístico) porém com o novo tratado de redução de armas estratégicas, quatro unidades tiveram os silos de mísseis Trident SLBM substituídos por lançadores de mísseis Tomahawk SLCM.
Os Ohio SSGN também podem operar grupos de elite SEALs da US Navy, equipados com botes infláveis e mini-submarinos para operações secretas.
 Com uma velocidade de 25 nós e autonomia submersa de mais de 100 dias, o Ohio SSGN tem capacidade de conduzir um ataque ou missão em solo em qualquer litoral ao redor do globo.
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Projeto 949A Antey (URSS/Rússia)
 Os maiores dentre todos os submarinos de ataque já construídos, os SSGN da Classe Antey foram uma reposta soviética aos super-porta aviões da Classe Nimitz utilizados pela US NAVY em missões em todos oceanos do planeta. Devido a suprema capacidade de ataque, defesa, velocidade e autonomia dos super-porta aviões a URSS construiu um SSGN sem precedentes.
O Projeto 949A é uma evolução do anterior Projeto 949 Granit que teve somente duas unidades produzidas, das 18 unidades previstas somente 11 foram concluídas, atualmente dois foram retirados de serviço por se mostrarem muito onerosos operacionalmente pela VMF e um foi perdido em acidente com toda sua tripulação (Kursk), os 8 remanescentes permanecem na VMF porém 2 deles ainda estão em doca seca para reformas e atualização.
Como armamento a Classe Antey utiliza-se de 24 mísseis cruzadores supersônicos antinavio P-700 Granit como armamento principal em lançadores posicionados lateralmente no casco, essa arma é a mais poderosa arma antinavio já produzida, seu alcance de 650 km, velocidade de mach 2,5 e ogiva nuclear de 500 kt tem a capacidade de destruir não somente um navio, mas o grupo de batalha inteiro. 
Também o submarino conta com 6 tubos de torpedo, sendo 4 de 533 mm e 2 de 650 mm, deles pode se lançar uma variedade de armas antinavio e anti-submarino, dentre eles o torpedo supercavitante VA-111 Shkval que com a velocidade de 360 km/h submerso pode destruir qualquer submarino ocidental antes que esse possa guiar seus torpedos a cabo até o submarino russo.
Completando o texto, os SSGN Antey contam com dois eixos propulsores que impulsionam o monstro de 23860 t a uma velocidade de até 32 nós, sua autonomia pode ultrapassar os 120 dias.
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Seawolf Class (EUA)
 Desenvolvidos no final da década de 80 para suceder a Classe Los Angeles que já se encontrava obsoleta perante os mais modernos submarinos da URSS, os Seawolf são os melhores submarinos de combate americanos. Porém como nada é perfeito, a Classe Seawolf estava fora do orçamento da US Navy e portanto somente 3 foram construídos.
O USS Jimmy Carter, 3º  e derradeiro da classe, tem um comprimento de 30 metros a mais que abriga uma seção destinada a transportar uma unidade de fuzileiros SEALs para operacões especiais. 
 Com 8 tubos de 660 mm os Seawolf podem transportar um total de 50 armas, dentre mísseis antinavio Harpoon, mísseis cruzadores Tomahawk e torpedos. Com velocidade de 35 nós, autonomia de mais de 90 dias e profundidade de mergulho de 600 m, os Seawolf são sem dúvida rivais a altura de qualquer submarino russo.
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Projeto 971 Shchuka-B (URSS/Rússia)
Com a experiência obtida a partir dos Projetos 671RMT Shchuka, 705 Lyra e 945 Barrakuda, o 971 Shchuka-B foi criado para ataque ao solo e enfrentar qualquer submarino americano em combate. Os Shchuka-B foram projetados para velocidades de até 35 nós, autonomia de 100 dias e profundidade de mergulho de 600 m.

Os Shchuka-B receberam várias inovações desde as primeiras unidades e dos 13 mantidos hoje pela VMF, cerca de 10 permanecem em serviço ativo. O último a ser construído está em fase de testes para ser alugado à Marinha Indiana.

Os 971 Shchuka-B tem 8 tubos de torpedo, sendo 4 de 533 mm e 4 de 650 mm, deles podem ser lançados mísseis ASW e antinavio do tipo Klub, mísseis cruzadores RK-55 Granat, torpedos Shkval e torpedos convencionais e nucleares de 533 e 650 mm, o paiol comporta até 40 armas no total, escolhidas dentre o mix acima dependendo da missão. O Shchuka-B é o SSN multi-missão russo comparável aos Seawolf americanos.
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Virgínia Class (EUA) 
Sucessor direto da Classe Los Angeles, os SSN da Classe Virgínia foram projetados para ataque ao solo com mísseis Tomahawk, mas também podem executar missões secundárias antinavio e ASW. Seu armamento é composto de um lançador vertical com 12 BGM-109 Tomahawk e 4 tubos de 533 mm com 38 torpedos de reserva.

A Classe Virgínia teve sua construção a partir de 1999, portanto são os submarinos mais modernos dos EUA e junto com os Astute ingleses, os mais avançados SSN do mundo. Suas novas tecnologias incluem um sistema totalmente eletrônico de controle e redução na assinatura eletromagnética, além é claro da significativa redução de ruído.
Por dentro do USS Virgínia
Mesmo com uma certa controvérsia em relação à sua limitada capacidade de combate a submarinos e navios russos devido à baixa velocidade (25 nós), hoje a US NAVY conta com 8 SSN da Classe Virgínia ativos de um programa previsto de um total de 30 unidades.
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Projeto 945 Barrakuda e 945A Kondor (URSS/Rússia)

K-276 Kostroma
Uma conquista da engenharia naval é o que pode-se dizer das Classes 945 Barrakuda e 945A Kondor projetadas pela URSS como submarinos de ataque multifuncionais. Os 945 e 945A são atualmente os únicos submarinos de ataque do mundo com casco de titânio.

Com somente 4 unidades construídas, os SSN de titânio foram responsáveis por um significativo aumento no potencial de ataque ao solo com mísseis cruzadores na marinha soviética. Os 945 e sua evolução o 945A introduziram a VMF o sistema de armas utilizado no Projeto 971 Shchuka-B descrito acima, com 4 X 533 mm e 4 X 650 mm + 40 recargas.

Com o mesmo desempenho e capacidade que o Shchuka-B, os 945 e 945A possuem um casco menor e mais leve, o que permite mais manobrabilidade em combate e resistência ao ataque inimigo. Citando o exemplo da colisão de 1992, o USS Baton Rouge da Classe Los Angeles teve que ser retirado de serviço devido as avarias no casco, porém o K-276 Kostroma voltou ao serviço ativo na VMF após ser reparado de um pequeno corte no casco.
Acima o USS Baton Rouge da Classe Los Angeles em fase de desmanche após a colisão com o K-276 Kostroma
 Como o Seawolf norte americano, os SSN de titânio eram extremamente caros e difíceis de serem produzidos, portanto tiveram sua produção encerrada, sucedidos por um modelo mais econômico, porém maior e mais pesado, o projeto 971 Shchuka-B. 
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Los Angeles Class (EUA)
A Classe Los Angeles apesar de se tornar obsoleta para caça de submarinos soviéticos a partir de meados dos anos 80, ainda é notoriamente a classe de submarinos mais importante para a US Navy, pois as 43 unidades ainda em serviço fazem o patrulhamento e monitoramento de uma grande área além de escolta das
frotas navais.

Os submarinos da Classe Los Angeles foram projetados inicialmente para acompanhar e monitorar os SSBN soviéticos, assim como a destruição (além dos citados) dos SSN, SSGN e navios de superfície. Com o avanço da tecnologia naval, a URSS começou a produzir a partir da metade dos anos 80, submarinos mais rápidos e silenciosos, que ao invés de serem a caça, se tornavam perseguidores de seu caçador.
 
Em 1992 ocorreu a colisão entre um SSN Los Angeles e um submarino soviético, o USS Baton Rouge e o SSN K-276 Kostroma se chocaram após uma perseguição submersa, pois não conseguiam se "encontrar" pelo sonar devido a igualdade de nível de ruído entre os rivais.
 
Inicialmente os SSN Los Angeles seriam substituídos pelos Seawolf que se mostraram muito onerosos e fora do orçamento da US Navy, portanto a Classe Los Angeles permaneceu em contrução até 1996. Os últimos 31 submarinos da Classe Los Angeles receberam um lançador vertical para 12 mísseis Tomahawk, pois mesmo ineficazes contra navios e submarinos russos, os Los Angeles tem participado com sucesso em todas as guerras que a US Navy participou desde a Guerra do Golfo em 1989 disparando mísseis Tomahawk contra alvos em terra.
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671RTM Shchuka (URSS/Rússia)
Criado em 1967 o Projeto 671 foi o primeiro submarino a incorporar o formato estilo "albacore" na marinha soviética. Como seu concorrente norte-americano Los Angeles, os 671 foram produzidos em grande quantidade e durante o passar dos anos, receberam atualizações no design, armamentos e eletrônicos. No total foram produzidas 48 unidades das quais as 4 mais recentes (1988 a 1992) ainda permanecem em serviço.

Devido a seu projeto antigo, mesmo os mais novos 671RTM em serviço são extremamente ruidosos, e mesmo com sua velocidade de 32 nós submersa, os Shchuka seriam facilmente detectados pelo inimigo. Como seu rival norte-americano Los Angeles, os 671RTM remanescentes tem como armamento principal o míssil cruzador RK-55 Granat, de ataque ao solo, similar ao Tomahawk.

Os Shchuka possuem 2 tubos de 650 mm e 4 de 533 mm com capacidade para até 24 armas.

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Astute Class (UK)

O Astute é o primeiro de uma classe de 7 SSNs previstos para substituir os antigos Trafalgar na Royal Navy. O projeto engloba tecnologia dos anos 2000, portanto são os mais recentes e atualizados submarinos de ataque do mundo. Com design de baixa assinatura ao sonar, a Classe Astute promete ser a mais silenciosa já utilizada pela Grã-Bretanha.

Hoje testa-se no mar o 2º barco da classe, com mais um em contrução, o Astute é o submarino nuclear de ataque do futuro. Sua função é de ataque ao solo com mísseis Tomahawk, mas com uma velocidade de 29 nós, os Astute também possuem uma razoável capacidade anti-navio e anti-submarino, utilizando se para isso torpedos guiados a cabo.

O Astute conta com 6 tubos de 533 mm e um paiol com até 38 armas, alternadas entre Tomahawks e torpedos.

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Trafalgar Class (UK)
 
HMS Trafalgar 
Os antigos SSN da Royal Navy foram projetados na metade da década de 70 e produzidos de 1977 a 1986 aguardam a retirada com a introdução dos novos Astute. Dos 7 construídos, o Trafalgar (foto acima) já foi retirado e substituído pelo Astute.
 HMS Tireless
Com uma velocidade máxima de 32 nós, os SSN da Classe Tralfagar poderiam ser caçadores de navios e outros submarinos nucleares porém ele não lança mísseis antinavio.
 HMS Torbay 
Os SSN da Classe Trafalgar possuem 5 tubos de 533 mm para o lançamento de torpedos e mísseis Tomahawk de ataque ao solo. Alguns SSN dessa classe participaram de missões nas guerras do Iraque e do Afeganistão utilizando seus Tomahawk.
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Tabela comparativa:
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Outros
 
Classe Rubis de fabricação francesa
Apesar da França e da China também utilizarem submarinos nucleares em sua frota naval, os modelos não entram na lista, pois a Classe Rubis francesa possui uma velocidade máxima de 25 nós e deslocamento de 2600 t (muito baixo), o que limita muito sua autonomia submersa e seu armamento. A Classe Rubis será substituída pela Classe Barracuda que está em construção.
SSN do tipo 09-I da Marinha do Exército de Libertação Popular da China
Os dois modelos chineses ativos 09-I e 09-III não possuem dados e informações concretas para serem avaliados, porém sabe-se que a China batalha sozinha na construção dessas máquinas, portanto os SSN chineses ainda não possuem o mesmo desempenho e eficácia dos russos e ocidentais, ficando limitados a patrulhas em águas costeiras.
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Muito mais sobre submarinos em:
Submarinos da VMF
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Mais sobre o Top 10:
Os 10 melhores helicóteros de transporte pesado
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Os 10 melhores helicópteros de combate 
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6 comentários:

  1. Cara, gostei, a Rússia herdeira natural da URSS tá mt bem se subs...já o BRASIL só tem 5 p + de 16 mil km de litoral...piada..sds.

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    1. Oi, Carlos! Já pesquisou sobre aristocracia Russa? Vai ficar surpreso o que os dominantes fazem enrustidos em rótulos de sistemas. As guerras são situações programadas para desenvolvimentos de seus capitais. Mineração trás os mais ricos. Veja em Moscou cidade que há mais bilionários do mundo. Não foi Marxismo aplicado foi Stalinismo. Um tacape em eras passadas, tinha seu potencial de defesa e caça, o problema foi o homem deter o alheio. Assim essa massa, trabalha em função do capital, nunca de comum, só alheio!

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  2. No Brasil o fornecimento de mineração à indústria da guerra tem seu nome marcado em acordos políticos e meras vidas sacrificadas para a detenção do maior poderio do país - o império de eike. Não há interesse em ser o país o grande desenvolvedor de armamento porque assim os presidenciáveis, realizam compras para obterem o seu retorno de bolso profundo.
    Não importa quão sucateada fossem nossas tropas mesmo no período militar, ou nas compras efetuadas por lula e agora dilma (caça francês). Temos da mineração o tópico nesse contexto a serventia da maculação dos povos em retalho. Síria em dizimação com interesses de petróleo ao trajeto do oleoduto para a europa, ou a venda de armas para escoamento de sua produção. Reduzir a população no Oriente é primordial para num futuro próximo a invasão com menos defensores no solo possa causar menos danos a atmosfera!
    "Deixem que eles se matem!" Encamparemos a seguir...
    Koffe Annan fez firula, quando que no cargo tão responsável a imediação demonstra tamanho despreparo. Ele foi comandar ao Bashar al-Assadque permaneça, nos três porquinhos (nunca esqueça), o irmão que construiu fortificação , não aconselhou aos demais como manter seu estado. Geraram mecanismos e mantiveram seus estatus em solo até a guerra. São representantes colocados realmente para seus interesses. A representação precede. Em Brasília , não esquecer está um teatro nos arredores do ministeriado.

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  3. Como os submarinos russos são diferentes!!!! Vemos aqui um design próprio, projeto e construção bem diversos dos ocidentais, é espetacular a indústria russa que faz máquinas poderosas como essas dentro do seu país sem ajuda externa, produzindo tudo, do menor parafuso até o reator nuclear e sistemas eletrônicos. O Astute britânico, por exemplo, usa um reator nuclear americano. Nos russos tudo é russo. Fantástico!!!

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    1. Olá Carlos, mais uma vez agradeço tua participação no meu blog ! Respondendo seu comentário, não acho os subs russos estranhos, nem os americanos... Acho o Astute estranho... Hoje faço um curso superior de Tecnologia em Hidráulica, em uma facu pública, portanto tenho a disposição um tanque de testes... Meu sonho seria ter a réplica em maquete de todos para testá-los com o feixe de tinta corante (dentro dágua). Acho que hidrodinâmicamente, pela minha experiência (já trabalhei tb como marinheiro civil), o Astute é o de design mais estranho e de maior arrasto que os demais.

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  4. OLá Flavio, entendo que submarinos são máquinas de tenologias muito avançadas, mesmo os mais "medianos", se é que assim se possa classificar. Sabe-se que o Japão, por exemplo, possuía durante a 2ª Guerra Mundial, submarinos tão poderosos quanto os alemães, embora não os utilizassem como armas de ataque e sim de patrulha e escolta. Tais armas, eram ainda convencionais, propulsadas à diesel, estou certo? Mas, quando nos referimos à propulsão nuclear, tenologias sensíveis entram em cena. Pergunto: O projeto do submarino nuclear brasileiro, será apenas "mediano", quando comparado aos "tops" das superpotências, ou o Brasil ambiciona algo respeitoso, já de cara?

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