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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Upgrade nos F-5EM/FM Tiger da FAB

Sabemos que a base da defesa aérea do Brasil é composta por 57 caças F-5EM/FM da FAB, que após 38 anos ainda se mantem firmes na defesa da Pátria. Devido a demora na decisão da escolha do programa FX-2, a decisão de reformar a frota de F-5E era extremamente necessária, pois esses devem ficar em serviço ativo até 2025. Após o programa de reformas, ainda em andamento, o F-5E caça de 3° geração, passa a receber novos eletrônicos (incluindo o cockpit) e armas.


Dentre os novos eletrônicos destaca-se o novo radar Grifon-F com alcance de 148 km contra alvos navais de grande porte. O Grifon pode localizar alvos aéreos a grande altitude até 75 km e alvos voando baixo a cerca de 50 km.


Como destaque no armamento, o F-5EM recebeu a opção de operar novos mísseis de origem israelense, superiores em desempenho aos antigos Sidewinder e Piranha. Dentre as novas armas o míssil Derby se destaca devido à sua capacidade BVR e seu radar ativo.


A capacidade de combate e localização de alvos foi aumentada significativamente, pois os mísseis anteriores tinham somente orientação infravermelha e alcance de cerca de 10 km.


O cockpit clássico da década de 70 foi substituído por um moderno complexo de MFD, característico de caças de 4° geração da década de 90 e 2000.


Com o upgrade nossos "guardas" recebem agora a orgulhosa designação de caça de 4° geração.


Porém o nosso F-5M não é o único dos "velhinhos" a receberem um upgrade para uma vida nova. Os Mig-29 e Mig-21 de fabricação soviética e utilizados por vários países mundo afora também receberam novos radares, armamentos e até tanques conformais como o caso do Mig-29SMT.


Como os F-5E os Mig-21 Bis também necessitavam de um upgrade nos sistemas eletrônicos, cockpit e armas. Na foto acima, um Mig-21 Bis da Força Aérea Sérvia apesar de poder transportar 2 mísseis além da carga dos F-5E, seu alcance é limitado a somente 8 km.


Acima o Mig-21 Bison, a serviço da Força Aérea Indiana após o upgrade. Sua capacidade de míssil foi reduzida, porém com os novos mísseis R-77 e R-73, a capacidade de combate aumentou para 40 km com mísseis IR e 80 km para mísseis guiados por radar ativo.


Novos mísseis também necessitavam de um novo radar, o modelo em uso no Mig-21 Bison é o russo Kopyo-M, projetado para o Mig-21-93 e capaz de rastrear até 10 alvos e engajar até 2 alvos diferentes e independentes.


O upgrade não parou aí, seu painel também foi modificado para o padrão dos anos 2000 e para operar mísseis de longo alcance como o R-77.


Não só a Índia modernizou seus Mig-21, a Força Aérea da Romênia também na impossibilidade atual de adquirir o caríssimo Eurofighter Typhoon, modernizou seus Mig-21 em Israel, e como o Bison indiano, o atual Mig-21 Lancer é capaz de se equiparar aos modernos caças de 4° geração.


O Mig-21 Lancer romeno substituiu os antigos R-60 soviéticos de 8 km de alcance por mísseis franceses, americanos e israelenses. Apesar de nada existir sobre a questão, devido ao uso de tecnologia israelense, é bem provável que o Lancer seja capaz de operar o míssil Derby, assim como o nosso F-5EM.


Com 26 usuários por todo mundo e 28 anos desde que entrou operacional na Força Aérea Soviética, o Mig-29 é considerado ainda como um caça de 4° geração, mesmo que muitos ainda operem com equipamento antigo (mísseis e aviônicos), e sejam assim inferiores a maioria dos caças ocidentais atuais.


O upgrade do Mig-29 foi mais radical que nos outros modelos citados. Sua modernização mudou não só seus eletrônicos e armamentos, mas também sua aparência externa.


Com a adição de um grande tanque de combustível conformal em suas costas, o Mig-29SMT ficou assim com uma "corcova" maior que a do seu antecessor, o Mig-29S.


 Além da Rússia, a Índia e a Argélia também se propuseram a modificar seus Mig-29 para o padrão SMT.


Acima um Mig-29UPG (upgrade) recentemente entregue à IAF.


 Acima, ainda na fábrica, um Mig-29UPG à ser entregue a Força Aérea da Argélia.



Como nos dois modelos anteriores, o cockpit também é totalmente modernizado.


Em um comparativo rápido, nosso F-5EM/FM com relação ao desempenho, onde considero a velocidade máxima a 11000 m e o alcance máximo de traslado.


Acima o comparativo dos novos radares e mísseis de longo alcance. Um detalhe que merece ser comentado é que o Mig-29SMT pode transportar dois mísseis a mais que os outros modelos descritos.
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Estou fazendo uma pesquisa com os leitores do blog, se vc também quiser participar:
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Qual avião de combate que vc mais gosta ?

4 comentários:

  1. Eu fico "feliz" pelo "zelo" ,motivado por serem às n únicas armas...ganhamos uma esdrilha quase à altura dos Su 30MKs dos Venezuelanos, mas, deveriamos ter pelos mmenos uns 100 Su-35"S" já encomendados e c radar aesa...os novos vão vir c os novos Su. Os mesmos fariam uma brutal diferença no poder de dissuação do BRASIL.ainda está em tempo, a dona está na Rússia, e mantemos o acordo c a frança c os + de 36 rafales p a n MB. Tod ganham. Sds.

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  2. Acho que 100 Su-35 é muito até para a Rússia, com aquela área toda. O Su-35 com 2 tanques auxiliares pega mais de 4000 km... Na minha opinião, já que o Brasil não domina a tecnologia russa (tá aprendendo agora com os Sabre), o Rafale seria a melhor opção devida a transferência de tecnologia. Como avião em si, acho que no geral o F/A-18E/F Super Hornet seria perfeito... o problema é a falta de apoio pós venda fornecida pelos EUA.

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  3. Transferência de tecnologia pela França é balela, nunca fizeram e nunca farão, qualquer acordo com os franceces é prejudicial ao erário e ao Brasil. Submarino nuclear? Não conseguimos nem resgatar uma chata afundada a 3 m de profundidade com diesel na antártida, tivemos que contratar a Petrobras que subcontratou empresa estrangeira, aliás, como sempre faz! E quando acontecer algo com nosso subnuc, quem vai resgatá-lo???? Leram sobre a base na Antártida? O marinheiro foi a uma festinha e "esqueceu" que estava transferindo diesel de tanques, que transbordou e encostou num gerador quente e pegou tudo fogo! O sistema de incêndio tinha sido desligado pelo comandante (!!!!), por que na festa tinha uma máquina de fazer fumaça. Perdemos TUDO, senhores, MILHÕES DO NOSSO DINHEIRO!!!!!!! Já pensaram quando tiver final de campeonato, a tripulação do subnuc parar tudo para ver o jogo e esquecer de refrigerar o reator? Senhores, convenhamos, não temos capacidade de operar nenhum artefato nuclear, precisamos de EDUCAÇÃO primeiro.
    Quanto ao aviões, aprecio muito os russos, acho o SU-35 formidável, mas o F-18 e mais adequado para nós.
    Abraços

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  4. Tb acho que a tecnologia que o Brasil quer a França não vai transferir... Afinal o Mirage 2000 francês pode disparar o ASMP e o Brasil jamais terá arma nem próxima disso. Quanto a expedição Antártida, fotografei o navio oceanográfico brasileiro, o Prof. Besnard em julho de 2010 ao lado da sucata no Porto de Santos: http://poitadecorvina.blogspot.com.br/2010/08/ferias-julho-2010_03.html

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