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sábado, 26 de novembro de 2011

Projekt 667BDR Kalmar

Os SSBN da classe 667BDR Kalmar iniciaram suas operações na Marinha Soviética em 1976, o projeto teve como finalidade superar qualquer outro submarino existente no mundo, seu desenvolvimento foi a partir do Projekt 667BD Murena-M, que já estava operacional nessa época. Atualmente os 3 sobreviventes da classe são os submarinos nucleares mais antigos em serviço.
A característica marcante em todos os SSBN do projeto 667 é a proeminente "seção de mísseis" que se estende acima do casco. Para superar o arrasto hidrodinâmico causado pela imensa protuberância, a classe Kalmar foi equipada com dois eixos e dois reatores nucleares, com duas poderosas turbinas, o submarino tem um total de 60.000 shp e velocidade submersa de 24 nós. Apesar do formato estranho, todos os submarinos da classe 667 não foram prejudicados na velocidade, sendo similares ou até mais velozes que seus concorrentes ocidentais.
Curiosamente todos SSBN do projeto 667 possuem o estabilizador na vela, como os Ohio americanos. Os submarinos russos tem como característica a navegação abaixo do gelo, portanto o estabilizador é retrátil, no casco e sempre próximo à proa, a vante da vela. Isso facilita em situações como a da foto acima, onde o submarino deve quebrar a "casca" de gelo para poder subir à tona.
É complicado dizer sem dados a espessura do gelo que os SSBN da classe Kalmar podem quebrar, mas pela foto, mesmo com os lemes na vela, certamente a placa chega a ter mais de 2 metros de espessura.
Ao todo foram construídos 14 submarinos desse tipo, após a sua 1º reforma, um deles foi convertido para missões especiais e teve seu compartimento de mísseis retirado. Desses 13 restantes, 7 foram eliminados devido ao tratado de redução de armas estratégicas de destruição em massa, assinado entre os EUA e Rússia, os outros 6 foram reformados e receberam novos mísseis para torná-los tão letais como qualquer submarino atual.
Inicialmente cogitou a desativação de todos os Kalmar, porém devido a seu custo operacional mais baixo e facilidade de manutenção, os 6 submarinos mais novos receberam tal reforma também para substituir os gigantes Akula, que após o fim da URSS, se mostraram caros demais para serem mantidos em serviço.
Apesar de serem os menores SSBN russos, os Kalmar possuem tamanho e deslocamento similar à classe Vanguard inglesa, sendo assim maiores que os SSBN chineses e franceses. Com um deslocamento submerso entre 13.000 a 16.000 toneladas, a classe Kalmar está hoje entre os 10 maiores submarinos do mundo.
Das seis unidades restantes, três ainda permanecem em serviço, sendo eles: K-433 São Jorge o Vitorioso, K-223 Podolsk e o K-44 Ryazan. Desses, o Ryazan foi o único a receber uma segunda reforma em 2007, o que lhe confere uma vida útil até 2017, os outros dois inicialmente não serão retirados com o comissionamento dos novos SSBN da classe Borei.
Acima, o K-433 São Jorge o Vitorioso ou Святой Георгий Победоносец em russo é visto durante sua reforma em doca seca.
O armamento principal dos SSBN da classe Kalmar são 16 mísseis da família R-29 Vysota, sendo eles: *R-29R com 3 x MIRV (200kt cada) alcance de 6500 km;
*R-29RK com 7 x MIRV (100kt cada) alcance de 6500km;
*R-29RL com 1 x MRV (450kt) alcance de 9100km.
Os mísseis R-29 são transportados à ré da vela e podem serem lançados submersos em sequência ou individualmente. Em 30/10/2010 um míssil R-29 foi disparado do Mar Branco e atingiu com sucesso os alvos no polígono de tiro da Península de Kura.
Um SSBN da classe Kalmar navegando com os 16 silos de mísseis abertos.
Apesar de antigos, os três SSBN da classe Kalmar são a espinha dorsal da Frota Russa do Pacífico, podendo desencadear um ataque maciço contra os EUA, destruindo toda costa leste e região central desse país.
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tipo: SSBN 
data do projeto: 1974 
operacional desde: 1979 (Podolsk) 
total produzido: 14 
efetivo ativo na VMF: 3 
comprimento: 155,10 m 
boca: 11,70 m 
deslocamento submerso: de 13500 a 16000 t dependendo do submarino 
velocidade máxima: 24 nós 
profundidade de mergulho: 320 m 
propulsão: 2 eixos, nuclear 
autonomia submerso: 90 dias 
tripulação: 130 
situação atual: os 3 permanecem ativos sem previsão de aposentadoria, de acordo com o último comunicado oficial

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