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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Exercício utilizando mísseis Iskander-M

O Iskander-M é um míssil tático de trajetória semi-balística que vem equipando as divisões do exército russo desde 2006. O míssil entra no lugar do controverso OTR-23 Oka, que podia transportar uma ogiva nuclear e se deslocar com facilidade pelo campo de batalha, estradas e cidades, tanto quanto se esconder dentro de prédios, debaixo de pontes ou em estacionamentos subterrâneos.

OTR-23 Oka
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O OTR-23 Oka deixou o serviço ativo na década de 90, devido a várias discussões sobre o poder de dissuassão da arma, discussões essas que causaram grandes dificuldades para a assinatura de tratados de redução, limitação e ploriferação de armas nucleares.
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Em termos operacionais o Oka tinha um alcance de 500 km e podia transportar uma ogiva nuclear com rendimento entre 5 a 10kt. Seu CEP era alto, de 30 a 150 metros. 


O Iskander-M, que foi desenvolvido a partir de 2004, possui uma ogiva convencional e CEP reduzido de 5 a 7 metros. Com características similares ao antigo Oka, o Iskander-M tem uma função diferente, em uma nova era.


A Rússia sofreu uma ameaça na era Bush da instalação de um sistema de defesa anti-míssil no leste europeu, onde alguns países antes aliados ao Pacto de Varsóvia, receberiam uma certa quantidade de sistemas anti-míssil que garantiria a destruição de uma certa porcentagem dos mísseis balísticos russos de caso fossem disparados.


Óbvio que a Rússia não viu isso como uma forma de evitar um confronto nuclear, mas uma ameaça a sua segurança, pois além de mísseis balísticos, os sistemas anti-míssil também podem abater aeronaves, utilizadas em qualquer tipo de conflito armado entre nações, como ocorreu entre Rússia e Georgia em 2008, como na Líbia em 2011, etc.


Assim países pequenos, como a Estônia, Letônia e Lituânia, em constante atrito com a Rússia poderiam se beneficiar de um sistema de defesa de última geração produzido nos EUA, e esses últimos utilizariam esses pequenos "bois de piranha" para testar a eficiência de suas armas contra as russas.


A resposta foi instantânea, a Rússia necessitava de uma arma capaz de neutralizar o escudo anti-míssil, assim em 2004 foi criado o Iskander, utilizando tecnologia e experiência obtida com a produção e utilização tanto do Oka como do míssil tático OTR-21 Tochka (ainda ativo).


O Iskander-M tem a capacidade de destruir batalhões de sistemas MIM-104F Patriot a 480km de distância, sendo assim se uma divisão de mísseis Iskander fosse instalada na região russa de Kaliningrado, todos os países bálticos estariam dentro de seu alcance.


A diferença entre o Iskander e o antigo Oka não se resume apenas na precisão e tipo de ogiva, mas no poder de manobrabilidade, hipervelocidade e trajetória com curva menor, evitando assim que os mísseis Iskander sejam abatidos tanto por sistemas anti-míssil como por aeronaves de interceptação.


Com o fim da era Bush, o sistema anti-míssil não foi instalado, portanto o então presidente Vladimir Putin declarou que o sistema Iskander-M continuará em produção para defesa da Rússia mas não será instalado em Kaliningrado.

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